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Kotlin, o "Java Melhorado" da JetBrains, agora é open source

por Alex Blewitt , traduzido por Adalberto Zanata em 01 Mar 2012 |

A JetBrains abriu os fontes do Kotlin, uma linguagem de programação estaticamente tipada e que pode ser executada sobre a máquina virtual Java (JVM). A empresa, que está por trás da criação de uma dos IDEs Java mais populares, o IntelliJ IDEA, disponibilizou a linguagem sob os termos da Licença Apache 2.

O "Kompiler", como a JetBrains chama o compilador básico da linguagem (e cujo nome deu origem a um novo conjunto de termos iniciados com K - incluindo "Kontributors"), é disponibilizado separadamente e pode ser incorporado a conjuntos de ferramentas como Maven, Ant ou Gradle. Isso permite que o código seja produzido no IDE utilizando funcionalidades já existentes, além de simplificar o trabalho em projetos com desenvolvedores que não têm o plugin do Kotlin instalado. O plugin para Kotlin no IntelliJ estende o compilador do Java. Além disso, dá suporte a funções que estendem as coleções básicas do Java, já antecipando as novas extensões de coleções do futuro Java 8.

A JetBrains disponibiliza documentos comparando o Kotlin ao Java, e também o Kotlin ao Scala, onde são contrastadas as características de ambos. Enquanto o Scala continua sendo a linguagem mais poderosa, o Kotlin tenta ser um "Java melhorado", com funções e traits (da programação funcional), correspondência de padrões (pattern matching), prevenção de ponteiros nulos e tipos genéricos.

O plugin para Kotlin estará disponível em uma versão futura do IntelliJ, mas já é possível obter versões preliminares e baixar builds instantâneos (snapshots) do Kotlin, a partir da página da JetBrains, no GitHub. Pode-se ainda experimentar com a linguagem através da aplicação de demonstração, que permite editar, compilar e executar código em Kotlin, utilizando apenas um navegador web.

O Kotlin, assim como o Xtend, tem o objetivo de trazer melhorias em relação ao Java, ao invés de uma plataforma totalmente nova. Tanto o XTend cmo o Kotlin realizam a compilação gerando bytecode (embora o Xtend traduza o código primeiramente para Java e deixe o trabalho pesado para o compilador do Java). E ambos trazem funções e características de extensão (a capacidade de adicionar estaticamente um novo método em um tipo existente, dentro de um escopo limitado).

Embora o Xtend seja baseado no Eclipse e o Kotlin no IntelliJ, ambos possuem headless builds (executáveis que não requerem uma interface de usuário e funcionam diretamente a partir da linha de comando). Com tantas semelhanças entre as duas linguagens, talvez ganhe a que evoluir primeiro para outros IDEs.

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