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Debate: A internet está se fragmentando?

por Abel Avram , traduzido por Cassio Pereira em 24 Fev 2010 |

A Internet é considerada o meio que une as pessoas em todo o mundo facilitando a comunicação, a troca de idéias e o acesso à informação. Algumas pessoas dizem que objetivo original da internet está mudando devido à proliferação dos dispositivos que conseguem deixar a internet um pouco mais difícil visto que eles não são padronizados.

O termo “Splinternet” foi mencionado provavelmente pela primeira vez em 2008 por Rich Tehrani, CEO da Technology Marketing Corporation, uma revista especializada em VoIP. Tehrani lembrou que a internet tem o poder de  desfazer negócios sólidos devido ao crescimento das redes sociais.

Josh Bernoff, Sênior VP na Forrester Research, re-introduziu a idéia de Splinternet, observando que a cada dia há mais dificuldade para as empresas e comerciantes criarem um conteúdo portável que funcione em todos os dispositivos que aparecem quase todos os dias.

Todo o quadro da Web (e Web marketing), é baseado em torno da idéia de que tudo está em um formato compatível. Ou seja, de qualquer navegador, qualquer computador, qualquer conexão, você vê praticamente a mesma coisa.
Agora com IPhones, Androids, Kindles, Tablets, e TV’s conectando-se com a internet, isto não é verdade. Seu site poderá não funcionar corretamente em alguns desses dispositivos, especialmente se ele inclui flash ou utiliza o mouse para a navegação. Aplicações que funcionam no IPhone, não funcionam no Android. Widgets para TV FiOS não funcionam em nenhum outro dispositivo.

Bernoff também menciona o fato de que uma grande quantidade de conteúdo é protegido por senha:

Enquanto isso, mais e mais das coisas interessantes na Internet estão escondidas atrás de login e senha. Pegue o Facebook como exemplo. Suas aplicações não funcionam em qualquer lugar além do próprio Facebook o próprio Google não pode ver a maioria. E a News Corp, e o The New York Times estão falando sobre colocar mais e mais conteúdo atrás de um login.

Bernoff não acredita que padrões irão ajudar:

Os padrões não podem criar uma experiência padrão. As experiência com a internet irá variar muito dependendo do dispositivo. Este é o desafio para estas empresas preocupadas com essas experiências. E para os comerciantes.

Sua solução seria “tecnologias flexíveis o suficiente para entregar o mesmo site em formatos diferentes. Isso seria algo muito complexo, é algo muito difícil para uma máquina pensar qual a melhor forma de dispor diferentes sites – a decisão sobre como formatar o conteúdo para dispositivos diferentes não é algo que uma máquina pode descobrir.”

Alguns argumentam com Bernoff que a Internet como um todo não está se fragmentando e sim apenas suas aplicações, como Daniel Millbank lembrou:

Lendo o artigo e não todas as respostas, eu não vejo o autor tomando qualquer iniciativa para separar o conteúdo, aplicativos ou o o que move tudo isso, a Web. Eu me confundi? Eu entendi seu artigo? Eu pensei que o princípio da “Splinternet” sa aplicava a aplicações em IPhones, Blackberry’s, iPods e agora iPads e não para sites que são portadores de conteúdo e que dependem de um browser para exibi-lo. É evidente, pelo menos para mim, que dispositivos que permitem a interação com a internet serão mais felizes se os mesmos disponibilizar um navegador web que atenda os padrões de compilação dos browsers.
Além disso, eu penso que é importante destacar as seguintes diferenças: o browser é uma aplicação e ele interpreta o site. Se o browser é compatível com as padrões e o web site foi construído seguindo esses padrões, então ele simplesmente irá ser apresentado bem, em qualquer dispositivo (iPhone, PC, Blackberry, iPad, etc.). No entanto, você não pode levar a aplicação, o browser neste caso, e mover ele de uma plataforma para outra(Iphone para Blackberry por exemplo), a menos que esteja usando Java, que suporta várias plataformas. O conteúdo em si funciona em qualquer lugar... não era toda o grande objetivo do XML?

Katie Hawkey, COO da Astek Consulting LLC, destaca que o formato não importa, mas sim o conteúdo:

Você tem que parar de pensar sobre informação na web em termos de layout e visualização, e sim em termos de conteúdo. Você disse acima “escolha seus dispositivos cuidadosamente – investimentos em um, não podem ser transferidos facilmente para os outros.” Pareçe que você  está pensando em conteúdo como algo digitado que será enviado por email. Acho que a melhor abordagem seria “Escolha seu layout cuidadosamente – uma vez que é publicado como um cartão postal, ele não pode ser transferido para o formato brochura facilmente.”
Mas não se trata de algo digitado, e sim de conteúdo web. Você deve estar pensando na distribuição do conteúdo web mais como um sinal de rádio. Eu posso um debate político no rádio do meu carro, no meu rádio de pilha, no meu aparelho de som, o que quer que seja. Será que a qualidade do som será um pouco diferente em cada um? Sim. Mais eu ainda irei entender o quê os participantes estão querendo dizer? Sim. Porquê? Por quê é o conteúdo que realmente importa, não o método como ele é entregue.

O que você acha, a Internet está modificando o seu objetivo original? São os softwares atuais que irão promover o acesso à informação ou tornar mais difícil?

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Os padrões não podem criar uma experiência padrão. by marcio duran

"No entanto, você não pode levar a aplicação, o browser neste caso, e mover ele de uma plataforma para outra(Iphone para Blackberry por exemplo), a menos que esteja usando Java"

"Impressionante como tudo na verdade tem um fundo de Marketing e investimentos sobre o que se pode ou não levar a midia e nisso acusam a tecnologia como Vilã"

Da mesma forma que tenho tecnologias que são cross-browser eu tenho tecnologia que são cross-virtual machine, o que na verdade ocorre é disputa acirrada entre fornecedores de tecnologia atrapalham ou não entendem o quanto é amplo e convergente o Mundo Internet é suas vontades essas vontades sim que deveriam ser levadas em considerações de experiência.

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