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Como o no-code e o low-code auxiliam desenvolvedores e usuários corporativos

| por Ben Linders Seguir 25 Seguidores , traduzido por Andrea Mussap Seguir 7 Seguidores em 03 set 2018. Tempo estimado de leitura: 7 minutos |

A abordagem no-code visa apoiar usuários corporativos no desenvolvimento e manutenção de seus próprios aplicativos, enquanto a abordagem low-code simplifica o trabalho de desenvolvedores, tornando o trabalho mais produtivo. Ambas as abordagens permitem um desenvolvimento mais rápido a custos mais baixos. À medida que a distinção entre essas abordagens têm se tornado menor, usuários corporativos e desenvolvedores podem se unir e usá-las juntos.

A CCI adotou o low-code e o no-code para desenvolver aplicativos. No artigo da Forbes, O movimento low-code / no-code: mais perturbador do que você imagina, Jason Bloomberg descreve a distinção entre no-code e low code, conforme percebido pela indústria:

Do lado no-code temos "desenvolvedores cidadãos" - usuários corporativos que podem criar aplicativos funcionais, mas geralmente limitados, sem precisar escrever uma linha de código. O lado low-code, em contraste, centra-se em desenvolvedores profissionais, simplificando seu trabalho, oferecendo aplicativos corporativos com pouca ou nenhuma codificação manual.

A inovação em abordagens guiadas por modelos e a inteligência artificial farão a distinção entre low-code e no-code desaparecer, argumentou Jason Bloomberg. Isso levará a "ferramentas simples o suficiente para desenvolvedores cidadãos e poderosas o suficiente para equipes profissionais de desenvolvimento", disse Bloomberg, o que diminuirá a necessidade de desenvolvedores de software:

Se você trabalha com programação e adora codificar, nem tudo está perdido. No entanto, à medida que essa tendência se consolidar, é menos provável que haja um lugar para você em uma equipe de desenvolvimento de software corporativo.

Stanley Idesis falou sobre a vantagem para desenvolvedores quando se trata de desenvolvimento com ferramentas low-code no artigo da Dzone "Por que os desenvolvedores temem o low-code":

(...) low-code é meramente uma ferramenta. E o valor de uma ferramenta é derivado daqueles que a utilizam. No improvável cenário em que a maioria dos softwares é construída em plataformas de low-code, desenvolvedores ainda serão os melhores low-coders. Sim, você pode contratar Joãos e Marias para criar aplicativos de low-code. Mas sem os fundamentos de software necessários, suas capacidades só os levarão até certo ponto. Mais importante, desenvolvedores entendem os fundamentos do software, da arquitetura do computador, da Web e muito mais. Esse conhecimento permite que eles trabalhem mais rápido e otimizem a plataforma para além dos Joãos e Marias.

De acordo com a App Developer Magazine, as razões para considerar o desenvolvimento low-code em 2018 são:

  • Economizar dinheiro fazendo o desenvolvimento e as atualizações com profissionais internos.
  • Conectar habilidades permitindo que a equipe de TI e pessoas que não são desenvolvedores criem aplicativos móveis de maneira rápida e fácil.
  • Menor tempo de desenvolvimento, tornando possível desenvolver aplicativos quase em paralelo com a especificação dos requisitos.
  • Necessidade mínima de treinamento, pois as ferramentas são projetadas para serem simples de serem usadas por equipes internas.
  • Superar os problemas de integração de plataformas, uma vez que a plataforma de low-code permite o desenvolvimento de código uma vez para todos os dispositivos, o aplicativo será executado em celulares, tablets, e desktops.

O InfoQ conversou com Evan Rice, diretor sênior de operações de TI, serviços de informação e análise da CCI Systems, sobre como eles adotaram low-code e no-code para o desenvolvimento de aplicativos.

InfoQ: o que é "no-code"?

Evan Rice: Desenvolvimento de aplicativos no-code é um termo usado para processos de desenvolvimento focados na interface com usuários. Isso permite que usuários corporativos sem formação em programação ou habilidades de TI desenvolvam e mantenham seus próprios aplicativos relacionados diretamente a seus processos de negócios específicos.

InfoQ: Qual é a diferença entre "no-code" e "low-code"?

Rice: Low-code tende a ser a progressão para desenvolvedores no-code, onde seria atingido o limite da interface no-code e o aproveitamento do código como o JavaScript e outras linguagens para estender a funcionalidade da ferramenta no-code. Frequentemente, uma abordagem no-code / low-code combinadas pode fornecer conjuntos de ferramentas muito abrangentes e completas sem muitos recursos de TI tradicionais.

InfoQ: Como estão aplicando no-code na CCI Systems?

Rice: A CCI Systems usa uma ferramenta no-code / low-code na nuvem, chamada Quick Base. A CCI criou um programa interno de "Desenvolvedor Cidadão", no qual usuários de negócios recebem treinamento e se tornam certificados "CCI Citizen Developer Ninjas". Depois de receberem a certificação, essas pessoas podem criar, desenvolver e manter aplicativos que suportam as atividades diárias da equipe.

O departamento interno de TI da CCI atua como uma entidade governante, garantindo que os aplicativos que nossos Ninjas estejam seguindo os padrões de melhores práticas, desempenho e segurança. Eles também são um ponto de escalação para requisitos complexos ou quando alguém precisa de uma abordagem low-code.

Este programa nos permitiu entregar mais de 30 aplicativos de negócios baseados na nuvem para o nosso ambiente de produção em apenas três anos, com menos de dois recursos de TI em tempo integral.

Usar no-code / low-code nos permite fornecer aplicativos de impacto para os negócios combinados com baixos custos de desenvolvimento. Isso cria uma proposta de valor difícil de competir com as atividades tradicionais de desenvolvimento.

InfoQ: Como incorporaram no-code em seus processos?

Rice: O no-code / low-code tem uma má reputação dentro de alguns departamentos de TI como motivadora para uma TI fraudulenta ou sombria. Usuários de negócios que trouxeram o Quick Base para a CCI inicialmente se certificaram de envolver o nosso departamento de TI desde o início. Isso permitiu que a TI construísse o programa Ninja, desenvolvesse práticas recomendadas e protocolos de governança para que, embora a TI não esteja criando os aplicativos, a TI ainda seria capaz de garantir a capacidade de suporte e a segurança de tudo que é entregue em produção. Acredito que, para ver o verdadeiro valor em uma abordagem no-code / low-code, é preciso haver uma parceria entre o pessoal de negócios que desenvolvem os aplicativos e a TI centralizada.

InfoQ: Como desenvolvedores e testadores se sentem em relação ao no-code?

Rice: Historicamente, desenvolvedores e testadores tiveram uma postura de menos aprovação quando se trata de ferramentas no-code / low-code. Isso foi muitas vezes amplificado pela natureza sombria da TI que pode acompanhar ferramentas como essa. Com a nossa ferramenta atual, a CCI viu uma tremenda reviravolta com os desenvolvedores. A governança centralizada impõe padrões para que, quando desenvolvedores forem chamados para solucionar problemas ou adicionar recursos avançados, possam contar com um nível de consistência e sofisticação. Por ser uma aplicação SaaS significa que nossos administradores de sistema não precisam se preocupar com o "código ruim" derrubando nossos servidores. Há também uma REST API abrangente que facilita a integração de dados e relatórios personalizados.

Em última análise, desenvolvedores gostam que a ferramenta permita que os usuários criem muitos de seus próprios aplicativos. Isso permite que as equipes de desenvolvimento se concentrem em iniciativas de programação mais tradicionais que não se encaixam no molde no-code / low-code.

InfoQ: Quais os benefícios o no-code trouxe?

Rice: A CCI viu muitos benefícios ao adotar o no-code / low-code. A velocidade de entrega e o baixo custo de desenvolvimento nos permitiram agilizar os processos e centralizar as informações. Os processos legados da CCI para gerenciar o inventário em campo permitiam a visualização precisa apenas uma uma vez por mês. Esses processos eram muito centrados em planilhas e manuais. Usar no-code / low-code para gerenciar a tarefa de estoque e registrar o uso de nossos caminhões permite que o gerenciamento e a compra acompanhem com muito mais precisão e em tempo real o que está em campo. Integrar os dados de aplicações no-code / low-code em nosso sistema ERP nos permitiu rastrear os níveis de estoque, eliminar o desperdício e automatizar as compras.

Outro bom exemplo é o aplicativo de gerenciamento de projetos usado no departamento de engenharia da CCI. Historicamente, os esforços de design de engenharia eram rastreados em uma coleção de planilhas e aplicativos do MS Access. Gerar um relatório do progresso do projeto e a produtividade era inteiramente manual e sujeito a erros humanos.

A necessidade de um sistema centralizado era evidente.

Cada projeto e gerente de projeto precisa fazer as coisas de maneira um pouco diferente, de modo que encontrar uma solução pronta para uso em todos eles se mostrou difícil. Nossos Ninjas puderam usar os processos legados para analisá-los e criar um único aplicativo com flexibilidade suficiente para suportar todos os PMs, mas com estrutura suficiente para impor a qualidade dos dados e centralizar os relatórios. Agora, essa ferramenta é usada por centenas de funcionários de engenharia diariamente para acompanhar seu trabalho. Ele é integrado a vários outros sistemas e economiza centenas de horas da CCI em entradas manuais de dados e relatórios a cada ano.

InfoQ: Como as pessoas interessadas podem aprender no-code / low-code?

Rice: A internet é o seu melhor recurso para aprender mais. A maioria das empresas no-code / low-code disponibilizam trials. Todos os nossos Ninjas utilizam a Quick Base University. A melhor parte do no-code / low-code é que as barreiras à entrada são pequenas e qualquer um pode tentar.

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