Formando equipes de alto desempenho, parte 1: Início e fases de evolução
Nesta primeira parte de uma série sobre equipes de alto desempenho e gerenciamento Agile, veja uma introdução geral e uma apresentação dos estágios de formação das equipes.
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Postado por Alex Blewitt , traduzido por Lucas Souza em 27 Jan 2010
YouTube anunciou recentemente uma versão beta que utiliza os recursos do HTML5. Agora os vídeos podem ser vistos em browser que suportem a nova tag <video> disponível no HTML5. O formato escolhido para fazer o broadcasting do vídeos foi o H.264, escolha que também foi feita pela Apple no Iphone e em outros dispositivos móveis. Porém isso implica que browsers que não tenham suporte ao formato H.264 não funcionarão com a nova versão do YouTube.
Por enquanto os browsers que possuem suporte são Safari 4+, Google Chrome (óbvio) e um plugin que pode ser usado dentro do Internet Explorer chamado Chrome Frame, entretanto a tão esperada versão do Firefox 3.6 nao possue suporte ao padrão H.264, possui somente ao formato open-source OGG.
A especificação HTML5 que nasceu perante as iniciativas do WhatWG (Web Hypertext Application Technology Working Group) incluem tags que são entusiasmantes como a tag <video> e <audio> além de muitas outras mudanças que prometem facilitar o desenvolvimento web (Veja mais sobre HTML5 aqui). Porém houveram algumas discordâncias em relação a qual codec seria responsável por fazer a renderização dos vídeos. Essas discordâncias foram em relação a eficiência do codec e patentes em cima de alguns codecs propostos (Codec são programas capazes de decodificar dados binários e transformá-los em vídeos).
A escolha acabou ficando mesmo entre o formato H.264 que é patenteado e utilizados por dispositivos móveis e de hardware, e o outro formato OGG que é open source e por enquanto não patenteado. Grandes companhias e com grandes poderes de negociação estão por trás do padrão H.264, tais como Google e Apple (por exemplo é o formato usado no Iphone) que na verdade já possuem acordo de licenciamento para outros usos. Na ala dos defensores do formato OGG, estão companhias open source como Firefox e Opera.
Diante deste impasse, o WhatWG tentou padronizar um único formato de vídeo, o que na verdade acabou por gerar um gradioso debate. Ian Hickson fez um esforço para assegurar que o grupo WhatWG não sairia estagnado e postou um compromisso de não definir um único formato. Veja o email da explicação:
Após uma desordenada quantidade de discussões, tanto em público como privadas, sobre a situação dos codecs no HTML5, eu com relutância cheguei a conclusão que não existem codecs adequados que todos os fornecedores querem implementar e embarcar. A situação atual é a seguinte:
- Apple recusa-se a implementar o Ogg Theora por padrão no QuickTime (usado pelo Safari), citando a falta de suporte de hardware e uma incerteza quanto a patente.
- Google implementou os padrões H.264 e Ogg Theora no Chrome, mas não pode fornecer a licença do codec H.264 para distribuidores terceirizados do Chromium, e deram uma opinião que a qualidade do Ogg Theora não é ainda adequado ao volume movimentado pelo Youtube.
- Opera recusa-se a implementar o H.264, citando custo obsceno referente as licenças sobre a patente.
- Mozilla recusa-se a implementar o H.264, eles não estão aptos a obter uma licença que cobre seus distribuidores downstream.
ArsTechnica explorou estas questoes e a situação ainda não mudou. Entretando, a adoção do HTML5 por parte do YouTube pode ser um peso a mais na balança. Mas de qual lado?
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