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Baixa qualidade? Não se pode colocar toda a culpa nos desenvolvedores

| por Fernando Ultremare Seguir 0 Seguidores em 30 ago 2011. Tempo estimado de leitura: 2 minutos |

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Em sentido oposto ao que geralmente ocorre, a responsabilidade pela baixa qualidade do código de sistemas não pode ser atribuída somente aos desenvolvedores, mas sim também à cultura e aos valores comummente incentivados nas organizações. Em última instância, deve ser atribuída aos exemplos passados por aqueles que assumem posições de liderança. É o que o especialista em qualidade de código Avdi Grimm defende em seu post mais recente, onde também aponta alternativas.

Segundo Avdi Grimm, 

Não importa quem você contrata, ou para quais aulas e conferências sejam enviados seus desenvolvedores, ou quantas cadeiras de última geração compre para acomodá-los. Se for passado para eles um exemplo de descuido, os desenvolvedores entregarão um produto descuidado.

Avdi prossegue mostrando uma lista de exemplos do que os desenvolvedores podem estar "vendo e ouvindo" na empresa, e como estes podem ter influência negativa sobre a forma com que o código é criado e mantido. Ele indica que, nas organizações em que uma ou mais das seguintes situações forem comuns, também se pode esperar encontrar uma base de código instável, mal organizada e muitas vezes de baixa qualidade:

  • "Meu Deus, como os usuários são burros. Soube de um que..." (É impossível desprezar o cliente e os usuários e ainda entregar um produto de qualidade.)
  • “Imagine se o cliente visse esse código ... ainda bem que nunca vai ver”
  • “O sistema não precisa funcionar bem, basta estar bonito"
  • "Todo mundo odeia a ferramenta de gerenciamento de projetos, mas é obrigado a usar mesmo assim." (Moral da história: é normal um produto ser péssimo, contanto que se consiga convencer alguém a utilizá-lo.)
  • "Todos os problemas são culpa do cara que estragou tudo antes de sair do projeto". (Adivinha quem será esse cara depois que você sair.)
  • "Acabei de ler sobre uma nova tecnologia na minha revista de Gerência de Projetos. Vamos alterar o sistema inteiro para usar a novidade."

Não é suficiente que os melhores desenvolvedores sejam contratados. Se a cultura da sua empresa passa a mensagem de que “não dá a mímina”, mesmo os melhores passarão a também não se importar.

Para Avdi, no entanto, existem alternativas e há exemplos de organizações que realmente prezam pela qualidade, e que verdadeiramente se importam com a satisfação de seus clientes. Ele destaca “que a boa liderança dá o bom exemplo em todos os aspectos do negócio, seja nos bons momentos ou nas crises”. 

A experiência dele como consultor no contato com diferentes tipos de empresas e projetos deixa claro que esta constatação não é uma simples coincidência. Avdi conclui nos deixando a seguinte pergunta:

O que a sua linguagem, suas prioridades e seus hábitos dizem sobre o seu compromisso com a qualidade?

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Eu sinto falta... by Leandro Guimarães

Eu acho muito legais esses artigos que tentam tirar dos programadores toda a culpa do mundo e dos erros dos projetos. Mesmo. E acho que as metodologias agile tem evidenciado, cada vez mais, as angústias dos programadores e colocado-os como parte do processo de desenvolvimento e não o fim, aonde a bomba história.

Mas, da mesma forma, algumas vezes eu sinto, também, que parece que os programadores (grupo no qual me incluo) tem conseguido, cada vez mais, arrumar motivos para "tirar o corpo fora" ou pra quem empurrar a bola. "Não desenvolvo nada com qualidade porque a empresa não me estimula ou não me permite.". E isso vem me incomodando bastante.

Nesse contexto, vislumbro 3 possibilidades (sendo simplista, claro):

1. Ou você tá no lugar errado mas num tá com coragem de buscar algo diferente.
2. Ou você não tá querendo pagar o preço de fazer tudo acontecer.
3. Ou qualidade não importa mesmo pra você mas você encontrou algo para reclamar. :)

Ser um bom profissional, ao meu ver, é puramente "genético": não depende do meio que você tá. Fazer algo com qualidade, algo bem feito ou é da sua natureza ou não é sua preocupação. Em sendo da sua natureza, brigue, lute por ela! Você pode até estar inserido em um contexto que não dê bons exemplos ou privilégios para questões como a qualidade. Mas se isso é realmente importante para você, sua preocupação deve ser em exaltar cada vez mais a importância disso, mostrando para todos os benefícios que isso traz. Se a sua postura for "a empresa não me dá bons exemplos", releia as possibilidades do parágrafo anterior...

Parabéns, Fernando, não só pelo texto mas por, também, trazer o assunto à tona!

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