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Minha carreira: do trabalho informal às principais empresas de tecnologia - Parte 3: primeira semana

| por Alvaro Videla Seguir 3 Seguidores , traduzido por Lu Araujo Seguir 1 Seguidores em 13 mar 2018. Tempo estimado de leitura: 16 minutos |

Conteúdo originalmente publicado no Medium de Alvaro Videla.

Essa é a terceira parte desta série de artigos em que compartilho como entrei no universo da programação sem um curso superior relacionado a TI e mostro qual o caminho e decisões que tomei. Para quem ainda não leu, aqui estão a primeira e segunda partes desta série. Se você quiser, assine minha newsletter para acompanhar a medida que vou escrevendo esse livro.

A entrevista técnica

O programador responsável me explicou como conduziria a entrevista. Eu iria entrar no escritório da empresa, ir para minha mesa e programar em um dos computadores disponíveis com todos ao meu redor trabalhando normalmente, já que "é assim que vai ser se você vier trabalhar com a gente". Achei isso bem legal. E aconteceu exatamente como ele disse. Uma vez no escritório, todos me cumprimentaram e continuaram trabalhando. Ainda que estivesse longe de ser contratado, já comecei a me sentir parte de algo.

O teste era construir um site que lista livros de uma biblioteca imaginária. Parecia simples: conectar ao banco de dados, buscar uma lista de livros, apresentar a lista em uma página web, com os botões para as ações dos usuários de adicionar, excluir e editar dados dos livros. "Consigo fazer isso", pensei.

Enquanto eu estava focado no teste, atrás de mim havia programadores que estavam se dividindo entre o trabalho em suas mesas e brincadeiras com uma bola de tênis. A brincadeira consistia em jogar a bola uns nos outros, com muita força, até que se conseguisse acertar o botão de reset do computador do outro de forma que este perdesse todo trabalho não salvo. "Essa é uma forma esquisita de se trabalhar, mas é meio que legal", pensei. Esperava um ambiente de trabalho mais formal e fiquei positivamente surpreso ao ver quão livre o ambiente da empresa era.

Enquanto isso, na metade da minha implementação, me vi bloqueado. Não conseguia finalizar a apresentação da lista de livros e nada estava aparecendo na tela. "O que fazer?" me perguntei. Tentei debugar adicionando prints aqui e ali, mas nada funcionou. Eu não tinha idéia do que estava acontecendo. O relógio estava correndo e comecei a ficar realmente desesperado. "Não posso perder essa oportunidade por causa desse problema. O que fazer? Devo procurar ajuda? E se isso me desqualificar para vaga instantaneamente?", pensei.

Depois de pensar um pouco mais, cheguei a conclusão de que as pessoas ali se ajudam enquanto trabalham. "Ok, vou pedir ajuda". Chamei o entrevistador e expliquei meu problema, tentando mencionar tudo que tinha tentado fazer de forma que ele não pensasse que eu estava tentando fazer com que me desse a resposta. Por sorte, ele também não tinha a menor idéia do que estava errado e me disse que estava tudo bem e que eu poderia deixar o código como estava.

Infelizmente, gastei tempo demais "debugando" e não consegui finalizar a segunda parte do teste. Mais tarde, vi quão valiosa foi essa experiência já que, caso eu tivesse pedido ajuda antes, teria poupado muito tempo - tempo que neste caso em particular era um fator crítico. E no futuro, poderia ser crítico para empresa para a qual eu fosse trabalhar.

Não quis pedir mais tempo para resolver o segundo problema, pois achava que não seria justo. Queria fazer tudo de acordo com as regras. Senti que isso era o certo. Como veremos adiante, essa decisão foi acertada.

"Mais tarde, vi quão valiosa foi essa experiência já que caso tivesse pedido ajuda antes, teria poupado muito tempo."

De qualquer forma, eu tinha um segundo problema diante de mim e precisava fazer algo a respeito. Passei o olho e vi que era a respeito do parseamento de URLs em um arquivo de log. Criei coragem. Procurei soar convincente ao dizer para o entrevistador que tinha estourado o tempo mas que a solução era apenas "quebrar as linhas usando tais caracteres e então, proceder a quebra da url usando tais e tais caracteres". O entrevistador assentiu e me disse que essa era de fato a solução. Disse que a entrevista estava finalizada e me perguntou se eu tinha alguma pergunta a respeito da empresa ou se havia alguma coisa que eu gostaria de acrescentar.

"Bom, já que você perguntou, tenho algo a acrescentar", falei, "estou criando essa aplicação de mapeamento que quero lhe mostrar… " Era minha oportunidade de brilhar. Digitei a URL para meu site no computador e comecei a rezar aos deuses para que a página carregasse sem problemas. "Por favor, só dessa vez," eu pensei. E quando todos os elementos do site carregaram, minha ansiedade diminuiu e minha animação aumentou. A criação da qual tinha mais orgulho estava ali, diante dos meus olhos e, melhor ainda, diante dos olhos da pessoa que iria decidir se eu tinha ou não um trabalho.

Expliquei cada funcionalidade da aplicação, enfatizando com paixão o objetivo quais as funcionalidades disponíveis e quais as funcionalidades ainda não implementadas, mas necessárias para que o modelo de negócio funcionasse.

Depois da demo, ele pareceu impressionado pelo Aleph Maps e me elogiou, o que me deixou feliz. Tive a chance de mostrar a demo e aproveitei. Todos as demos que tinha feito para familiares e amigos tinham valido a pena. Na hora certa, pude mostrar que tinha capacidade de construir aplicações por mim mesmo e, também, de apresentar e explicar o que desenvolvi.

Já eram 6 da tarde - fim de expediente para a equipe da empresa e hora de ir para casa. Ao sair do prédio junto do entrevistador, perguntei se ele estava na universidade pois talvez ele conhecesse o amigo que me contou a respeito da oportunidade de trabalho. "Sim, conheço seu amigo, por que você não o mencionou antes?" ele perguntou. Não respondi, mas o fato era que não queria mencionar isso e usar como vantagem durante a entrevista. De qualquer forma, não iria fazer mal depois. Ele me mostrou como chegar ao terminal de ônibus e cada um seguiu seu caminho.

Uma vez sozinho, não conseguia acreditar que tinha finalizado a entrevista. Tudo para o que tinha me preparado nos dois meses anteriores tinha passado em um piscar de olhos. Todo o estresse com pequenos detalhes - alguns importantes, outros nem tanto - tinha passado. Agora era eu e Montevidéu, ruas cheias de pessoas voltando pra casa, carros e a noite caindo sobre a cidade. Tinha conseguido.

Quando consegui processar tudo, veio a pior parte. Era hora de pegar o ônibus, ir pra casa e esperar uma resposta. Esperar é algo em que sou muito ruim. Mas não havia nada a fazer. Esperar enquanto olhava para o teto do quarto com minha mulher, imaginando se nossas vidas mudariam caso eu conseguisse o trabalho. Esperar enquanto olhava meus livros sem saber se eu deveria continuar estudando ou não. Esperar enquanto garantia que meu celular tinha bateria o suficiente para não perder nenhuma ligação. Esperar até que meu telefone tocasse e fosse novamente aquele número de Montevidéu.

"Quando você pode começar?" perguntou a voz do outro lado da linha. Eu tinha passado. Sim, eu. Eles me queriam: o cara que mal sabia como programar, mas não vamos nos preocupar com isso agora. "Eles me querem," disse para mim mesmo. "Estou dentro." Todo o jogo tinha valido a pena. Finalmente, após tanto tempo em trabalhos que pagavam mal, trabalhando só por que é isso que as pessoas fazem - mesmo que ter um trabalho signifique esquecer nossos sonhos - finalmente, a vida estava começando a mudar e sorrir pra nós. A partir do próximo dia, veríamos que a vida vale a pena.

Pedi uma semana para mudar para Montevidéu e eles me disseram que 26 de fevereiro seria meu primeiro dia de trabalho. "Você vai trabalhar com PHP e JavaScript. Seu salário será de 15.000 pesos (500 dólares) por mês". QUINZE MIL PESOS! Isso era 3 vezes o que minha mulher ganhava! "Vamos ser ricos!" pensei. Poderia comprar tanta coca-cola quanto quisesse! Poderíamos até poupar 100 por mês e comprar uma casa algum dia. Não conseguíamos acreditar no que estava acontecendo.

"Finalmente, a vida estava começando a mudar e sorrir pra nós, e a partir do próximo dia, veríamos que a vida vale a pena"

Passei a semana estudando JavaScript e tentando encontrar um lugar para ficar em Montevidéu. Um amigo me recebeu e ajudou a alugar seu apartamento, já que ele estava de mudança após a páscoa. O aluguel era razoável e decidimos que depois de um mês minha mulher se mudaria para Montevidéu. O "apartamento" tinha apenas um quarto além da cozinha e de uma banheiro pequeno. Por um curto período de tempo, seríamos os três morando no mesmo quarto. Para nós isso não tinha importância. Eu estaria começando em um trabalho novo e nós teríamos um lugar para morar. Missão cumprida.

Primeira semana de trabalho

Meu primeiro dia de trabalho começou bem: meu entrevistador seria também meu novo gerente. Ele me levou a cozinha do escritório, nos sentamos e ele explicou como a empresa estava se saindo, qual o modelo de negócio e assim por diante. Na sequência pegou um pedaço de papel e começou a desenhar um modelo para arquitetura do backend, como as coisas funcionavam, o que cada servidor estava fazendo, onde estava o banco de dados e muitos outros detalhes. Tenho que ser honesto: era difícil acompanhar. Lembro de ouvir o termo produção algumas vezes. "Essa é a configuração da nossa produção," "aqui está o banco de dados de produção" e assim por diante. Eu não tinha a menor idéia do que era esse tal produção! Mais tarde, aprendi que produção se referia a toda infraestrutura, incluindo o código, disponível para os clientes e que gerava retorno para empresa.

Passamos por algumas perguntas e respostas e, então, chegamos ao que foi, pra mim a parte mais importante do dia. Ele olhou pra mim e foi direto ao ponto: "Sabemos que você não é um bom programador, que você está começando e que você não tem experiência. Então, antes de estar pronto para comitar sua primeira linha em nosso repositório, precisamos que você estude esse livro" disse ao me entregar uma cópia de Objetos PHP, Padrões e Prática de Matt Zandstra. "Você precisa saber tudo que está aí até o final da próxima semana". Mesmo sendo tão direto, esse foi o feedback mais sólido, sincero e útil que recebi como programador. Até hoje, agradeço a ele por ter sido tão honesto comigo. Durante minha carreira, aprendi quão difícil é encontrar um gerente que vá lhe dar esse tipo de feedback - feedback que é útil para que você entenda suas deficiências, mas ao mesmo tempo te coloca no caminho para superá-las.

Então ele me disse: "Sabemos que você é inexperiente, mas durante sua entrevista, você se mostrou uma pessoa de atitude. É por isso que contratamos você." Eu estava sem palavras. Imaginei o que tinha feito para merecer esta oportunidade. Mais, sabia que tinha que provar que merecia, então estabeleci para mim a meta de dominar o livro de padrões de projeto o mais rápido possível. Primeiro, não podia desapontar o gerente que tinha feito uma aposta em mim, e segundo, finalmente tinha uma oportunidade na "série A". Tinha o trabalho que me dediquei tanto para conseguir. Era hora de brilhar.

"Sabemos que você é inexperiente, mas durante sua entrevista, você se mostrou uma pessoa de atitude. É por isso que contratamos você."

Demitido após uma semana de trabalho

Durante minha primeira semana, estudei o livro do qual minha vida dependia. Tentei aprender tantos padrões de projeto quanto possível, praticando cada exemplo. Tentei absorver tanto conhecimento quanto possível. Ao final da semana, queria que meu gerente chegasse pra mim e dissesse: "agora você está pronto para começar a programar com a gente". Mas como toda novela, essa história precisava de uma virada.

Na quinta-feira, algumas pessoas da empresa vieram e me chamaram para uma outra sala para me dar a notícia: a empresa estava cortando pessoal e eu estava entre as pessoas que seriam demitidas. "Não é nada com você," eles disseram. "Os negócios não estão indo bem, precisamos reduzir pessoal e por isso estamos demitindo as pessoas que acabaram de entrar na empresa. Esperamos que você compreenda." Naquele dia, fui um dos 50 empregados que perderam seus empregos.

Não tenho certeza se consigo descrever com precisão o que senti naquele momento. "Por que a vida tem que ser assim?" perguntei me sentindo de alguma forma desencorajado e perdido. "O que faço agora?" Pedi para usar o telefone e liguei para minha mulher. "Por favor, não se preocupe, mas tenho más notícias... " eu disse. Tentei não perder a compostura, mas enquanto isso, o mundo se desfazia sob meus pés. De todos os lados apareciam outras pessoas para se despedir das pessoas que tinham sido demitidas, o que fez com que me sentisse ainda pior. Ainda sim, tentei me convencer de que não deveria me desesperar. Tinha chegado até ali, então a solução era meramente me candidatar a outra vaga em outra empresa.

Enquanto dizia adeus aos meus novos colegas, um deles me deu a dica de algumas empresas onde eu poderia me candidatar a uma vaga, registrei a informação. Usando a internet de um café, enviei currículos para as empresas que meu colega tinha mencionado e, quando terminei, fui pra casa.

"Tentei me convencer de que não deveria me desesperar. Tinha chegado até ali, então a solução era meramente me candidatar a outra vaga em outra empresa."

"Que dia triste," pensei. Entrei no apartamento e me deitei na cama que, na verdade, era só um colchão no chão. Lembro que o céu estava cinza, uma combinação perfeita para como eu me sentia. Tentei cochilar, mas minha mente estava perdida, olhando para o teto de um apartamento vazio pensando nas mudanças que o dia tinha trazido. "E se eu não tivesse sido demitido?" "O que fiz de errado?" Sabia que não tinha feito nada errado. Era apenas falta de sorte, mas foi difícil de aceitar.

De repente meu telefone tocou.

"É o Álvaro Vilela? estou ligando da Intersys. Recebemos seu currículo e gostaríamos de entrevistá-lo. Você poderia comparecer para entrevista na próxima segunda?"

"É CLARO QUE POSSO," pensei. Mas apenas disse, "sim, segunda pra mim está ótimo." Quando eu desliguei e coloquei meu telefone no chão, estava chocado. Não acreditava no que acabara de acontecer. Montevidéu era uma cidade cheia de surpresas.

No dia seguinte, desci a rua e pedi ao barbeiro para me dar um corte de cabelo gratuito, já que eu tinha uma entrevista de emprego marcada mas não tinha dinheiro algum. Ainda não tinha recebido o salário pela semana de trabalho, então precisava que o barbeiro aceitasse receber apenas na semana seguinte. Por sorte ele ficou muito feliz em ajudar. Ainda me lembro de seu sorriso caloroso. Se sentiu orgulhoso por estar ajudando um vizinho a conseguir um emprego. Enquanto cortava o meu cabelo, compartilhou comigo sua história.Aprendi que no começo dos anos 2000, ele e sua equipe tinham ganhado um concurso mundial de cabeleireiros. Eu não fazia ideia de que havia concursos de cabeleireiros. De qualquer forma, um corte de cabelo com um "campeão mundial", era legal, mas também significava que o serviço era caro - $10 para ser exato. Pode não parecer muito, mas na minha cidade natal eu conseguia cortar meu cabelo por menos de $2, e $10 pagava por pelo menos cinco hambúrgueres e um refrigerante. Por isso, esse foi um investimento razoável para minha próxima entrevista de trabalho. De qualquer forma, não podia reclamar: um completo estranho estava me fazendo um favor quando eu mais precisava, e isso ajudou a levantar minha moral.

A semana seguinte veio e fiz minha entrevista, que foi um sucesso. A empresa da qual eu acabara de ser demitido era a Live Interactive e era bem conhecida em Montevidéu já que também era uma das maiores empresas de internet no país. Isso significava que os programadores vindos de lá eram bem vistos. Nem preciso dizer que consegui o trabalho. O salário não era dos melhores, mas nosso plano de mudar para capital ainda estava valendo. Nada mal para os meus primeiros 10 dias em Montevidéu.

Conclusão

De maneira geral, meu plano funcionou e toda a preparação e estudo valeram a pena. Consegui minha primeira entrevista como programador e passei por ela. Fui contratado e demitido em menos de uma semana, mas não desisti, consegui uma segunda entrevista de emprego e uma nova oportunidade de trabalho na minha segunda semana em Montevidéu.

Para que tudo isso acontecesse, o primeiro passo, e o mais importante, foi ser honesto comigo mesmo. Isso permitiu avaliar minhas habilidades e ver no que era bom e o que precisava melhorar.

A autoconsciência me ajudou quando embarquei na tarefa de criar um programa do zero, pois fui realista a respeito do que conseguia fazer, ao mesmo tempo em que me forçou a fazer algo a respeito das áreas em que era fraco. Adicionalmente, dividir o projeto em tarefas executáveis me ajudou a progredir e executar minha idéia até o final.

Mas não bastava ter a habilidade. Também foi necessário acreditar em mim mesmo. Essa autoconfiança me ajudou sempre em que me vi face a face com um desafio que parecia como uma montanha intransponível. Enquanto isso, a humildade sempre manteve minha cabeça no lugar, me lembrando que o pico no qual eu tinha acabado de chegar era só um dentre os muitos que eu ainda tinha que escalar.

Finalmente, minha família e amigos me ofereceram ajuda e apoio. Sempre que me senti derrotado eles me mantiveram focado e me lembraram de que essa era a minha jornada e de que eu tinha um destino certo. No final, por causa da persistência, me tornei empregável e, agora, era hora de me tornar um programador de verdade.


Espero que você tenha gostado de ler essa série. Minha meta é escrever um livro a partir deste conteúdo, contando mais histórias. Por exemplo, qual o caminho me levou a viver na China por três anos, ou como eu comecei minha carreira como palestrante internacional, ou como consegui meu primeiro contrato para escrever a respeito de RabbitMQ.

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Créditos: A ilustração no topo foi criada pelo meu amigo Sebastián Navas. Se você quer ver um pouco mais da arte dele, vá ao seu perfil no Deviantart ou entre em contato pelo Facebook.

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