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O Manifesto Open Cloud

por Abel Avram , traduzido por Wagner R. Santos em 02 Abr 2009 |

Um grupo de autores desconhecidos escreveu o Manifesto Open Cloud, apoiados por muitas empresas e chamando por uma computação em nuvens aberta. O documento descreve 4 objetivos que os clientes possuem e propõem 6 princípios. O sigilo utilizado para criar o Manifesto tem gerado algumas reações adversas ao redor da rede.

O manifesto descreve os seguintes objetos para as nuvens:

Escolha - Organizações devem ser capazes de escolher livremente entre diferentes fornecedores.

Flexibilidade - Organizações devem ser capazes de cooperar mesmo que estejam utilizando nuvens diferentes.

Velocidade e Agilidade - Organizações devem ser capazes de construir soluções de maneira fácil que integrem nuvens públicas e privadas.

Habilidades - Organizações devem ser capazes de ter acesso a pessoas cujas qualificações não são vinculadas a uma nuvem em particular.

O Manifesto propõe 6 princípios básicos para nuvens abertas do futuro:

  1. Fornecedores de Nuvens devem trabalhar em conjunto para assegurar que os desafios de adoção de nuvem (segurança, integração, portabilidade, interoperabilidade, governança / gerenciamento, medição / monitoramento) sejam endereçados por um canal de colaboração aberto e com o uso apropriado de padrões.
  2. Fornecedores de Nuvens não devem utilizar sua posição no mercado para vincular os clientes em suas plataformas particulares e limitar sua escolha entre fornecedores.
  3. Fornecedores de Nuvens devem utilizar e adotar padrões existentes sempre que for apropriado. A indústria de TI tem investido grandemente em padrões existentes e padrões de organizações; não há necessidade de duplicar ou reinventá-los.
  4. Quando novos padrões (ou ajustes em padrões existentes) são necessários, nós devemos ser sensatos e pragmáticos para evitar a criação de muitos padrões. Nós devemos assegurar que os padrões promovem inovação e não inibi-los.
  5. Qualquer esforço da comunidade em torno da open cloud, deveria ser dirigido pelas necessidades do cliente, não meramente as necessidades técnicas dos fornecedores de nuvem, e devem ser testadas e validadas contras os necessidades reais dos clientes.
  6. Organizações padronizadoras de computação em nuvens, grupos de advocacia, e as comunidades devem trabalhar em conjunto e manter-se coordenadas, assegurando que os esforços não entrem em conflito ou se sobreponham.

O Manifesto é apoiado por muitas empresas incluindo: Akamai, AMD, AT&T, Cisco, The Eclipse Foundation, EMC, IBM, Juniper Networks, Novell, Open Cloud Consortium, Red Hat, SAP, Software AG, Sun, VMware. Os maiores fornecedores ausentes: Amazon, Google, Microsoft e Salesforce.com.

Entretanto, Amazon ainda não se juntou ao manifesto, mas ainda não á descartou de acordo com a ZDNet. Enquanto que a SalesForce.com ainda não assinou o documento, mas eles têm uma atitude positiva sobre este assunto:

Nós apoiamos os pontos de interoperabilidade das nuvens e estamos olhando além para trabalhar com os assinantes (do Manifesto) assim como continuar trabalhando com parceiros como Google, Amazon e Facebook. Nós acreditamos que plataformas de nuvens são e deveriam sempre ser mais abertas que seus legados antecessores cliente-servidor, porque isto é o melhor para os clientes e para todo o ecossistema de nuvens.

Microsoft não reagiu publicamente, mas Steve Martin, um Gerente do Grupo de Produtos na Microsoft expressou seu descontentamento pela maneira como o manifesto foi redigido:

O que parece para nós, é que uma empresa, ou somente algumas poucas empresas, preferem controlar a evolução da computação em nuvens, ao invés de buscar um consenso entre os stakeholders chave (incluindo usuários de nuvens) através de um processo “aberto”. Um Manifesto aberto emergindo de um processo fechado é no mínimo irônico.

Para assegurar que o trabalho em um projeto dessa magnitude é aberto, transparente e completo, nós sentimos fortemente que qualquer “manifesto” deveria ser criado, desde sua concepção, por um mecanismo aberto como o Wiki, para um debate público e aberto a comentários, tudo disponível através de uma licença Creative Commons. ...

Na nossa visão, grande parte do draft do Manifesto é sensível. Outras partes claramente refletem a visão dos autores. Ainda, outras partes são muito ambíguas para saber exatamente a intenção dos autores. ...

Se existe um diálogo verdadeiramente aberto, transparente sobre os princípios de interoperabilidade das nuvens e padrões, nós estamos entusiasmadamente “dentro”.

Concordando com a crítica de Steve Martin ao Manifesto, Sam Jonhston, Fundador da Australian Online Solutions, abriu um wiki para facilitar o processo de escrever um novo manifesto aberto para qualquer um desta vez. Comentando a razão do porque o Manifesto não estava acessível para o público no inicio, o autor disse:

Esta atividade tomou apenas algumas semanas e começou com uma idéia em um grupo pequeno. Depois ela foi se expandindo para incluir outros até se tornar claro que esta idéia precisava ser compartilhada ou formalizada com uma comunidade mais ampla. Isto é algo típico de qualquer processo criativo, não interessa se é a respeito de escrever uma especificação, ou escrever um código open source. Você começa com algo e depois as pessoas começam a pedir para participar. Uma vez que temos aparentemente algo bom para iniciar um documento, nós decidimos que nós deveríamos lançá-la sob uma licença creative commons de maneira que grande parte da comunidade pudesse avaliar se ela atende as suas necessidades. Porém, o documento ressoou em uma grande variedade de fornecedores que queriam participar ou “assinar”, embora o documento estivesse pronto para ser lançado para a comunidade. Então, nós aguardamos alguns dias a mais para publicar o documento, por conta do pedido deles, de maneira de que as empresas pudessem trabalhar em seus processos internos de revisão e endossar o Manifesto antes que ele fosse lançado.

O Manifesto foi lançado sob a licença Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported. Muito pouco é conhecido sobre as pessoas por trás desta empreitada, sendo um deles Reuven Cohen, Fundador da Enomaly, de acordo com seu blog e outras fontes. O dedicado Google Group conta com apenas 15 membros. Nós estamos esperando que seus nomes sejam revelados.

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Tradução by Bruno Pimenta

Pelo amor de Deus, olha a tradução. Cloud -> Nuvem... Oo

Re: Tradução by Wagner Santos

Olá Bruno Pimenta !

Obrigado pelo seu feedback !!

Sua opinião é importante para nós, neste caso, o que você sugere ? "Manifesto Nuvem Aberta" ???

Grato

Re: Tradução by Felipe Rodrigues

Olá Bruno,

O que acha de ser um de nosso editores e contribuir com traduções e artigos? Dessa forma poderá contribuir para melhorar a qualidade do portal efetivamente.
Caso o interesse exista, envie um email para infoq@fratech.net que receberá as instruções.

Grande Abraço,

Felipe

Re: Tradução by Bruno Pimenta

Pelo contrário, Em algumas passagens do texto usa-se nuvem, porque não manter cloud? Concordo em "aportuguesar" ao máximo, mas também há limites.

Abraços,

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