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Consultores e Instrutores Ágeis ajudam os Desempregados e Menos Favorecidos

por Mark Levison , traduzido por Vinicius Assef em 26 Jun 2009 |

Vários instrutores e consultores estão esforçando-se para ajudarem pessoas desempregadas a aprenderem coisas novas e a estarem melhor preparados para o novo mercado de trabalho.

Tobias Mayer está oferecendo WelfareCSM, um treinamento gratuito de Scrum, a pessoas que não podem pagar pelo curso. Eis os motivos dessa iniciativa:

1. Para oferecer treinamentos de Scrum a baixo custo ou sem nenhum custo, incluindo o Certified Scrum Master (CSM) para pessoas com baixos salários, desempregadas, estudantes e qualquer pessoa que trabalha para uma empresa que cortou o orçamento de treinamentos por causa da crise.

2. Para divulgar os princípios, práticas e valores do Scrum além do mundo do software, treinando pessoas de outras áreas, e aqueles envolvidos em outros tipos de trabalho ou atividades comunitárias.

O treinamento do Tobias está aberto a qualquer pessoa que quiser assistí-lo, independente de situação financeira. O único custo é a taxa de 50 dólares da Scrum Alliance e uma doação para ajudar a custear o local. Quem está trabalhando é bem-vindo, mas é esperado que pague o que acharem que o curso vale, ao término do mesmo. Além disso, Tobias não aceita pagamento de empresas - ele acha que esse é um comprometimento pessoal e que precisa ser abraçado por todos os participantes.

James Coplien, muito conhecido por seus livros (Advanced C++ e Modelos Organizacionais de Desenvolvimento de Software Ágil), apaixonou-se pela Sérvia em 2004. Desde então, ele tem procurado formas de ajudar seus amigos de lá. Este ano ele decidiu oferecer um treinamento gratuito de CSM com a ajuda de outros dois instrutores: Dan Rawsthorne, de Danúbio, e Alan Cyment. A Scrum Alliance isentou o pagamento das taxas e pagou a viagem e os gastos deles. James diz:

Este evento é um dos melhores, e certamente um dos melhores cursos, de que eu já participei. Três instrutores de Scrum -- Alan Cyment, Dan Rawsthorne e eu, de culturas e experiências de vida diferentes -- fomos muito bem recebidos numa quarta cultura. As coisas são incrivelmente difíceis aqui, por causa da crise econômica, e esse curso foi um presente que trouxe esperança de um futuro melhor. Eles nos receberam no mundo, nas casas e nos corações deles. Para mim, foi uma experiência inesquecível.

David Schmaltz, autor de “The Blind and The Elephant, Mastering Project Work”, conta sobre uma empresa sem fins lucrativos na qual ele esperou que pudesse trabalhar -- ele queria mesmo o trabalho já que muitos outros contratos foram cancelados no meses anteriores. Justo na hora que ele seria contratado,  recebeu a notícia que o orçamento tinha sido cortado em 40%, e eles não poderiam mais pagar pelos serviços. Durante a Grande Depressão as pessoas deixavam comida estragar ao invés de doar para quem não tinha condições. No final, David decidiu ajudar essa empresa. Ele concluiu que seria melhor trabalhar sem receber, do que ficar parado. Ele citou Winston Churchill dizendo "Nós sobrevivemos pelo que conseguimos, mas vivemos pelo que damos". E ainda acrescentou "Todos nós que sempre trabalhamos para dar sentido às nossas vidas, nunca paramos de fazer nosso trabalho, mesmo quando não recebemos dinheiro em troca. Não há uma boa razão para usar a falta de remuneração como uma desculpa e parar de compartilhar nossos dons."

Um instrutor que ofereceu cursos gratuitos no passado, enfatizou que os alunos pareciam dedicar-se na mesma proporção do dinheiro investido no curso. Deste modo, alunos que pagavam pouco ou nada, dedicavam-se muito menos do que quem pagava o valor integral. Tobias deseja minimizar essa situação dizendo algumas coisas aos participantes:

  1. Vocês são encorajados a pagar suas próprias despesas de viagem e hospedagem.
  2. Todos vocês serão inscritos em uma lista temporária no Google Groups, onde espera-se que se conheçam antes do treinamento, compartilhem suas histórias e digam o que esperam dessa experiência.
  3. Depois do treinamento, vocês serão convidados a participarem do Scrum Collective para discutirem alguns assuntos e agirem de verdade.

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