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Como Superar as Políticas Organizacionais?

por Vikas Hazrati , traduzido por Vinicius Assef em 17 Jun 2009 |

A política é parte integrante das organizações. O processo político faz parte do comportamento humano e organizacional. Geralmente, o pessoal técnico não gosta muito da política porque as questões técnicas são mais precisas e podem ser analisadas "no preto e no branco", enquanto as questões políticas têm vários tons de cinza, que não são tão simples de decifrar. Numa discussão recente no grupo de Desenvolvimento de Scrum, Joseph Little compartilhou alguns insights para lidar com as políticas organizacionais.

Joseph sugeriu que as políticas organizacionais não são tão difíceis quanto a maioria das equipes ágeis pensam. Ele sugeriu seguir os seguintes passos para superar as questões políticas:

  • Quando você estiver lutando boxe, não espere que o primeiro soco seja um nocaute. Planeje para terminar no 4º round. Com várias combinações de golpes.
  • É difícil de resistir à verdade. (Sim, eu sei que muita gente tentará negá-la e frequentemente culpará o seu defensor.) Continue procurando maneiras para que a verdade seja repetida e vivenciada. O Scrum faz a verdade aparecer.
  • Se um grupo de pessoas for junto à sala do gerente, é muito mais difícil para ele resistir. (Tenha certeza de que você está do lado da verdade, e que sua idéia faz sentido). Talvez seja ainda mais difícil se o gerente vier à sala da equipe. 
  • Justifique suas eliminações de impedimento. Faça melhores análises de custo-benefício. Faça-as como pequenos experimentos (p. ex.  mostre os resultados reais, depois).
  • Justificativas incluem: maior NPV para o produto, maior velocidade para a equipe, entregas  mais rápidas, etc. etc. Mostre as suas melhorias por trás desses itens chave. 
  • Crie a situação. Faça-a tão obviamente clara de modo que a única pergunta seja: "Como eu posso saber se os seus números estão corretos?" Os gerentes adoram aprovar coisas obviamente corretas.
  • Peça para fazer uma experiência. Tenha certeza que a amostra para teste é grande o suficiente para tirar conclusões. 

Dave Rooney sugeriu que esses pontos acima realmente fazem sentido, entretanto juntamente com as justificativas, é necessário que a equipe continue produzindo software que funcione. A equipe deveria solicitar um tempo limitado para experimentação e demonstrar os resultados para vencer a batalha política. 

Eric Deslauries reiterou mais tarde que o melhor meio de lidar com a política são os fatos. Ele citou um caso interessante no qual solicitava um computador melhor ao seu gerente, mas estava sendo ignorado.

Sendo persistente como eu sou, quando um dos meus colegas saiu de férias por uma semana, eu pedi para usar o novo Pentium dele durante esse período. Eu registrei o tempo de todas as minhas tarefas na semana anterior à sua saída. Então, ao usar a máquina dele, apurei quanto tempo estava economizando. Então, usei o tempo economizado para calcular o quanto  a companhia estava desperdiçando, enquanto eu ficava sentado esperando as coisas acontecerem (compilações, etc.). Ganhei o meu novo PC em poucas semanas.  

Joe Marasco, dividiu seus pontos de vista no artigo política em uma organização técnica. Ele sugeriu que as pessoas técnicas são geralmente avessas à política porque seus conhecimentos técnicos não as ajudam nessa área. De acordo com Joe, 

Enquanto isso talvez seja uma simplificação excessiva, é bastante seguro dizer que o corpo técnico prefere questões para resolver apenas com os méritos técnicos, ou talvez com alguma mistura de técnica e objetivos empresariais. Eles reagem, frequentemente com agressividade, à manipulação vista em várias discussões e negociações -- uma manipulação que eles associam ao lado mais obscuro do comportamento humano -- quase sempre caracterizado pelo auto-engradecimento e interesses pessoais. 

Joe lembrou também que quando o problema sai da seara puramente técnica e não pode ser resolvido objetivamente, então trabalhar com a política torna-se uma necessidade. 

Exemplos de questões políticas legítimas, incluem decisões de marketing, satisfação  do cliente, impacto empresarial e outros de mesma natureza. Por serem objetivos, os critérios técnicos são difíceis de serem introduzidos nessas áreas. O debate é necessário, inclusive o político.

Ele sugeriu que para situações subjetivas, a chave é envolver-se na boa política, que é baseada na busca de consenso, identiicação dos fatos, educação e decisões intelectualmente honestas. Ele aconselhou às pessoas técnicas, a manterem distância da política neutra, que é baseada no lobby, adiamento de decisões e etc. e da má política que é praticada com mentira, engodo e conspiração.

O  tema em questão nessa discussão nos leva a concluir que, apesar da política ser um ingrediente definitivo em qualquer organização, a chave para equipes ágeis é basear suas propostas e decisões em fatos, em consenso e em outros atributos da boa política.

 

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