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Oracle anuncia fim do plugin do Java para navegadores em 2017

| por Charles Humble Seguir 798 Seguidores , traduzido por Walter Filho Seguir 0 Seguidores em 15 fev 2016. Tempo estimado de leitura: 1 minuto |

A Oracle anunciou que removerá o Java plugin dos navegadores da versão 9 do JDK, prevista para ser lançada em 2017. A tecnologia obsoleta será completamente removida do Oracle Java Development Kit (JDK) e do Java Runtime Environment (JRE) em uma versão futura do Java, mas a Oracle ainda vai indicar qual.

A sugestão dada pela Oracle é utilizar o Java Web Start como uma alternativa aos applets para organizações que ainda precisam de um cliente Java e publicou um whitepaper para ajudar com a migração.

O plugin certamente não fará falta a muitos usuários finais. Além do grande número de problemas de segurança o qual era responsável, havia uma grande variedade de "foistware" incluídos com o instalador, uma prática iniciada pela Sun Microsystems em 2005. Em vários momentos, a barra de ferramentas do Google, a barra de ferramentas MSN da Microsoft, a ferramenta de segurança McAfee, a barra de ferramentas do Yahoo e, a mais infame, barra de ferramentas Ask foram todos empacotados com Java.

O Ask foi particularmente difícil de evitar, uma vez que os usuários tinham de lembrar de optar por não instalá-lo a cada vez que eles instalavam uma atualização, com problemas de segurança frequentes ao fazer essas atualizações comuns. Provou ser tão impopular que uma petição pedindo à Oracle para separá-lo acumulou mais de 21.000 assinaturas, inclusive de figuras conhecidas da indústria como Joshua Bloch. A Oracle abordou parcialmente estas preocupações em julho de 2014, adicionando uma opção de configuração que suprime o software empacotado de terceiros.

Por sua vez, os desenvolvedores web se tornaram cautelosos com o uso de plugins após incidente com destaque para os mais conhecidos - Java e Flash - como vetores de ataque amplamente explorados. A Google começou removendo os plugins do navegador Chrome em abril do ano passado, a Mozilla anunciou planos semelhantes em julho. O navegador mais recente da Microsoft, o Edge, também não tem suporte a plugin.

A ação tomada pela Oracle é bem-vinda, mas até a Adobe anunciar o fim-de-vida para o Flash, os problemas de segurança ocorridos pelo uso do plugin irão persistir.

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