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O Cloud Computing chegou para ficar

por Abel Avram , traduzido por Eder Ignatowicz em 23 Mai 2011 |

Antes considerado um modismo por especialistas em TI, o Cloud Computing, ou computação em nuvem, se tornou uma prioridade estratégica para muitas empresas em todo o mundo. O fato de que a computação em nuvem não é mais uma tecnologia do futuro, mas sim uma realidade, foi confirmado por diversos estudos publicados nos últimos seis meses.

Um estudo divulgado pela IBM (é necessário registro gratuito para acesso), baseado na opinião de mais de 3 mil CIOs, concluiu que a adoção ou a intenção de adotar o Cloud Computing quase dobrou nos últimos dois anos. A proporção de empresas priorizando a computação em nuvem saltou de 33% em 2009 para 60% neste ano, valor próximo do relatado para iniciativas como a gerência de processos de negócio (BPM), e que não fica muito atrás de Business Intelligence ou de soluções de mobilidade e virtualização, como mostra o gráfico abaixo:

O passo inicial recomendado pelo estudo para a adoção de Cloud Computing é a transferência para a nuvem de serviços de computação não essenciais, liberando assim recursos internos para a "execução dos serviços prioritários para a organização". Friedenberg Michael, presidente da IDG Enterprise, comenta sobre um estudo da CIO Magazine de 2011 (PDF), baseado no levantamento da opinião de 1.535 CIOs: "O Cloud Computing já é uma realidade e a adoção está progredindo em escala mundial". Ele segue analisando os resultados:

Grandes empresas utilizam clouds privadas com maior frequência (23%) do que clouds públicas (7%) e empresas de pequeno e médio porte (com menos de mil funcionários) vêm reservando partes cada vez maiores de seu orçamento de TI (entre 15 e 20%) para Cloud Computing.

A segunda edição anual do plano de gastos em TI do Governo, um estudo feito pela CompTIA (uma associação sem fins lucrativos da indústria de TI), concluiu que, embora as agências governamentais americanas estejam "interessadas em aumentar a eficiência e reduzir custos no longo prazo", ainda dão importância relativamente baixa a Cloud Computing:

Cerca de 40% dos gestores governamentais (que decidem ou influenciam decisões de compra) identificaram soluções de backup e de recuperação de dados como prioridade para os próximos 12 meses. Aplicações de segurança foram citadas como prioritárias por 37% dos pesquisados, seguidas por soluções de virtualização (30%) e de gerência de conteúdo (24%). Outras opções, como comunicação unificada e Cloud Computing, (18% cada) são classificadas um pouco abaixo.

Em primeira análise, a pesquisa da CompTIA indica que a computação em nuvem ainda não é tão importante, para as agências do governo, como o é na iniciativa privada. Mas é provável que as soluções de "backup e recuperação de dados" e as "soluções de virtualização" mencionadas envolvam Cloud Computing em sua implementação.

Se existia alguma dúvida sobre a viabilidade do Cloud Computing, agora fica claro que esta tecnologia chegou para ficar. Pode-se questionar o significado do termo ou os possíveis problemas de segurança envolvidos, e há certa desconfiança devido à recente falha do EC2 da Amazon. Mas os benefícios parecem ser bem maiores que as desvantagens, e a computação em nuvem vem se tornando uma solução atraente para cada vez mais empresas.

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