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Quais são as novidades presentes no Radar da ThoughtWorks de janeiro de 2015

| por Abel Avram Seguir 8 Seguidores , traduzido por Paulo Silva Seguir 0 Seguidores em 11 fev 2015. Tempo estimado de leitura: 5 minutos |

Duas vezes por ano, a ThoughtWorks, publica um radar tecnológico dividido em quatro quadrantes, com quatro anéis cada um: adotada, testando, avaliando e aguardando. Estes anéis são preenchidos por "pontos" - tecnologias ou técnicas que estão mudando ou que tenha algum tipo de destaque. É importante saber que o objetivo do radar não é citar todas as tecnologias existentes, pois isso tornaria o documento muito extenso e de difícil leitura.
Cada "ponto" permanece no radar por até duas edições (um ano) e é removido mais tarde, quando o mesmo não troca sua posição entre os anéis. Isso não significa que a respectiva tecnologia seja inútil, ela apenas permaneceu no mesmo anel. Para ver todas as tecnologias cobertas pelo radar ao longo dos anos o leitor pode conferir o
Índice AZ.

Vamos cobrir os "pontos" mais interessantes que apareceram no radar de Janeiro de 2015 em cada um dos quadrantes.

Técnicas

Compilação Canary - Este "ponto" apareceu no radar pela primeira vez diretamente dentro do anel de testes. Recomenda-se ter uma compilação Canary para integrar o código de um projeto com as últimas versões de suas dependências externas para avaliar a necessidade de que algum tipo de problema seja resolvido.

Sincronização para armazenamento de dados locais está em testes. Crie novas aplicações para internet do tipo "página única" de forma desconectada e utilize a sincronização para armazenamento de dados locais. Desenvolvedores de aplicativos também serão beneficiados pois poderão utilizar dados locais que posteriormente serão enviados de forma automática para sistemas de backend.

Apenas inclusão para armazenamento de dados está em avaliação. Ao utilizar armazenamentos de dados imutáveis, a "escrita, leitura e compreensão" do código pode tornar-se mais fácil. Ele pode ser implementado com Datomic ou em um banco de dados tradicional usando inclusão sem atualização.

Microservices Envy está em espera. A ThoughtWorks sugere que uma arquitetura de micro-serviços não seja implementada as pressas, pois é exigido um "alto nível de maturidade e investimentos" devido a "complexidade associada a sistemas distribuídos". Comece apenas com um ou dois serviços antes de fazer o desenvolvimento completo.

Branches com longo periodo de vida com o GitFlow está em espera. Se o Gitflow é usado para criar branches que terão uma vida longa e integrações não regulares, um recurso útil pode se tornar um "problema real", especialmente para grandes equipes. Recomenda-se que a integração seja feita muitas vezes e quando possível, diariamente.

Ferramentas

Boot2docker está em testes. Além do Docker que permaneceu em testes no ano de 2014, a ThoughtWorks agora recomenda que o Boot2docker seja testado, uma leve distribuição em Linux que já inclui o Docker e é fornecido através de uma máquina virtual, sendo considerado uma forma eficaz de executar "múltiplos serviços em uma máquina local para fins de desenvolvimento e testes."

Gitlab está em testes. Gitlab é uma solução de hospedagem local de GIT que permite fazer integração com servidores LDAP.

IndexedDB está em testes. É recomendado utilizar esta tecnologia web para requisitos de maior complexidade, devido ao "aumento de complexidade na API de uma forma pouco elegante." Para projetos simples o armazenamento local continua sendo a melhor escolha.

Blackbox está em avaliação. Esta tecnologia é recomendada para fazer criptografia de arquivos que contenham senhas ou chaves privadas.

Packet Beat está em avaliação. Packet Beat é uma ferramenta de código aberto que pode "investigar o tráfego de rede entre dois nós, permitindo observar padrões de tráfego, taxas de erros e outras informações úteis." Esta ferramenta é útil quando existir a necessidade de avaliar o comportamento de sistemas em ambiente de produção.

Linguagens e Frameworks

Django Rest está em testes. A ThoughtWorks tem usado esse framework "flexível e customizável" para construir APIs webs em vários de seus projetos.

Ionic está em testes. A ThoughtWorks recomenda este framework por ele ter "obtido sucesso em vários projetos e por ser simples para instalar e testar".

Nashorn está em testes. O autor do radar considerá o Nashron a ferramenta escolhida por programadores Java quando "O mesmo código pode ser executado no navegador e no servidor", mas não estão convencidos que isso seja uma grande ideia para todas as aplicações.

React.js está em avaliação. Embora os autores "Desconfiem da mistura entre código e marcação", eles recomendam React.js, pois os seus componentes de interface com o usuário são "bem encapsulados e combináveis," e o framework está "recebendo muita atenção dos desenvolvedores que serão beneficiados com mais ferramentas e disponibilizando mais exemplos"

Swift está em avaliação. A ThoughtWorks recomenda a nova linguagem da Apple por ela conter "melhorias sobre o eterno Objective-C, enfatizando a programação funcional e uma sintaxe mais moderna."

Plataformas

Nenhuma plataforma foi adotada, testada ou está em aguardo mas existem algumas em avaliação.

CoreOS está em avaliação. Esta plataforma é recomendada por sua capacidade de executar aplicativos em containers Docker, sendo apoiada por uma série de ferramentas e serviços.

MariaDB está em avaliação. Para aqueles que estão preocupados com o futuro do MySQL, o MariaDB é uma opção: de código aberto, com licença GPL, compatível e adotada pelo Google, Wikipedia, Red Hat, entre outros.

Netflix OSS Full Stack está em avaliação. A ThoughtWorks está relutante em recomendar a plataforma completa do Netflix OSS mas considera que existam muitas "idéias interessantes e completas inclusive com implementações de código aberto."

SDN está em avaliação. SDN com sua capacidade de "configurar nossos dispositivos de rede através de software independente do local de instalação da nossa aplicação", a plataforma torna-se "mais importante" a cada dia.

U2F está em avaliação. UF2 é sugerida para autenticação do tipo "two-factor" de contas online que utilizam criptografia de chave pública. Inicialmente o U2F foi desenvolvida pelo Google, mas agora está sob supervisão da aliança FIDO.

O FAQ explica como o radar é feito, quem são as pessoas por trás dela e qual a sua finalidade.

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