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Google Go 1.0: primeiro release estável da linguagem usada na infraestrutura do Youtube

por Abel Avram , traduzido por Thomas Sant'Anna em 30 Mar 2012 |

Anunciada em novembro de 2009, a linguagem Google Go alcançou seu primeiro release principal, o Go 1. Após dois anos trabalhando nas suas especificações e em estabilidade, o Google indica que a linguagem está pronta para uso e que qualquer programa Go 1 será compilado e executará sem mudanças nos próximos releases menores (1.x). O Go 1 vem com algumas novidades: caracteres Unicode também conhecido como rune type, um tipo e pacote para erros, um pacote para tempo e durações, entre outros detalhados nas notas de release.

A compatibilidade será mantida em nível de código-fonte, sendo que recompilações podem ser necessárias em futuros releases maiores. No Go 2, por exemplo, poderá ocorrer quebra da compatibilidade em nível de código-fonte devido a mudanças na especificação, por exemplo com relação a questões de segurança. O artigo Go 1 e o futuro dos programas Go detalha os aspectos da compatibilidade que desenvolvedores poderão enfrentar e como prevenir tais problemas. Programas escritos antes deste release podem ser atualizados automaticamente usando a ferramentago fix.

Atualmente, programas Go 1 podem ser executados em Linux, FreeBSD, Mac OS X e Windows, e a distribuição padrão inclui compiladores para CPUs x86, AMD-64 e ARM. Um compilador para PowerPC está sendo desenvolvido.

O SDK 1.6.4 do App Engine inclui suporte ao Go 1, executado em Linux e OS X, 32 ou 64 bits. O Google já usa o Go internamente há algum tempo, mas só agora começou a detalhar as aplicações da liguagem. Andrew Gerrand, engenheiro do Google, indicou que oYouTube usa Go na "sua infraestrutura central, atendendo a mais de um bilhão de requisições por dia apenas nesse serviço". O YouTube também usa Go no projeto Ogle, que visa melhorar a escalabilidade do MySQL.

Alguns usuários do Go incluem aCanonical que usa Go na sua infraestrutura de retaguarda (backend); a Atlassian que usa a linguagem para provisionamento e monitoração de servidores; o Doozer, um repositório de dados open source distribuído, executado sobre o Heroku, entre outros. Mas a linguagem ainda tem adoção relativamente pequena, tendo sido excluída esse mês da lista das 50 linguagens mais usadas da consultoria Tiobe.

O Go é uma linguagem compilada e estaticamente tipada, idealizada para substituir linguagem nativas como C e C++; traz uma sintaxe mais simples, execução rápida e suporte a múltiplas plataformas. O Tour do Go mostra de maneira interativa as capacidades básicas da linguagem.

Além do Go, o Google propõe mais uma linguagem, o Dart, uma linguagem dinâmica similar ao JavaScript. Assim como o Go, o Dart não apresenta ainda adoção significativa. O tempo dirá se o Google será o único usuário dessas linguagens, ou se haverá adoção pela comunidade de desenvolvimento em geral.

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