BT

Carreiras Computacionais: o futuro é brilhante

por Dave West , traduzido por Anderson Duarte Vaz em 07 Jul 2010 |

Joel Adams, um professor de ciências da computação no Colégio Calvin em Michigan, publicou recentemente um relatório O Mercado na Carreira de Computação (link em inglês), que sugere um futuro brilhante para qualquer pessoa que está escolhendo a carreira de computação. As três maiores “surpresas” percebidas nesse relatório são:

  1. O Bureau de Estatística do Trabalho dos Estados Unidos (USBLS) está projetando quatro vezes mais novos empregos na área de computação do que todas as outras áreas de engenharia juntas.
  2. O número de novos empregos por ano é o dobro de graduações a cada ano, criando uma estupenda escassez.
  3. Computação é a única disciplina CTEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática) que a demanda excede o número de graduados.

O relatório também apontou que os salários estão subindo assim como a oferta de graduados continua escassa.

O USBLS predita que a computação será uma das profissões de mais rápido crescimento em um futuro próximo, com aproximadamente 3/4 da nova ciência ou empregos de engenharia sendo computados juntos. Desses empregos, 27% serão de engenharia de software, 21% em redes de computadores e administração, e 10% em análise de sistemas.

Desconsidere a óbvia demanda de graduados, o número de estudantes escolhendo a graduação em ciências da computação caiu - de cerca de 60.000 graduandos em 1998 para 30.000 em 2007. Houve um pequeno aumento nas matrículas nos últimos dois anos. Estudantes estão um pouco mais atentos quanto a escolher uma formação que provavelmente levará a uma carreira mais lucrativa. Isso não tem sido verdade na computação, muito provavelmente devido a uma série de mitos existentes; por exemplo:

  • “Todos os bons trabalhos estão indo pra Índia”. De fato, somente os trabalhos commodities estão sendo migrados pra lá (e algumas estatísticas sugerem que muitos empregos estão voltando para o Estados Unidos assim como estão saindo a cada ano).
  • “Isso é coisa de homem”. É definitivamente verdade que turmas de ciências da computação são esmagadoramente compostas de estudantes homens - mas a força de trabalho atual, ainda que desbalanceadas, não é comparada em termos de gênero. Em partes, devido a muitas pessoas estarem indo para profissão de computação como uma habilidade alternativa, no mundo dos negócios por exemplo, onde as diferenças de gênero não são tão fortes.
  • “Computação significa programar e programar significa ficar olhando para uma tela o dia todo, isolado em um cubículo.” Programar é importante, mas você vai gastar muito mais do seu tempo com outras pessoas com o objetivo de entender e resolver problemas complexos e só depois você vai implementar suas soluções (que onde é que a programação aparece).
  • “É muito difícil.” A ênfase em matemática, teorias, hardware, compiladores, e programação que são a marca registrada dos cursos de ciências da computação é, sem dúvida, um curriculum desafiador. Porém mais e mais cursos estão reconhecendo a importância de uma alternativa grade curricular e habilidades mais apropriadas para aqueles “27% dos empregos em engenharia de software e 21% em redes de computadores, e 10% em análise de sistemas” - pelo menos 60% de todos os empregos de computação. Essa grade curricular alternativa não é necessariamente “mais fácil” mas é certamente menos “esotérica” em relação a facilidade de vincular o que você se está aprendendo com a sua importância, relevância e aplicação.

Peter Demming convocou uma conferência e fundou uma organização (Rebooting Computing, link em inglês) que está tentando resolver esse e outros mitos e atrair mais estudantes para uma educação em computação.

Assim como muitos mitos, existe um pouco de verdade na idéia de que uma formação em ciências da computação não irá levar a uma grande carreira. Existe uma disjunção óbvia entre o que a universidade pensa ser importante e o que o empregadores querem e esperam de um graduado. Grandes consultorias, como Accenture, usam “boot camps” (link em inglês) para mostrar e educar os graduados em uma espécie de educação e treinamento pós-graduação (fornecido na própria empresa) que irão tornar os graduados “faturáveis”. Pequenas organizações ou companhias que contratam diretamente dizem que demora cerca de um ano de trabalho e “re-educação” antes de um graduado comum se torne um completo colaborador.

A combinação das estatísticas de projeção de empregos com a insatisfação dos estudantes em ciências da computação e dos empregadores que se graduaram em tais cursos, sugere que existem alguns problemas bem críticos que necessitam ser examinados e resolvidos.

Avalie esse artigo

Relevância
Estilo/Redação

Olá visitante

Você precisa cadastrar-se no InfoQ Brasil ou para enviar comentários. Há muitas vantagens em se cadastrar.

Obtenha o máximo da experiência do InfoQ Brasil.

Dê sua opinião

HTML é permitido: a,b,br,blockquote,i,li,pre,u,ul,p

Receber mensagens dessa discussão
Comentários da comunidade

HTML é permitido: a,b,br,blockquote,i,li,pre,u,ul,p

Receber mensagens dessa discussão

HTML é permitido: a,b,br,blockquote,i,li,pre,u,ul,p

Receber mensagens dessa discussão

Dê sua opinião
Feedback geral
Bugs
Publicidade
Editorial
Marketing
InfoQ Brasil e todo o seu conteúdo: todos os direitos reservados. © 2006-2016 C4Media Inc.
Política de privacidade
BT

We notice you’re using an ad blocker

We understand why you use ad blockers. However to keep InfoQ free we need your support. InfoQ will not provide your data to third parties without individual opt-in consent. We only work with advertisers relevant to our readers. Please consider whitelisting us.