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A adoção do Agile fará parte das iniciativas de redução de custos no Reino Unido

por Christopher Goldsbury , traduzido por Paulo Rebelo em 14 Dez 2011 |

O Reino Unido está interessado em adotar práticas ágeis como parte de sua Estratégia de Governo do TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) para economizar milhões em recursos financeiros. Entre outras iniciativas, está a adoção de práticas ágeis.

É citado, entre os vários pontos que cobrem a estratégia:

Identificar um projeto piloto Agile dentro de cada departamento e criar um centro virtual de excelência entre o governo e o setor privado, que pode permitir um avanço e mobilização mais rápidos para esses projetos.m

Francis Maude, do Gabinete do Ministro do Governo, disse:

Isso não é apenas um plano para reduzir o custo e a ineficiência departamental de TI. A implementação efetiva da Estratégia já se iniciou em programas que irão reformar radicalmente a vanguarda dos serviços públicos. Por exemplo, o programa do Crédito Universal é um dos primeiros serviços "Digitais por Padrão", utilizando as metodologias ágeis para reduzir o risco de entrega e melhorar os resultados de negócio.

O governo do Reino Unido não segue sozinho nessa busca da redução de custos de TI. A maioria dos governos do primeiro mundo estão agora buscando austeridade, de uma forma ou de outra, e os grandes projetos de tecnologia da informação, que geralmente têm imprevisibilidade de entrega, estão sentindo a pressão param ficarem mais eficientes e efetivos em sua execução.

Mas a nova corrida do Reino Unido através da agilidade não está livre de críticas. Alistair Maughan, uma autoridade em direito em TI, tem uma visão diferente do desenvolvimento de software ágil no governo.

A metodologia ágil destina-se a entregar projetos de TI com flexibilidade, em iterações. Isso significa que se deve envolver os clientes mais diretamente e se adaptar rapidamente às suas necessidades de mudanças. O sistema final surge gradualmente e os clientes não pagam um preço fixo por um projeto completo, mas sim por uma quantidade de recursos.

[O InfoQ Brasil publicou uma nota extrememamente popular sobre essa opinião de Maughan sobre o Agile no Setor Público em abril deste ano.]

Maughan vai mais longe na identificação de quatro razões pelas quais as práticas ágeis não funcionarão para os projetos de TI do governo:

  1. Os clientes do governo querem saber antecipadamente o quanto um sistema custará.
  2. O Agile não oferece alternativas suficientes se as coisas derem errado.
  3. É inevitável que as decisões do Agile passarão pelas hierarquias de gestão do governo central. Isso irá contra os projetos ágeis.
  4. O Agile não oferece uma especificação clara dos resultados, de antemão. Então a comparação de preços de fornecedores não será possível para os requisitos legais da aquisição.

Praticamente em resposta, logo após os comentários de Alistair, o primeiro experimento ágil do Reino Unido foi materializado: um website de protótipo em maio de 2011. Desde então, outros casos de sucesso têm demonstrado como os governos podem utilizar práticas ágeis em seus esforços de TI. O Reino Unido, segundo o Guardian, espera usar práticas ágeis em 50% das iniciativas do ICT até 2013.

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