Scrum e Estratégia
Se Scrum é completamente sobre curto prazo, como os caras da estratégia trabalhariam neste ecossistema?
Rastreando mudança e inovação na comunidade de desenvolvimento de software corporativo.
Postado por Abel Avram , traduzido por Victor Franzonatto em 10 Ago 2009 01:55 PM
Ian Hickson, editor da especificação HTML 5, recentemente removeu os codecs necessários a partir das tags <video> e <audio> do respectivo projeto de norma citando dificuldades em chegar a um consenso entre as principais empresas envolvidas na distribuição de conteúdo de áudio e vídeo na web.
Existem dois principais padrões utilizados hoje: H.264 e Ogg Theora. H.264, ou MPEG-4, é um padrão proprietário de compressão de vídeo exigindo uma licença para uso comercial, e é considerado mais apropriado especialmente para grandes volumes. Ogg Theora é um padrão open source, mas a sua qualidade precisa de polimento e não é acompanhada por um número importante de players, de acordo com Hickson:
Apple se recusa a aplicar Ogg Theora no QuickTime por padrão (como utilizado pelo Safari), citando a falta de suporte e uma incerta visão de patente.
Opera e Mozilla são contra H.264:
Opera se recusa a implementar H.264, citando o custo obsceno pelas licenças.
Mozilla se recusa a implementar H.264, pois eles não seriam capazes de obter uma licença que cubra os seus distribuidores downstream.
O Google possui uma dupla abordagem:
O Google tem implementado H.264 e Ogg Theora no Chrome, mas não pode fornecer a licença do codec H.264 para distribuidores terceiros do Chromium, e manifestaram a convicção de que a qualidade-por-bit do Ogg Theora ainda não é adequado para o volume tratado pelo YouTube.
A Microsoft nem sequer comenta sobre a tag <video> da especificação HTML 5.
Philip Jägenstedt, desenvolvedor para a Opera Software, detalha sua posição:
Consideramos H.264 incompatível com a plataforma web aberta, devido à sua licença. Por enquanto vamos apoiar Ogg Vorbis/Theora, que é a melhor opção sensata de patente e está pário a pário com a concorrência na qualidade-por-bit (especialmente com as recentes melhorias no encoder). Gostaríamos muito de vê-lo como a base para o HTML5, mas na ausência de que espero que a comunidade web vai empurrar o suficiente para que ele se torne o padrão de fato.
Não parece existir uma solução razoável em um futuro tão próximo. Hickson vê duas opções:
- Ogg Theora encoders continuarem a melhorar. Hardware decoder Ogg Theora chips tornarem-se disponíveis. Google suportar o codec o bastante para que a Apple demonstre interesse e preocupação para a redução de patente. => Theora torna-se de fato o codec para a web.
- As demais H.264 baseline patentes detidas por empresas que não estão dispostas a licença isenta de royalties por eles expiram, o que leva a apoiar H.264 a estar disponível sem taxas de licenciamento.=> H.264 torna-se de fato o codec para a web.
Hickson considera o codec vencedor terá que satisfazer as seguintes condições:
- É implementável sem custo e distribuído por ninguém.
- Tem os chips "off-the-shelf" hardware decoder disponíveis.
- É usado amplamente e o suficiente para justificar o excesso de exposição de patente.
- Tem uma qualidade-por-bit alta o suficiente para grandes volumes.
Parece que, mais uma vez, diferentes partes não chegaram a acordo sobre uma norma comum, todos empurrando as coisas em seu próprio caminho, e uma vez mais o tempo e a realidade terá de escolher o vencedor ou os vencedores.
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