Desenvolvedores podem ser selecionados seguindo um roteiro padronizado?
Jeff Atwood, criador do Coding Horror, um dos sites mais conceituados de programação, publicou recentemente em seu site algumas questões e conceitos importantes na contratação de programadores. Embora o post parta da perspectiva do contratante, as lições apresentadas servem igualmente para os próprios desenvolvedores à procura de novas oportunidades.
No post, Atwood defende que não há uma fórmula mágica na hora de escolher o melhor candidato, e sugere algumas práticas que podem contribuir tanto para quem procura quanto para quem quer ser contratrado na sua empresa de interesse. A seguir resumimos as práticas, em tradução livre.
O teste "Hello Word"
Na primeira etapa de qualquer processo seletivo, um teste online simples no formato de Parece óbvio, mas o "Hello World" já serve como um primeiro filtro aos candidatos menos preparados. Na experiência de Atwood um número surpreendente de candidatos não passou neste teste.
O portfólio de atividades
Apresentar um portfólio de atividades já dá indícios do grau de conhecimento do candidato em determinados conceitos e o quanto ativo ele/ela é na comunidade; por exemplo na colaboração em blogs, fóruns, projetos open source, entre outros.
A cultura e a filosofia da empresa
É preciso que haja empatia entre candidato e empregador sobre a cultura organizacional e a filosofia vivida pela empresa. Compartilhando os mesmos valores, ambos candidato e empresa ficam mais próximos de uma contratação bem-sucedida.
Capacidade na resolução de problemas
Em uma conferência online, com compartilhamento de tela, por exemplo, é possível avaliar, de forma estruturada, a linha de raciocínio do candidato na resolução de problemas específicos.
O "teste em campo"
Uma prática adotada por algumas empresas é testar o candidado em um projeto real que possa ser entregue em poucos dias ou semanas. O tempo gasto neste trabalho é pago pela empresa, mas representa um custo baixo, se comparado ao benefício da obtenção de informações precisas que tanto empregador quanto candidato podem ter em uma situação real.
A entrevista
Finalmente, na entrevista presencial é possível demonstrar o nível de entusiasmo e interesse do candidato, e suas habilidades de comunicação. Também se pode analisar os feedbacks das equipes que tiveram contato com o candidato no "teste em campo".
Nada é garantido
Segundo o Atwood, entretanto, qualquer uma dessas técnicas não garante que o melhor profissional encontrará e será contratado pela melhor empresa. Em um relacionamento no qual se investirá 40 horas semanais, ou até mais, é preciso que tanto empregador quando candidatos se esforcem em se conhecerem e analisem se há compatibilidade nas propostas de trabalho, finaliza Atwood.
E você, o que acha? Acredita que o processo de seleção de profissionais pode ser moldado e baseado simplesmente em regras predefinidas?
Roteiros padronizados
by
Érico Martins
A cultura e filosofia da empresa
by
Éverton Inocêncio
Recentemente tive uma experiência ruim com uma empresa que tinha crachás, catracas, até palavras como "example" eram bloqueadas pelo proxy, assim como usar um pendrive. Me sentia um malandro.
Re: Roteiros padronizados
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Thiago Silva
Desenvolvedores
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Luís Carlos Moreira da Costa
Minha opinião: O profissional pode ser o melhor ou o pior, se o santo não
bater ele não entra. Uma outra coisa as vezes o profissional tem mais conhecimento de quem está entrevistando, assim o entrevistador acaba não aceitando o canditado. E as vezes são as pessoas que não tem o conhecimento devido, você perde tempo de conversar e ainda duvidam do seu conhecimento são as famosas meninas que as consultoriad pegam para pagar algum dinheiro, pra mim elas teriam mais sucesso trabalhando numa empresa de telemarketing.
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