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A batalha por segurança na internet das coisas

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Quais são os desafios de segurança dos dispositivos de IoT? Qual o impacto que eventuais falhas na segurança destes dispositivos tem no nosso dia a dia? Quais são as diferenças entre a abordagem tradicional de segurança de um software e a segurança de um dispositivo de IoT? Estas são algumas das questões discutidas por Alasdair Allan em seu keynote no QCon Londres 2017 e resumidas neste artigo.

De acordo com Alasdair, o modo como enxergamos a privacidade será transformado na nova era da Internet of Things ("Internet das Coisas" ou IoT). Para muitos, ainda existe uma clara separação entre a Internet e o mundo real, contudo, gradualmente esta fronteira desaparecerá:

Num mundo onde tudo é smart (inteligente), em breve toda a sua vida será mensurada, calculada e avaliada. Logo, a Internet não se tratará apenas do seu e-mail ou das fotos do seu gato, mas sim da sua frequência cardíaca, sua taxa de respiração e como foi o seu sono na noite anterior.

Aliadar avalia que a pressa para criar dispositivos de IoT e conectá-los na Internet teve como consequência uma baixa preocupação com a arquitetura destes dispositivos, principalmente em relação à privacidade e segurança. Ele enfatiza:

Devemos consertar a Internet das Coisas antes que ela se torne uma ameaça a própria Internet.

Um dos principais erros no desenvolvimento de tecnologias de Internet of Things ("Internet das Coisas" ou IoT) é que o paradigma tradicional de segurança, que tem como premissa evitar o acesso físico a um dispositivo, não é aplicável a estes dispositivos pois um dos pontos chave desta tecnologia é que, quando necessário, o usuário possua acesso físico ao dispositivo.

Para ilustrar esta vulnerabilidade, durante a palestra foram apresentadas uma série de exemplos como:

  • Como a indústria hoteleira expõe seu usuários em dispositivos IoT como radios, luzes inteligentes, portas, etc.;
  • O ataque a privacidade dos Cloudpets (um urso de pelúcia IoT), onde foram expostos emails, senhas, imagens e milhões de minutos gravações de voz entre pais e filhos;
  • A Stuxnet, worm que infectou silenciosamente uma série de computadores industriais e causou graves danos ao programa nuclear Iraniano.

Outra questão apontada por Aliadar é em relação a longevidade dos dispositivos de IoT. Segundo o cientista, estes dispositos são criados com o mindset do "Vale do Silício", baseado na ideia que estes equipamentos serão provavelmente substituídos em um ou dois anos. Contudo, o autor apresenta a seguinte reflexão:

Qual foi a última vez que você substituiu sua cafeteira? Qual foi a última vez que você substituiu todas a lâmpadas da sua casa? E todas as suas fechaduras?

Alidar afirma que os dispositivos de IoT vão permanecer nas nossas vidas de 10 a 20 anos, pois esta é a expectativa de vida de carros, refrigeradores e fogões. Desta forma, a arquitetura de software e hardware destes dispositivos deve ser projetada para ser atualizada e mantida durante todo o ciclo de vida de um projeto. Mas o que acontecerá se estas empresas falirem antes deste tempo? Os dispositivos IoT irão parar de funcionar?

Podemos extrair dois pontos principais da mensagem deste keynote. O primeiro é que a segurança de dispositivos de IoT é responsabilidade dos desenvolvedores e esta deve ser uma preocupação desde o início do projeto dos dispositivos, pois estes são parte importante da nossa sociedade e não podemos deixá-los vulneráveis.

O segundo é que a arquitetura de software destes dispositivos afetará diretamente o modelo de negócio da empresa. Atualmente, o modelo escolhido por grande parte das empresas de IoT é simples: consumidores compram o dispositivo e recebem, sem nenhum tipo de assinatura mensal ou anual, todo o suporte dos serviços de cloud, pois estes são exatamente o que tornam este device inteligente.

Os fabricantes fornecem este serviço gratuitamente pois acreditam que os custos de manutenção destes serviços em nuvem serão baixos e que, novos consumidores ajudarão a cobrir estas despesas. Infelizmente, na prática, foi provado que esta expectativa é excessivamente otimista.

Alidar conclui afirmando que os desafios de IoT podem ser divididos em 3 áreas: segurança, ciclo de atualizações e standards (padrões) e atualmente, a comunidade de IoT demonstra preocupação somente com a consolidação de padrões de arquitetura, fato que surpreende o palestrante pois em sua opinião os outros dois desafios são, de longe, mas importantes.

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Comentários da comunidade

  • Os Riscos de Segurança na Internet das Coisas

    by Rodrigo Martins,

    Seu comentário está aguardando aprovação dos moderadores. Obrigado por participar da discussão!

    Cada avanço tecnológico traz novas oportunidades para ataques de cibercriminosos e quanto maior a quantidade de dispositivos acessíveis em uma rede maior a superfície de ataque. Como na IoT há uma grande variedade de dispositivos, torna-se difícil saber como, onde (no próprio dispositivo, em um servidor específico ou na nuvem) e quando os dados pessoais estão sendo coletados e se o dispositivo contém as últimas atualizações de segurança. Além disso, é pouco provável que técnicas de hardening sejam conhecidas ou utilizadas pelo proprietário do dispositivo. Dispositivos vulneráveis são alvos fáceis para os cibercriminosos. Sob o controle de agentes maliciosos, os dispositivos da IoT podem ser convertidos em um exército das coisas: um conjunto de dispositivos mobilizados para atacar determinados alvos.

    atitudereflexiva.wordpress.com/2016/01/02/os-ri...

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