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Detalhes sobre o novo Google Chrome OS

por Abel Avram , traduzido por Carlos Mendonça em 27 Nov 2009 |

O Google abriu o código-fonte do Chrome OS um ano antes do lançamento planejado, que deve acontecer algum tempo antes dos feriados de inverno (no hemisfério norte) de 2010. O Google está trabalhando com fabricantes de hardware em um novo protótipo de referência que acomodaria seus requisitos de velocidade e segurança, que são funcionalidades chave para o novo sistema operacional.

Uma vez que todo mundo sabe como utilizar um browser, o Google quer que o Chrome OS se pareça com e se comporte como um browser. Na prática, o que os usuários recebem é um browser Chrome rodando em cima de um sistema operacional Linux customizado, que é completamente escondido do usuário por questões de simplicidade. Todos os dados ficam na nuvem e não são permanentemente gravados localmente. Uma cópia dos dados nos quais o usuário trabalha é guardado localmente como um cache por questões de velocidade. Uma implicação é que editar um documento pressupõe copiá-lo logo depois no cloud.

O Google está planejando o lançamento de fato para o mercado daqui a 1 ano. A UI proposta atualmente mudará com o tempo. A ideia é usar abas de browser fixas que comportam-se como abas de aplicações e elas não se moverão contanto que estejam fixadas de forma que pode-se acessar e-mail, calendário, documentos ou outras aplicações escolhidas. Elas são as 5 abas a esquerda na figura abaixo:

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Ao se clicar no logotipo do Chrome localizado no canto esquerdo superior, pode-se acessar o menu de aplicações mostrado abaixo. É uma página web que mostra todas as aplicações que o usuário pode acessar. Além disso, ele pode adicionar outras nesta página:

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A UI deta página está sujeita a mudanças. As aplicações são iniciadas como janelas leves chamadas “painéis” e elas podem ficar em cima das outras mesmo que o usuário escolha outra aba do browser. Elas também podem ser minizadas ou fechadas.

O Chrome OS é um SO totalmente aberto e não-proprietário. Por exemplo, ao se acessar um arquivo Excel através de um dispositivo de armazenamento (SD card), o Chrome OS acessará o Windows Live da Microsoft, e abrí-lo-a se esta for a aplicação configurada para processar estes arquivos:

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Netbooks que rodarem o Chrome, não precisam ter discos rígidos convencionais. Ao invés deles, eles utilizariam soluções baseadas em memória ou discos solid-state (SSD). Isso aumenta em muito a velocidade de boot, que hoje é cerca de 7 segundos, mas que se promete ser ainda mais rápido. O firmware verifica a assinatura do kernel otimizado e, se é OK, ele carrega o kernel que, por sua vez, carrega o browser. Se uma das assinaturas estiverem incorretas por causa, por exemplo, de vírus, o firmware irá baixar um kernel e OS padrões e seguros, sendo que todo este processo é automático. Esta restauração é feita sem se perder dados do sistema ou das aplicações, sem se perder configurações e até mesmo sem se perder o cache. Além disso, o Chrome OS se atualiza com novas versões quando elas estiverem disponíveis.

A segurança do Chrome OS envolve uma completa separação de aplicações web rodando em abas separadas umas das outras e separadas do sistema. O sistema de arquivos do SO é configurado como somente-leitura por questões de proteção. Todos os dados do usuário são sincronizados com a nuvem, de forma que o armazenamento local é usado apenas como cache. Desta forma, se o SO é infectado ou o computador é perdido, o usuário pode obter outro e, utilizando suas credenciais, ele carregará todo o SO, aplicações e configurações em muito pouco tempo.

O Google está trabalhando com fabricantes de hardware para elaborar um novo conjunto de hardwares para netbooks que deverão acomodar os requerimentos de velocidade e segurança. Além disso, o Google requisita que os netbooks sejam feitos um pouco maiores para acomodar um teclado de tamanho padrão e para ter mouse pads melhores. Além disso, o hardware de referência irá incluir informações sobre a resolução da tela, provavelmente especificando resoluções maiores do que aquelas usadas nos netbooks de hoje.

á existem várias aplicações para edição de mídia e documentos suportadas. Executar vídeos, carrega fotos, editar documentos já estão funcionando e qualquer pode acessar inúmeras aplicações online. O Chrome OS não é proprietário de forma alguma.

O código é open source, pode ser baixado, está no projeto chamado Chromium OS e o Google vai usar o mesmo trunk que todo mundo, mas o produto será chamado, provavelmente, Chrome OS. O Google também abriu seus documentos de projeto divulgando, com isso, seus planos para o futuro e estão aceitando qualquer contribuição.

Referências: Vídeo introduzindo o Chrome OS, Código-Fonte, UI Experiments, Documentos do Projeto.

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