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Quantas Galinhas No Máximo?

por Vikas Hazrati , traduzido por Samuel Carrijo em 14 Mai 2009 |

O daily scrum é uma reunião importante dentro de um time ágil. Durante esses 15 minutos, os membros do time relatam seus compromissos, bem como os impedimentos que os estão atrapalhando. De acordo com a metodologia Scrum, somente os membros comprometidos (porcos) podem falar durante a reunião. As outras pessoas interessadas (galinhas) podem participar, mas apenas como ouvintes. Existe um limite do número máximo de galinhas aceitável em um daily scrum? Uma discussão interessante no grupo scrumdevelopment tenta responder a essa pergunta.

Jason Plante iniciou a discussão ao mencionar que durante o daily scrum com um time de 5 ou 6 membros, 4 ou 5 gerentes comparecem á reunião. Segundo ele, isso provoca preocupação e desconforto no time.

Peter Stevens concorda e acrescenta,

O daily scrum existe para permitir que o time se auto organize, e não para informar os stakeholders. Se as galinhas estão deixando o time desconfortável, eu gentilmente "desconvidaria" os gerentes.  é uma proposta "tudo ou nada", e o ScrumMaster terá que por em prática suas habilidades diplomáticas!

Roy Morien sugeriu que o time deveria tentar explicar a situação aos gerentes. Se os gerentes ainda não compreenderem, então o time deve tentar encenar uma reunião pros gerentes e ter a reunião de fato mais tarde, como uma tática de sobrevivência. Ron Jeffries retrucou dizendo que a encenação de uma reunião é uma possibilidade, mas que ele acredita que táticas de sobrevivência são uma solução pobre. Elas diminuem ainda mais a confiança entre o gerente e seu time.

Majkic Sensei destacou a necessidade de possuir um diálogo aberto e sincero. Segundo ele,

Eu faria uma reunião com os gerentes, e diria francamente: "Os desenvolvedores estão se sentindo desconfortáveis com essa quantidade de galinhas no daily scrum. Eles estão se sentindo vigiados e isso arruina o espírito e os benefícios ágeis. Isso prejudica o projeto." Eu iria convidá-los para as reuniões de demonstração, nas quais eles poderiam entrar em contato com os desenvolvedores.

Alguns membros do grupo sugeriram ir direto ao ponto. As perguntas foram separadas em duas categorias: os motivos de os gerentes participarem do daily scrum e os motivos do time se sentir desconfortável na presença deles.

Luke Visser respondeu sob a perspectiva de um gerente. Segundo ele, a razão gerentes:membros de um time varia de 1:2 a 1:5. Depois, ele destacou o quanto os gerentes apostam em um projeto.

Você ficaria surpreso com o quanto um(a) CEO/MD aposta de fato em seu projeto. Especialmente se o dinheiro do projeto veio diretamente do bolso dele(a). é como se anulasse a analogia porco/galinha.

Segundo ele, na maioria das vezes o gerente sabe sobre a situação do projeto ouvindo conversas de outros ou a partir de boatos. Participar do daily scrum dá a eles a oportunidade de saber os fatos mais rapidamente. Eles também podem ajudar bastante a remover impedimentos assim que fica sabendo dos mesmos, facilitando o trabalho do scrum master.

Roy Morien deu a sua opinião na perspectiva do time. Segundo ele, independente do número de galinhas, a presença delas no daily scrum é inconveniente dependendo da cultura gerencial da organização.

Se a cultura gerencial é daquelas que dão suporte, encorajam, ensinam, então a presença dos gerentes pode ser benéfica. Parte dessa cultura gera um sentimento de liberdade; de poder admitir erros e falhas, e procurar ajuda do time para superar esses problemas.
O oposto dessa situação infelizmente é algo mais comum, que é a cultura gerencial do controle, da disciplina, da culpa, em que simplesmente não é uma boa idéia admitir os erros ou problemas na frente dos gerentes - especialmente se esses problemas surgiram devido a uma ação ou decisão desses mesmos gerentes. Eu já convivi em um ambiente "t?xico" desses e logo aprendi a me calar quando um gerente estava lá simplesmente para perceber as falhas de todos em vez de se informar sobre os sucessos obtidos.

A maioria do grupo concordou que a raiz do problema não é o número de galinhas, mas sim a cultura. A chave para resolver a questão é construir uma cultura de confiança e energia positiva, em que o grupo pode conduzir o daily scrum sem se sentir indevidamente intimidado ou controlado.

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