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O estado da arte em micro serviços

| por Jan Stenberg , traduzido por Tulius Lima em 30 Abr 2015. Tempo estimado de leitura: 2 minutos |

Com a migração para a Entrega Contínua e com as coisas andando mais rápido, a taxa de mudança têm aumentado, ao mesmo tempo que o custo, tamanho e risco das mudanças diminuíram, uma transformação DevOps e Agile, e o uso de containers que são muito atraente para as empresas nos dias de hoje. Adrian Cockcroft explicou em seu discurso, na conferência Docker realizada em novembro em Amsterdã, sobre o estado da arte em micro serviços.

Buscando maneiras de acelerar o processo de desenvolvimento de produtos que utilizam Entrega Contínua, Cockcroft refere-se ao ciclo OODA (Observar - Orientar - Decidir - Agir) explicando que quanto mais rápido percorremos esse ciclo, mais rápido se aprende algo novo sobre seu cliente e mercado, e mais ágil e competitivo o profissional se torna.

Adrian descobriu que as empresas que fazem isso, muitas vezes observam melhorias na qualidade de seus produtos e na capacidade de aprender. Pela sua experiência, um problema para conseguir isto é que muitas empresas estão organizadas em torno de silos com gerentes de produtos, desenvolvedores, QA, entre outros, cada um em sua própria equipe, e conseguir fazer algo requer um monte de reuniões, uma espécie de abordagem em cascata que leva muito muito tempo.

Uma solução comum é criar grupos de entregas monolíticas que atravessam toda a organização e seus silos, mas para Adrian isto é ineficiente, já que cada grupo estará reinventando suas próprias plataformas. Em vez disso, acredita-se que as equipes devem ser organizadas em torno de micro serviços, mantendo uma equipe de plataforma separada para expor uma API que todas as demais equipes utilizarão. Adrian enfatiza que é disso que se trata DevOps, uma reorganização das equipes.

Algo que aconteceu em 2014 foi que o Docker veio como um container portátil padronizado e agora em 2015 está no roadmap de todos. Uma razão importante para sua utilização generalizada que Adrian observa é sua portabilidade e o aumento da velocidade com container que entregava algo em minutos ou horas e passou para segundos. Também observa-se que:

A velocidade permite e incentiva novas arquiteturas de micro serviços.

Olhando para algumas arquiteturas de micro serviços atuais de escala web, Adrian descobriu algumas características comuns:

  • Micro serviços novos em folha são implantados com pouca frequência;
  • Novas versões são frequentes e automaticamente implantadas;
  • Orquestração de uso geral não é necessária uma vez que sistemas inteiros não são implantados com todas as partes ao mesmo tempo;
  • Arquiteturas utilizam centenas de micro serviços;
  • Cada publicação é altamente customizada.

Seguindo adiante, o próximo passo que Adrian vê é orquestração para aplicações baseadas em padrões portáteis, em vez de dezenas de micro serviços nas quais novas versões são automaticamente implantadas e que escalabilidade e disponibilidade são asseguradas, prevendo também um movimento contínuo de arquiteturas monolíticas para arquiteturas de micro serviços.

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