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Startups Inovadoras Modelando a Cultura Ágil

Favoritos

Pontos Principais

  • Considerar Machine Learning como um novo membro do time de software.

  • O dado não é o valor real, o valor está na inteligência de negócio que podemos criar a partir dele.

  • Processos de desenvolvimento de software podem ser convertido em eficientes processos de negócios.

  • Equipes de projeto compostas inteiramente por full-stacks podem economizar dinheiro.

  • A importância de integrar valores ágeis na cultura da empresa desde o início.

Definição do time técnico

O poder dos dados é bem conhecido atualmente. Todos os dias ouvimos notícias sobre questões como Big Data, mas os dados merecem esta conversa? Os dados estão mudando a maneira como gerenciamos as empresas?

A coisa mais importante a perceber é que o serviço que prestamos, o produto que vendemos e os dados que gerenciamos são apenas os processos pelos quais alcançamos os objetivos da empresa e do mercado. Porém, muitas empresas seguem sem contratar pessoas talentosas ou mesmo, em alguns casos, seguem sem uma equipe.

O que acontece é que este não é um problema menor. A grande quantidade de competidores globais que existem e a corrida à inovação no setor tecnológico nos força a liderar ou fazer parte de uma equipe muito especial.

É necessário ter uma equipe sincronizada, focada e, o mais importante, eficiente, capaz de adaptar seu trabalho, seu fluxo de trabalho e seus objetivos tão rápido (ou mais rápido possível) do que as mudanças do mercado atualmente.

É por isso que os objetivos de uma startup devem ser muito claros, bem definidos e prontos para mudanças. Isso significa que apenas pessoas altamente qualificadas podem ser boas escolhas para compor uma equipe de uma startup? Claro que não.

O critério mais importante para uma equipe de alta performance nem precisa ser humano.

Figura 1: A importância do time

O integrante humano da equipe está executando cada vez menos tarefas. Está cada vez mais focado em gerenciar, coordenar e encontrar as formas adequadas de atingir os objetivos. Agora, existem novos "membros da equipe" capazes de executar tarefas com um grau de desempenho superior ao dos humanos.

Estes são integrantes tecnológicos da equipe que operam como machine learning, por exemplo. Um bom algoritmo de machine learning, trabalhando no estudo de dados e observação dos serviços e processos da startup é o parceiro perfeito para criar valor incrível para os clientes e para a empresa.

Esta parceria pode ser um propulsor para o desempenho de uma startup, aprendendo como automatizar processos e como usar cada fluxo de informação para criar valor agregado e gerar novas receitas.

Vale a pena lembrar que machine learning não é apenas uma ferramenta útil - é um novo membro da equipe sem salário e pronto para operar 24 horas por dia, 7 dias por semana em uma startup.

O baixo valor dos dados em si

Até agora, consideramos o conceito de uma startup baseada em dados. Também devemos notar que os dados em si não significam nada para uma empresa. Então, qual é o real propósito de analisar grandes quantidades de dados? É criar informações valiosas, inteligência, Business Intelligence, que possam conectar de forma eficiente uma empresa com o mercado e seus clientes.

Este é um ponto-chave: toda startup inovadora sabe da importância de coletar os dados certos para convertê-los em inteligência. O valor do Business Intelligence que uma startup oferece em grandes mercados como o buildtech é o valor do serviço que ela presta.

O conceito de Business Intelligence atualmente já está bem assimilado, mas não é fácil dar um exemplo. Então, aqui está um exemplo de como uma startup baseada em dados concentra sua evolução de negócios na inteligência que pode gerar.

"Building Intelligence" é um nome fictício utilizado neste exemplo para uma startup real no setor de buildtech. A visão da Building Intelligence é evitar aumento de custos e horas extras em obras devido a falhas.

Atualmente, esta empresa trabalha com SaaS, fotografando canteiros de obras, criando modelos 3D e comparando-os com os planos arquiteturais. Ele coleta dados das imagens e cria informações comparando planos, fornecendo detecção precoce de erros utilizando algoritmos e controlando o progresso.

No entanto, eles não estão cumprindo sua visão agora. Mas, como são uma empresa orientada a dados, estão em seu primeiro passo nesse sentido.

O próximo passo é a coleta de dados, não apenas quando uma construtora precisa fiscalizar a área, mas constantemente, em tempo real, criando gêmeos digitais.

A terceira etapa dessa evolução é criar um sistema de IA que possa aprender sobre os dados coletados e as informações geradas na primeira etapa, e o comportamento em tempo real das áreas de construção coletadas na segunda etapa.

Após esta última etapa, será possível criar previsões de falhas precisas para os clientes. Eles irão então, respeitando um processo AGILE da startup, incrementar sua visão, utilizando IA e machine learning como dois novos e importantes membros da equipe.

Integração de toda a equipe para alcançar a eficiência

Neste artigo, fica claro quais questões uma empresa orientada a dados deve considerar para melhor cumprir seus objetivos. Vimos como os dados e a tecnologia da informação devem ser integrados como membros da equipe na empresa. Mas, esta pergunta é a mais importante a se fazer. Qual é o formato de uma equipe para as startups desta geração? Podemos falar sobre haver apenas uma equipe nessa startup?

De acordo com nossa visão, podemos dizer que a equipe de uma startup é um grupo de recursos com conhecimento, capacidade e prontidão para trabalhar juntos para alcançar alguns objetivos claros e relacionados. Pode ser composta por humanos ou outros recursos tecnológicos, podendo trabalhar junto fisicamente ou conectado de outras maneiras.

As startups nas empresas tem que atingir vários objetivos diferentes, objetivos anuais e até mesmo mensais. Portanto, com essa definição de equipe, podemos concluir que uma empresa pode trabalhar com muitas equipes diferentes ao mesmo tempo. Além disso, o número de equipes pode ser muito diferente se compararmos duas ou mais empresas diferentes, podendo inclusive ser muito diferente dentro da mesma empresa em momentos diferentes.

Uma startup não precisa de um número prefixado de equipes quando ela começa a se organizar baseada nos valores AGILE como transparência, flexibilidade e escalabilidade. Não há necessidade de uma equipe em cada área da organização.

Pode haver muitas equipes em uma única área (por exemplo, Desenvolvimento de Produto) ou equipes que envolvem em mais de uma área (por exemplo, uma equipe de marketing relacionada a vendas e desenvolvimento de produto).

Uma startup é uma empresa, geralmente com recursos limitados, que tem que ser muito eficiente para atingir seus objetivos. Uma boa maneira de definir o número de recursos / equipes necessários para ter um bom resultado pode ser a seguinte:

  • Pensar nos objetivos finais da startup.
  • Definir objetivos anuais a serem perseguidos pelos próximos 3 anos.
  • Definir quais áreas da sua startup precisam ser desenvolvidas para atingir os objetivos anuais.
  • Definir as 5 iniciativas mais importantes em que cada área deve trabalhar para atingir os objetivos.
  • Relacionar cada recurso real da empresa às iniciativas definidas, respeitando as condições ideais de trabalho ao ambiente de startup e utilizando suas melhores competências.
  • Definir quaisquer novos recursos necessários para concluir essas iniciativas.

É uma boa, e necessária, prática relacionar métricas com cada objetivo da startup para que o andamento de sua realização seja bem definido.

Figura 2: Métricas aconselháveis

É possível notar que organizamos os recursos de forma a sermos mais eficientes e tirarmos vantagem disso. Agora é o momento perfeito para pensar sobre o tipo de integrante que você deseja em cada equipe.

O conceito mágico aqui é a "Equipe completamente Fullstack". Para trabalhar com suas equipes como indivíduos independentes de forma eficiente, elas devem ter todos os recursos de que precisam disponíveis com a periodicidade em que serão utilizados e, se nem sempre estiver disponível, com disponibilidade para emergências.

As equipes podem ser independentes se tiverem recursos nestas cinco áreas:

  • Visão de mercado
  • Experiência de produto
  • Tecnologia de produto
  • Desenvolvimento de negócios
  • Visão legal

Tornar isso possível significa que cada equipe em uma organização poderá trabalhar adequadamente nos seus objetivos. Essa independência criará um sistema no qual as ineficiências de comunicação, atrasos, escopo, qualidade, tempo ou requisitos de custo mal compreendidos serão drasticamente reduzidos.

Existe apenas uma coisa importante que pode impossibilitar o funcionamento dessa estrutura - esquecer a integração entre as equipes.

De acordo com o estudo da consultoria Prisma, a ineficiência da comunicação interna e as situações de falha que ela provoca custam mais de 15% do lucro anual da empresa. Buscar eficiência e bons processos de gestão para evitar e reduzir essa estatística é dever do empreendedor.

Para respeitar o AGILE e os valores culturais nas startups de hoje, cada equipe deve estar bem conectada. Essas conexões devem ser definidas por meio de canais de comunicação flexíveis, escaláveis e muito abertos.

Para que essa estrutura funcione, cada equipe e cada integrante deve ter uma conexão direta, seguindo os padrões de comunicação adequados, com seus colegas de outras equipes da empresa. Não podemos ver cada equipe como um grupo diferente, mas como grupos independentes de uma visão única.

Deve ser proposto aos integrantes da empresa um processo de comunicação conhecido e transparente, genérico para todos os empregados, independentemente da condição contratual ou situação. Ninguém é diferente em uma startup AGILE. Cada integrante tem sua importância, responsabilidade e função.

Uma empresa orientada a projetos

Agora que sabemos que nossa empresa está fornecendo um serviço útil (de acordo com uma filosofia baseada em dados para criar o maior valor possível), e o que forma uma equipe e como ela deve ser gerenciada, resta uma última questão: Uma filosofia baseada em dados é o suficiente para cumprir a visão, respeitando os valores da empresa?

A resposta é simples: Não.

Uma startup pode ter várias equipes e, portanto, desenvolver seu produto, serviço e atividades externas de diversas maneiras. A esta altura, a escolha correta é a filosofia baseada em dados. Porém, esta filosofia que vem de fora da empresa ou os valores dela não são suficientes para definir os processos internos da empresa.

Para sustentar os valores, estrutura e objetivos da empresa, uma filosofia de trabalho interna deve ser definida. O melhor conceito aqui é o da empresa orientada a projetos.

A filosofia orientada a projetos considera tudo o que as equipes estão trabalhando como um projeto. Portanto, toda ação tomada internamente é um projeto para realizar ou ajudar a cumprir (com outros projetos da empresa) os objetivos da startup.

É um erro comum dar ênfase a projetos de startups apenas na fase de desenvolvimento do produto. Esta filosofia considera o projeto como um todo - por exemplo, o lançamento da campanha de marketing de verão, a contratação de um novo membro de tecnologia e a atualização de novos recursos do produto.

Definimos esta cultura de startup para chegar a esse momento único. Tudo pronto para que a empresa trabalhe com foco em projetos. Mesmo sem realmente dizer, já explicamos como isto funcionará.

Quando analisamos como definir adequadamente os objetivos e metas da empresa, falamos sobre as diferentes iniciativas que devem ser tomadas para cumprir os objetivos mensais. Esses objetivos ajudam a cumprir os objetivos anuais da startup, e os objetivos anuais ajudam a cumprir as metas finais da empresa. Estas ações são os projetos que a empresa deve desenvolver para atingir seus objetivos mensais, anuais e finais.

Existem muitas maneiras de criar uma empresa orientada a projetos. Seguindo este artigo, todo projeto deve ser proposto para todos os membro da startup. Esta proposta deve ser estudada pela equipe administrativa e financeira. Sua aprovação viabiliza o projeto e é encaminhado ao PMO.

O PMO é uma área transversal da empresa que fornece, controla e mantém recursos e resultados para todos os projetos da startup. É a área que vai formar a equipe adequada para desenvolver o projeto.

Como essas equipes são compostas? Como já discutimos, com as estruturas e processos de nossa equipe, a startup está pronta para trabalhar internamente de forma orientada a projetos e seguindo a filosofia de desenvolvimento orientada a dados.

Ter uma empresa bem definida com processos de entrada e saída, estrutura e objetivos seria uma empresa antiquada?

Claro que não, porque tudo o que foi estabelecido para a empresa respeitou os principais valores do AGILE: Eficiência, Flexibilidade, Escalabilidade e Transparência.

Mesmo assim, qual é o conceito principal do desenvolvimento desta empresa? É agilidade? O conceito principal por trás da criação de uma startup é sempre inovação.

Inovação como cultura, mesmo em momentos de crise

As empresas devem pensar com muito cuidado sobre inovação em um ambiente de startup. Inovar não é criar o produto de alta tecnologia e vendê-lo na sua empresa. Várias startups se tornaram unicórnios sem nenhuma patente ou sem criar processos complexos de engenharia.

Inovar em uma empresa é repensar a forma como algo é feito e adaptá-lo para ser mais eficiente, benéfico, sustentável e escalável. Cada vez mais, as empresas estão trabalhando para a sociedade e esses valores, que correspondem aos valores AGILE, definidos no artigo, estão direcionando o sucesso das empresas.

A inovação pode ser desenvolvida a partir de muitos conceitos diferentes: desenvolvimento de produto, definição de processos internos ou gerenciamento de equipe.

Há uma suposição inverídica bem conhecida de que a inovação requer muito investimento financeiro.

Inovar ou não inovar - esse é o desafio que diferencia uma empresa de seu concorrente. Toda empresa tem que inovar para se manter competitiva. A difícil decisão é escolher o momento certo e o tipo de inovação que uma empresa precisa para cada situação.

Toda inovação é desenvolvida pela equipe da empresa, portanto, um bom começo seria promover a aprovação interna da equipe.

No entanto, pode haver uma etapa anterior à implantação de uma inovação disruptiva em uma empresa. É altamente recomendável começar pela gestão de pessoas ou liderança. É assim que a cultura da empresa pode ser implantada em suas próprias equipes antes de dar passos maiores. Embora a inovação na gestão de equipes, se mal feita, possa representar uma situação crítica, esta pode ser uma forma mais barata de inovar e promover a marca da empresa sem alterar seus produtos ou sua identidade.

Em momentos de crise, como os que vivemos agora, uma startup deve abrir oportunidades comerciais para se diferenciar de seus concorrentes, tirando proveito das ameaças da crise, mas sem deixar de fornecer os serviços e produtos que fornecia anteriormente. Este não é um bom momento para inovação externa.

A inovação interna é uma ótima opção para criar valor interno e externo em momentos difíceis.

De acordo com o estudo publicado no "El Economista", 92% das empresas espanholas estão crescendo na digitalização e no estilo de gestão em 2020, depois que a situação do COVID-19 foi estabelecida.

Quando uma empresa não tem o volume financeiro ou a situação de marketing certa para crescer, a marca e a identidade são o melhor parceiro comercial.

Vejamos um exemplo desse processo desenvolvido pela startup espanhola CHECKTOBUILD. Decidiram enfrentar a situação do COVID-19 com inovação interna nos processos de gestão da empresa. Especificamente, identificaram o conceito de liderança como o mais importante no branding interno e externo em tempos de crise e, como resultado, desenvolveram o seguinte processo de gestão: LIDERANÇA EM PARES

A Liderança em Pares é uma metodologia de gestão que replica as tarefas operacionais da abordagem de desenvolvimento de software "Programação em Pares" (no framework XP) para a área de gestão. Cada área da empresa será liderada por duas pessoas. Quando um gestor for tomar uma decisão ou assumir uma responsabilidade, ele poderá pedir um conselho ao seu par, que tem a mesmaposição.

Essas duas funções em cada área serão trocadas entre essas duas pessoas para cada projeto e a decisão será deles, conhecendo o objetivo do projeto. Uma inovação como essa cria valor em torno do conceito de liderança, a última questão vital em uma cultura ÁGIL. Na liderança em pares, cada nova contratação em uma área da empresa significa que um funcionário experiente será o líder do novato, se tratando da liderança em pares.

A responsabilidade é distribuída em muitas funções na empresa, tornando cada membro da equipe fundamental para administrar a empresa de maneira adequada. O mais importante aqui, é que cada membro da equipe conheça sua responsabilidade.

O conceito de Mob Responsibility está se tornando fundamental para o sucesso de uma startup e é muito fácil de implementar.

AGILE como cultura, não apenas como metodologia

Como vemos agora, ser uma startup de tecnologia inovadora não é apenas vender algo novo para o mercado e gerenciar seus processos - é melhorar o valor do seu mercado, abraçando a tecnologia como um parceiro e não apenas como uma ferramenta; saber que a cultura da empresa é tão importante quanto o serviço que ela presta; para ser ÁGIL, dinâmico, pronto para mudar e criar uma identidade forte a partir dos valores AGILE atuais.

Pessoas não são mais recursos, são a chave para o sucesso da empresa.

Sobre o Autor

Alejandro Ruiz é um criativo jovem empreendedor espanhol. Quando ele tinha 10 anos, as pessoas lhe perguntavam: "O que você quer ser quando crescer?" e ele sempre dizia: "Dirigir minha própria empresa, como meu pai". Ele era um pequeno construtor e agora é engenheiro de software, romancista e gerente de projetos de TI, empreendendo com sua própria startup de buildtech: CHECKTOBUILD - que tem como objetivo melhorar a digitalização da construção com um serviço de inspeção autônomo.

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