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Cloud Computing precisa de uma Virtualização de Servidores?

por Jean-Jacques Dubray , traduzido por Anderson Duarte Vaz em 27 Jul 2010 |
Simeon Simeonov, ex-arquiteto chefe da Allaire, quem trouxe o Cold Fusion para o mercado, um dos primeiros Servidor de Aplicação Web, escreveu um experiemento sobre o futuro da virtualização e após isso o CTO da VMWare, Steve Herrod comentou:
Estamos comprometidos em tornar o Spring a melhor linguagem para aplicações nas núvens, mesmo se a núvem não for baseada no VMWare vSphere.
Simeon declara, como muitos, que:
Virtualização de servidores criou a computação nas núvens. Sem a habilidade de executar múltiplas instâncias de servidores lógicos em um mesmo servido físico, a economia da computação nas núvens que conhecemos hoje em dia não seria possível.
No entando, ele diz:
Virtualização de servidores como conhecemos hoje em dia [...] é somente um suporte que precisamos até que as plataformas para aplicações nas núvens amadureçam ao ponto onde as aplicações serão construídas e instaladas sem nenhuma referência para as noções correntes de servidores e sistemas operacionais. Quando isso acontecer, o valor da virtualização de servidor vai cair substancialmente.
O CEO da VMWare, Paul Maritz, explica que:
Cloud computing na camada de insfraestrutura é o novo hardware. A unidade de escala da cloud hoje é o servidor virtual. [...] Isso irá mudar na próxima fase da evolução da computação nas núvens. Nós já começamos a perceber o primeiros sinais dessa transformação com o Google App Engine, o qual possui escabalidade automática embutida, e o Heroku com sua noção de dynos e workers como unidades de escalabilidade. Desenvolvedores trabalhando com o Google App Engine e Heroku nunca precisam se preocupar com servidores, virtuais ou físicos. [...] computação nas núvens na camada de aplicação será o novo hardware.
Simeon alega que:
Em primeiro lugar, virtualização de servidores geram um custo adicional. Testes de desempenho do VMWare mostram que o custo adicional é de 8 a 12 porcento. Entretanto, quando várias máquinas virtuais executam no mesmo servidor e começam a competir por recursos de hardware e de rede, esse custo é substancialmente maior.
Ele explica que não existe nenhuma razão para pagar tal custo como:
aplicações mais modernas, [...] dependem de acessibilidade de recursos de rede tais como banco de dados e serviços Web ao contrário de recursos locais como arquivos e processos. [Esse é o motivo de as] startups estão construindo camadas virtuais customizadas de aplicações que livram as aplicações dos servidores, obviamente necessitam da virtualização do Windows e sistemas operacionais Linux completos. [...] Isolação para alocação múltipla será alcançada na camada plataforma-como-serviço (PaaS) e não na camada da máquina virtual.
Simeon explica depois de uma conversa com Werner Vogels, CTO da Amazon:
O grande obstáculo em instalar esses tipos de Plataforma-como-Serviço em nuvens públicas é a confiabilidade. Agora mesmo, o AWS (Amazon Web Services) confia na camada de virtualização do servidor o fornecimento de segurança e isolamento. Técnicamente, isso não é díficil de se fazer na camada PaaS. De fato, isso é bem fácil - você só tem que remover as APIs perigosas - mas eu imagino que isso ainda vai levar ao menos um ou dois anos até que o volume de uso de PaaS se torne vantajoso para grandes fornecedores públicos de computação nas nuvens façam um esforço para eliminar o custo adicional de uma virtualização de servidores.
Ele prevê que:
Computação nas Nuvens de empresas privadas irão precisar de virtualização de servidores por enquanto, [mas a virtualização de servidores e os sistemas operacionais servidores tradicionais] terão um pico em três anos e então irão começar um contínuo declínio.
Ele conclui:
A VMWare está vendo claramente o futuro e está se preparando para aproveitar as vantagens da Plataforma-como-Serviço. [...] Logo será possível se livrar de problema da virtualizaçao de servidores e, como no memorável momento do Forrest Gump, será possível executar aplicações mais leves e escaláveis nas núvens na próxima geração da PaaS. Por enquanto, minha sugestão é para os desenvolvedores de aplicação pararem de escreverem código que acessam o hardware ou qualquer objeto do sistema operacional e pensar no futuro, a PaaS.

Aplicações com Arquitetura Inchadas (desde o hypervisor, o sistema operacional, a máquina virtual até os vários serviços, dados e containers) necessitam de uma maior transformação. Depois de um início tímido da IaaS ( Infraestrutura como serviço) e do SaaS (Software como Serviço), PaaS pode ser a nova grande coisa na computaçao das núvens. Qual sua opinião sobre isso?

 

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