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Perguntas e respostas com Brendan Burns da Microsoft sobre a disponibilidade do OpenShift na Azure

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A disponibilidade geral do OpenShift na Azure foi feita junto a outros anuncios relacionados ao Kubernetes na Microsoft Build 2019 e no Red Hat Summit 2019, que ocorreram no início de Maio em Seattle e Boston, simultaneamente.

O OpenShift na Azure é um serviço completamente gerenciado que oferece o poder da plataforma OpenShift, baseada no Kubernetes, rodando na nuvem Azure. A oferta inclui: clusters completamente gerenciado pela Microsoft e Red Hat, conformidade regulatória, desenvolvimento híbrido, e a possibilidade de conectá-lo a outros serviços da Azure, o que alega-se alavancar a produtividade. Além disso, as empresas poderão usar os mesmos canais de suporte e faturamento da Azure, simplificando suas experiências.

Com o Open Service Broker for Azure (OSBA) é possível descobrir e enumerar serviços oferecidos pela Azure, como Cosmos DB, Azure KeyVault e outros, e se conectar com eles a partir do OpenShift na Azure.

A InfoQ esteve com Brendan Burns, co-fundador da plataforma Kubernetes e distinguished engineer na Microsoft para obter mais detalhes sobre o OpenShift na Azure.

InfoQ: Você pode dar mais detalhes técnicos sobre o OpenShift na Azure? Por que desenvolvedores e arquitetos deveriam saber sobre isso?


Brendan Burns: Azure Red Hat OpenShift (ARO) é um serviço gerenciado oferecido em conjunto pela Microsoft e Red Hat. Desenvolvedores e arquitetos possuem um serviço gerenciado nativo da nuvem, integrado como todas as partes da Azure, incluindo CLI, portal web e funcionalidades como RBAC e Azure Policy. Além disso, possuem o mesmo suporte high level da Red Hat para o OpenShift que podem obter com instalações on-premise (em infra-estrutura própria). O Azure Red Hat OpenShift possibilita que usuários de nuvens híbridas tenham a mesma experiência com containers tanto em instalações on-premise quanto na nuvem.

InfoQ: Além dos serviços gerenciados em conjunto pela Red Hat e Microsoft, existem outras formas ainda relevantes de utilizar OpenShift na Azure (container platform e OKD)?

Burns: Definitivamente, diferentes usuários possuem diferentes tipos de experiências, desde serviços gerenciados com ARO até um projeto de código aberto do tipo "faça você mesmo" como o OKD. Queremos encontrar nossos clientes onde estiverem e garantir que tenham uma ótima experiência não importa como queiram usar o OpenShift (ou qualquer outro produto) na Azure.

InfoQ: É justo dizer que o Kubernetes não provê por si só o isolamento necessário para multi-tenancy? O OpenShift na Azure provê multi-tenancy? Gostaria de mencionar alguma outra funcionalidade corporativa aprimorada pelo OpenShift na Azure?

Burns: Cada um tem um perfil de segurança diferente, mas na minha opinião containers que não são assegurados por um hypervisor como KVM ou Hyper-V não oferecem segurança multi-tenant. Mas segurança de containers é um assunto complexo. Veja a palestra de Dan Walsh (autor do SELinux e especialista geral de segurança em Linux) da Red Hat sobre esse assunto na KubeCon.

InfoQ: Pode nos falar sobre o Kubernetes-based Event Driven Autoscaling (KEDA) que foi destaque no keynote do Microsoft Build? Tem relação com o anúncio do OpenShift na Azure?

Burns: KEDA é uma grande parceria entre Azure e Red Hat em um novo projeto de código aberto para escalar containers do Kubernetes em resposta a eventos como uma fila do Kafka, upload em um storage, e muitos outros. Está relacionado ao OpenShift no sentido em que roda muito bem na plataforma e permite que Azure Functions sejam executadas no OpenShift. Mas o KEDA não se restringe a esta plataforma, o mesmo funciona com qualquer cluster Kubernetes em qualquer lugar. A meta compartilhada com a Red Hat é construir um componente modular para todos os usuários de Kubernetes, incluindo os do OpenShift.

InfoQ: Como um dos fundadores do Kubernetes, você está surpreso por como ele emergiu como uma base para o desenvolvimento de plataformas como OpenShift, Helm e Draft, Skaffold entre outras?

Burns: Na verdade, não. O ecossistema sempre seria como os sistemas medem seu sucesso. O sucesso de uma plataforma é medido pela quantidade de outras plataformas que se tornaram bem sucedidas. São essas outras plataformas que vão ampliar seu alcance a lugares que nunca alcançaríamos. Da mesma forma, acho que sempre entendemos as APIs do Kubernetes como sendo de baixo nível. Eu sempre soube que seria necessário encontrar caminhos para construir abstrações de mais alto nível de forma a realmente empoderar os desenvolvedores.

A primeira coisa que fiz pouco antes da versão 1.0 do Kubernetes ser lançada foi uma prova de conceito para CDRs (CustomResourceDefinitions) - então chamadas Third Party Resources (TPR) - e foi porque eu sabia que tínhamos que ir muito fundo no núcleo do Kubernetes. Acho que aquela decisão, assim como os caras do CoreOS que realmente mergulharam nos TPRs, foram críticos para levar a esse incrível ecossistema que temos hoje. O OpenShift era uma inspiração crítica para isso, porque eles estavam conosco desde o início, e estava claro que eles se beneficiariam da melhor extensibilidade do núcleo.

InfoQ: Poderia comentar sobre PaaS (Plataforma como Serviço) tradicionais que competem com o OpenShift, como Heroku e Cloud Foundry? Esse anúncio endossa o OpenShift acima dos outros?

Burns: Não vejo esse anúncio endossar nenhuma plataforma em particular. Isso tudo é sobre um ótimo relacionamento com a Red Hat e a incrível história de suporte que podemos construir para nossos clientes. Muitos dos nossos mais importantes clientes empresariais são clientes tanto da Microsoft quanto da Red Hat por isso fez um tremendo sentido construir essa parceria que construímos em torno do RHEL e estendê-la para o OpenShift.

InfoQ: E quanto ao Azure Kubernetes Service (AKS) versus OpenShift? Alguma recomendação para os desenvolvedores e arquitetos quanto à escolha entre ambos?

Burns: O Azure Kubernetes Service é ótimo para pessoas em busca de um serviço gerenciado que provê o Kubernetes puro e atualizado, integrado com a plataforma Azure. Já no AKS, nós acompanhamos o projeto de código aberto de perto e entregamos gerenciamento de alta qualidade dessa base de código. Além do mais, o AKS se integra com serviços como Azure DevOps, DevSpaces e o Azure Container Registry.

O Azure Red Hat OpenShift é uma ótima escolha para clientes que já têm um ótimo relacionamento com a Red Hat e/ou já usam o OpenShift. Além do mais, é uma grande escolha para usuários que procuram por uma solução de container robusta para ambientes híbridos que incluam Azure e recursos próprios.

É fantástico para nossos usuários que possamos oferecer essas duas opções de nível corporativo de modo que possam se adequar as soluções de container na Azure para atender suas necessidades. Desenvolvedores e arquitetos simplesmente não têm como errar qualquer que sejam suas escolhas.

Em resumo, o OpenShift na Azure combina os melhor do OpenShift e da Azure. Mais detalhes sobre o OpenShift na Azure podem ser encontrados na documentação.

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