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Onde foi parar a inovação?

por Shane Hastie , traduzido por Rodrigo Branas em 30 Out 2009 |

Alguns comentaristas recentemente questionaram o nível de inovação que tem acontecido no mundo Ágil.

Naresh Jain recentemente declarou:

Me parece que a comunidade ágil está ficando para trás na curva da inovação. Nas conferências, grupos de usuários, listas de email, etc, nós vemos sempre a mesma coisa (talvez eu esteja me esquecendo de algo). Mas onde está acontecendo a verdadeira inovação? Em que lugar eu devo olhar?

No wiki da Simple Design and Testing conference ele identificou áreas para olhar para a inovação, desde Web 2.0 até eLearning e desenvolvimento distribuído.

Na mesma onda, Max Choong questiona se o Agile iterativo de "inspecionar e adaptar" dá mesmo base para inovação, porque inovação significa:

Um passo muda o que já sabemos ou fazemos. Inovação se trata de pensar fora da caixa, mudando regras e revolucionando. Otimização, por outro lado, é pensar sobre o que já fazemos e evoluir em cima disso.

Ele passa a afirmar:

Pela minha experiência, pressões do projeto normalmente significam que o processo ágil é uma maquina de otimização. Os clientes querem continuar indo pra frente mesmo quando eles sabem muito bem que a solução não está certa. O que acontece é que uma solução errada é improvisada para se tornar algo aceitável. É preciso uma alma corajosa para dizer: "Isso não funciona. Vamos voltar a estaca zero!".

Ele argumenta a favor de uma abordagem que envolve definir um "fluxo de P&D" (Pesquisa e Desenvolvimento) em paralelo com iterações, exploração e experimentação de novas ideias que não estão diretamente relacionadas com o produto, mas podem resultar em estórias adicionais para serem adicionadas ao backlog.

Ele também sugere trazer para dentro do fluxo de P&D oportunidades de conduzir um projeto centrado no usuário:

Eu tenho motivos evidentes para sugerir esse fluxo de P&D que anda em paralelo com o ciclo de desenvolvimento iterativo. Ele fornece ao usuário um projeto centrado no seu próprio ambiente. Nós podemos criar estórias, prototipar e realizar pesquisas detalhadas para testar as idéias. Essas atividades são naturalmente time-boxed e os resultados (se apropriados) podem eventualmente alimentar o backlog com itens importantes.

Existe espaço para a inovação em projetos ágeis? Como seus projetos estão enfrentando o desafio da inovação?

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Onde foi parar a inovação? by Jose Carlos Lazzeri

Rodrigo: É raro ver alguém tratar do tema inovação. Estamos presos nos anos 70, reféns da visão iterativa e monopolizados pelo RUP. Se puder ler meu livro "Arquitetura Orientada a Serviços - Fundamentos e Estratégias", recentemente lançado pela editora Ciência Moderna. Lá trato este tema com vigor, propondo alternativas concretas de inovação no desenvolvimento de software.

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