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Comparação entre o EC2 da Amazon, App Engine do Google e o Azure da Microsoft

por Abel Avram , traduzido por Felipe Rodrigues em 19 Nov 2008 |

A previsão do tempo mudou quando a Microsoft entrou na onda de cloud computing com a plataforma Azure durante PDC 2008. Seria interessante comparar as três grandes ofertas existentes no mercado, hoje, da Amazon, do Google, e da Microsoft, e à primeira vista, parece que eles não estão realmente competindo uns com os outros.

Michael J. Miller, Vice President da Ziff Brothers Investments, comparou os três principais players de cloud computing e isto foi o que ele encontrou sobre a Amazon EC2:

Ficou claro que a plataforma cloud que mais recebeu atenção foi a Amazon Web Services, que é uma coleção de ferramentas, principalmente de baixo nível. Aquele que recebe mais atenção é chamado Amazon Elastic Computer Cloud (EC2), um serviço web que permite a você atribuir a sua aplicação quantas "computing units" você precisar. Para se ter uma idéia, uma única instância padrão inclui 1 "virtual core", 1.7 GB de memória e 160 GB de armazenamento (que é o armazenamento utilizado apenas para aquela sessão) por 10 centavos por hora. Além de tudo isso, talvez você queira usar "storage simple solution" (S3), que custa 15 centavos por GB por mês para os primeiros 50 terabytes de dados, e diminui a partir daí, com taxas extras para determinadas transações. Você pode também querer usar o banco de dados "Simple DB", ou a sua fila de armazenamento de mensagens, que têm taxas adicionais.

A vantagem básica da plataforma da Amazon é simples: você pode utilizar apenas a quantidade de armazenamento que quiser, quando quiser.

Isto é o que Michael diz sobre a Google App Engine:

O Google App Engine é mais novo. Trata-se ainda de uma versão fase beta gratuita, e os instrumentos até agora são um pouco mais restritivos. Pelo que entendi, quando a Amazon lhe dá uma máquina virtual, você pode instalar praticamente qualquer software, o Google praticamente lhe dá um ambiente fixo, baseado na linguagem Python, no framework de desenvolvimento Django, no Google BigTable database/storage system e no Google File System (GFS). Por agora, desenvolvedores recebem 500 MB de armazenamento e força de computação de mais de 5 milhões de pageviews por mês de graça, e a empresa anunciou tarifas para os sites mais ativos. Por exemplo, a empresa diz desenvolvedores devem esperar pagar de 10 a 12 centavos de dólar por CPU core-hora.

Porque este foi construído muito próximo do próprio ambiente operacional do Google, deverá ser relativamente fácil para os programadores que conhecem esses frameworks começarem. Mas alguns desenvolvedores fugiram disso, pois parece mais restritiva do que as soluções da Amazon.

Quando se trata de Microsoft's Azure, Michael afirma:

de forma similar ao Amazon Web Services, o Azure na verdade é composto por uma variedade de serviços diferentes em cima de uma plataforma comum. ... Os serviços .NET são aqueles que estão recebendo as mais atenção agora, porque é assim que os desenvolvedores escreveria para a plataforma inicialmente. Parece que aplicações escritas para o .NET framework e desenvolvidas no Visual Studio, podem ser movido para "a nuvem" de forma relativamente fácil.

Uma grande diferença com Azure é que enquanto a Microsoft tem a intenção de oferecer seus próprios serviços Azure hospedados, a plataforma é projetada para ser apta a rodar em computadores locais ou servidores corporativos também. Isto deve facilitar testes, mas também para permitir que aplicações corporativas sejam executadas dentro de uma rede da interna, bem como externa.

A conclusão da comparação do Michael:

Olhando para estes três players, você vê cada um deles jogando com seus pontos fortes. A Amazon chegou antes no mercado, e tem aproveitado padrões de Internet e plataformas de código aberto para criar uma grande e flexível plataforma. O Google está aproveitando o trabalho que tem feito com grandes bases de dados no seu desenvolvimento interno e de métodos para criar um ambiente potente, porém mais restritivo. E a Microsoft está aproveitando sua tradicional força com os desenvolvedores e a amplitude de suas ferramentas para criar, talvez o maior leque de serviços. Com o tempo, meu palpite é que vamos ver todas elas começarem a convergir - guiados talvez pela introdução do Windows Server nas instâncias da Amazon.

Jessica Hodgson da Dow Jones Newswires escreveu sobre a nova equação financeira gerada pela Microsoft ao entrar no jogo. Ela cita Matt Rosoff, um analista da empresa de pesquisa Directions, dizendo:

O que eu acho que o que a Microsoft está tentando fazer é congelar o mercado. Eles querem pessoas que pensem em experimentar com produtos sob demanda e esperar para ver como são os seus produtos.

Há várias opiniões sobre o valor do mercado de cloud computing, de acordo com a Jessica:

Apesar de todos concordarem que cloud-computing está crescendo, as opiniões divergem sobre se ela irá substituir on-premise computing ou simplesmente se desenvolver paralelamente. O analista do Deutsche Bank, Tom Ernst, diz que mercado para software empacotado já atingiu seu ponto máximo. Dentro de cinco anos, Ernst estima que os serviços de cloud-computing serão responsáveis por cerca de metade dos $60 bilhões do mercado de software. Em contrapartida, o Oracle Corp's Chief Executive (ORCL), Larry Ellison, apelidou a cloud computing de "rabiscos", e disse que poucas empresas serão capazes de lucrar a partir dela.

o compromisso da Microsoft para o modelo de negócio poderia impulsionar as expectativas, levando grandes empresas que têm sido relutantes em abraçar cloud computing a adoptá-la. Richard Campbell, co-fundador da Web developer Strangeloop Networks de Vancouver, diz que muitos dos seus clientes estão perguntando sobre cloud computing, embora alguns tenham mudado, em grande parte porque eles têm preocupações com segurança e confiabilidade.

Jessica continua analisando a mudança da Microsoft:

A Microsoft está caminhando com cuidado, protegendo sua franquia de software empacotado enquanto avalia a forma como o mercado de cloud computing vai de desenvolver. Foi adoptada uma abordagem híbrida porque ela diz que a maioria dos clientes vai continuar quererendo produtos on-premissa, uma posição apoiada por muitos analistas. ...

Se a Microsoft se mover com muita lentidão, corre o risco de deixar inovadores, como Google e Amazon, pegar a quota de mercado. Essas empresas não enfrentam o dilema de rentabilidade da Microsoft porque eles não têm franquias de software físico para proteger.

"Se esse se tornar a principal forma de fazer negócios, é difícil ver como eles podem evitar a canibalização das vendas de seus serviços para desktop", diz Nicholas Carr, um ex-editor da Harvard Business Review que escreveu um livro sobre cloud computing. "Este será um jogo de grande escala."

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