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Debate: SOA está morto?

por Dilip Krishnan & Boris Lublinksy , traduzido por Douglas Masson em 13 Jan 2009 |

Anne Thomas Manes escreveu um obituário para SOA, alegando que:

SOA encontrou seu falecimento em 1º de Janeiro de 2009, quando foi eliminado pelo impacto da recessão econômica. SOA é sobreviveu por sua descendência: mashups, BPM, SaaS, Cloud Computing e todas as outras abordagem de arquitetura que depende de “serviços”.

Ela continua:

Depois de ter sido considerada a salvadora da TI, SOA transformou-se em uma experiência fracassada — pelo menos para a maioria das empresas. SOA deveria reduzir custos e aumentar a agilidade em uma escala maciça. Salvo em situações raras, SOA falhou em entregar seus benefícios prometidos. Depois de investir milhões, sistemas de TI não são melhores do que antes. Em muitas empresas, as cosias estão piores: custos estão elevados, projetos demoram mais tempo e sistemas estão mais frágeis do que nunca. As pessoas que controlam as finanças já estão cansadas disso. Com o orçamento apertado de 2009, a maioria das empresas cortou fundos para suas iniciativas SOA.

Embora SOA tenha sido inicialmente adaptada principalmente por técnicos, sua base é mais negócios do que problemas técnicos. Mas eles foram introduzidos (e muitas vezes executados) pelos técnicos e vendedores, que estavam mais interessados nas tecnologias SOA (venda de software) do que no seu impacto sobre os negócios:

As pessoas esqueceram o objetivo do SOA. Eles estavam muito envolvidos em debates bobos de tecnologia (ex:, “qual é o melhor ESB?” ou “WS-* versus REST”) e eles esqueceram a coisa mais importante: arquitetura.

Uma incapacidade de mostrar um rápido ROI levando tomadores de decisões de negócio de várias empresas para longe do SOA:

A esteria do SOA transformou-se em desilusão SOA. Empresários deixaram de acreditar que SOA entregará benefícios espetaculares. “SOA” transformou-se em uma palavra má. Ela precisa ser retirada do nosso vocabulário.

Isso significa um enorme retrocesso da indústria de TI:

O fracasso do SOA é trágico para as indústrias de TI. As empresas necessitam desesperadamente fazer melhores arquiteturas para seus portfólios de aplicações. Orientação a Serviço é uma condição para integração rápida de dados e processos de negócios, isso permite a situação dos modelos de desenvolvimento, tais como mashups, e é fundador da arquitetura para SaaS e cloud computing.

Então o que vem agora? De acordo com Anne:

Embora o termo “SOA” esteja morto, a exigência da arquitetura orientada a serviços está mais forte do que nunca.

Sua sugestão é parar de falar sobre o SOA e começar a falar sobre serviços (embora ela não esteja clara sobre a sua definição deste termo, deixando assim margem para interpretação e interpretações erradas).

O post muito obviamente despertou reações entre alguns lideres nesta área.

David Linthicum analisou o que deu errado, para parafrasear:

  • Falta de arquitetos qualificados que entendem SOA.
  • Grandes empresas de consultoria focando mais em táticas e horas faturáveis do que resultados
  • Os vendedores centralizaram demais na venda e não o bastante na solução.
  • Anunciar que o SOA é uma panacéia para todos os males de TI

Joe McKendrick observa que o SOA é um estilo de arquitetura e não um produto:

Sucesso do SOA é parte de um processo transformador que muda a forma como as organizações são administradas e a forma de fazer negócios. Algumas organizações parecem só “entender isso” depois de um tempo. Para muitas empresas, no entanto, o que eles vêem como SOA é mais uma arquitetura JBOWS (Just a Bunch of Web Services). SOA é tecnologia e filosofia. A combinação de tecnologias e abordagens empregadas para trabalhar na direção que mudará SOA. Há alguns anos, web services foi visto como o caminho, ontem era o REST e web ou enterprise 2.0, agora é o cloud computing. A beleza do SOA é que ela foi concebida para ser independente das tecnologias ou protocolos subjacentes.

Miko Matsumura apóia a sugestão da Anne para alterar a terminologia, mas enfatiza o fato de que o conceito do SOA, especialmente a dimensão dos negócios do SOA certamente sobreviverá:

Eu acredito que utilizar o SOA como um termo certamente diminuirá, mas as estratégias de endereçar os problemas fundamentais terá de continuar evoluir para fora do “círculo” do SOA. Ao mesmo tempo em que SOA está morto, SOA também é inevitável – mas pode vir com um nome diferente. O DNA das grandes empresas exigirá interfaces para separar apropriadamente o “o que” dos requisitos do “como” da implementação e o padrão de design do SOA será o único que compreenderá a visão de longo prazo da plataforma enterprise, multienterprise e “cloud”. Qualquer termo como SOA tem de experimentar o hype cycle que vai desde a mística lingüística, implementação, experimentação e eventualmente um grau da esteria de nomenclatura. SOA tem particularmente uma grande agenda e portanto um monte de pessoas abraçaram isso na esperança de que o SOA poderia ser seu salvador. Sinceramente eu vejo o mesmo tipo de padrão no “cloud”, o que quer dizer que não é facilmente definido por um termo técnico, mas um conjunto de interesses políticos vinculados a um conjunto de idéias e realizações.

Ele também adverte contra mais de uma reação, que é tão comum na recente história da TI:

Temor sobre a economia deveria pegar um assento traseiro no projeto de se tornar a mudança que nós precisamos. A era da reação emocional knee-jerk pode esperar ser relegado para 2008 (ou talvez no primeiro semestre de 2009) e nós podemos caminhar juntos tanto para a re-visão quanto para reconstrução da nossa infra-estrutura. Para compreender a grande visão nós precisamos de cada uma e todas as pessoas tornem-se a mudança que precisamos.

Steve Jones interpreta a declaração da Anne como:

Fornecedores estão correndo do SOA como eles empurraram para você coisas suficientes e agora eles querem empurrar toda a sua descendência: mashups, BPM, SaaS, Cloud Computing… A realidade é que de fato são os serviços que mais importam nesta fase do que em qualquer outra. Isto não significa que SOA está morto, isso significa que a fúria do marketing do T-SOA tem avançado já que não ESBs e ferramentas Web Service não vendem mais. O que fica é o fato de que SOA, assim como seus serviços são o ponto de partida para SOA e não dessas tecnologias bonitas… Se você adotar uma nova tecnologia sem que tenha uma mentalidade de serviço então você criará um grau de desordem que fará aquela em que consultores e vendedores engordaram com EAI, parecer um problema trivial. Fazer Spaghetti dentro do seu firewall em grandes aplicações é uma coisa, fazê-lo através da internet e com milhares de pequenas aplicações é completamente uma escala diferente do problema.

Steve então elabora a definição do serviço, promovendo uma abordagem de “primeiro negócio” e definindo-os como uma funcionalidade que pode ser exposta para o uso de outros:

…você precisa identificar seus serviços, entender o valor do negócio que eles fornecem, entender o custo do modelo para entregar esse valor e decidir sobre a abordagem da tecnologia adequada.

Nick Gall, por outro lado, discorda com a forma com que Anne conduziu ("longa vida aos serviços"):

Isto é pensamento de serviços, como convencionalmente entendido, que levou a confusão em que nós nos encontramos: fragmentação causada pelas interfaces de entidade especifica (serviços). Eu diria em no entando "viva longa a web". Eu estou chocado que no post a Anne nem sequer menciona a web!

Ele cita como exemplo de sucesso o Google, Amazon, até mesmo o Salesforce e atribue a eles, a maior parte da alavancagem da arquitetura web, comunidade web e modelos de negócios web "Web-orientation é uma condição necessária para a rápida integração dos dados e processos de negócios, ele permite a modelos de desenvolvimento específicos para cada situação, tais como mashups e é a arquitetura fundadora do SaaS e cloud computing".

E finalmente em uma visão similar, uma explosão do passado de 2005 da previsão de Don Box, que embora não relacionado nesta discussão, parece sugerir o mesmo: O termo SOA será espancado até a morte e a industria de software investirá ou reciclará alguns termos iguais para substituí-lo. Certifique-se de checar o post original da Annes.

Parece óbvio que mudando o nome provavelmente não corrigirá os problemas atuais do SOA, mas pode-se argumentar que com uma reorientação na arquitetura e nos aspectos de negócio, SOA vá para a frente. O que você acha? SOA está morto ou vivo e saltitante?

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