Scrum e Estratégia
Se Scrum é completamente sobre curto prazo, como os caras da estratégia trabalhariam neste ecossistema?
Rastreando mudança e inovação na comunidade de desenvolvimento de software corporativo.
Postado por Vikas Hazrati , traduzido por Rafael Riberto em 07 Jul 2009 02:03 PM
Projetos ágeis são conhecidos por tratar problemas de mudanças rápidas. Podem ser mudanças por força de mercado, requisitos de sistemas ou implementações tecnológicas. Uma das mudanças que não combinam com projetos Ágeis, são mudanças freqüentes das pessoas que trabalham no projeto. Em empresas que adotam a metodologia Ágil, este é um desafio comum quando querem alocar pessoas entre os projetos. Roland Ceullar discute algumas formas de gerenciamento efetivo de recursos.
De acordo com Roland,
De tempos em tempos, nos deparamos com a fatídica questão de como fazer o "gerenciamento de recursos" em uma empresa que está adotando o Agile. "Como podemos alocar pessoas em 100% do seu tempo, em um único time, por um prazo tão longo, quando temos tantos projetos rolando? "
Ele menciona que existem 2 problemas fundamentais na questão acima.
Ele adiciona que pessoas não podem ser consideradas como peças individuais que podem ser movidas de um lado para o outro a qualquer tempo. Quando pessoas trabalham em equipes, caminha-se através do ciclo de maturidade de modelagem, inovação, normatização e desempenho. Isto requer tempo. Uma vez que o time atinge um bom desempenho, normalmente, é ruim desarranjar sua formação. A ideia deveria ser manter uma equipe com alto desempenho intacto, pelo maior tempo possível. Então, ao invés de designar pessoas aos projetos, seria melhor designar projetos a equipes com bom aproveitamento baseado nas suas capacidade e conhecimento. Contudo, isto seria diferente para especialistas, que ainda teriam de se mover pelos projetos dados seus conhecimentos específicos.
Um problema relacionado ilustrado por Joe Ocampo é a Matriz de alocação de pessoas. Isto reduz a porcentagem de alocação da pessoa em cada projeto. Assim, segue exemplo
Programador UberBob – É designado para:
De acordo com Joe, ele tem visto muito este modelo matrix de trabalho em projetos baseados em RUP, mas isto não funciona bem em projetos ágeis. Neles este modelo rompe a dinâmica do time, a comunicação e compromete a velocidade.
Fixando os recursos num determinado projeto e dedicando-os nos mesmo, ganha-se precisão e previsão de esforço. Modelos matrix interrompem a comunicação contínua, bem como a velocidade das interações. Quando você mistura e combina recursos de projeto em projeto toda semana, você pode jogar pela janela qualquer velocidade que tenha procurado, pois a dinâmica da equipe foi interrompida. Se você simplesmente faz trocas de pessoas um a um, não se espera que o resultado não seja afetado.
Para gerenciar um grande número de projetos numa organização, Roland sugere uma abordagem lenta. De acordo com ele, a organização deve enfileirar os projetos para as equipes, ao invés de colocar o time trabalhando em diversos projetos simultâneos. Dado a dinâmica do mercado e dos negócios, isto pode ser difícil de se atingir, porém ajuda numa melhor priorização dos projetos e no foco desejado. Nesta forma as equipes seriam capazes de atingir um alto nível de resposta e entrega nos projetos selecionados, ao invés de trabalhar em vários e não focar em nenhum.
Consequentemente, a mensagem implícita é focar nas pessoas. Projetos Ágeis seriam beneficiados se os recursos forem usados da melhor forma. Com isso, é mais interessante trabalhar com projetos em torno de equipes ao contrário de pessoas através de projetos.
Só o título que ficou esquisito... ficaria melhor: "Gerenciamento de pessoas em projetos ágeis". Quando li achei que fossem aquisições
- Qual é a novidade nisso ???????
"A ideia deveria ser manter uma equipe com alto desempenho intacto, pelo maior tempo possível. Então, ao invés de designar pessoas aos projetos, seria melhor designar projetos a equipes com bom aproveitamento baseado nas suas capacidade e conhecimento. Contudo, isto seria diferente para especialistas, que ainda teriam de se mover pelos projetos dados seus conhecimentos específicos."
Talvez ficasse melhor mesmo, mas o termo recurso é muito utilizado para descrever as pessoas disponíveis em um projeto, inclusive no modelo tradicional.
Tenho visto muitos casos em que cria-se uma equipe de arquitetura que contém apensa especialistas. Essa equipe dá suporte técnico para as outras equipes. Isso resolve grande parte do problema.
O Manoel Pimentel tem um case de uso de Lean para gestão desse tipo de equipe. É muito interessante.
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