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Entrevista com Ken Schwaber, parte 2

por Dan Mezick , traduzido por Fernando Kamei em 06 Out 2010 |

Ken Schwaber é o co-criador do Scrum junto com Jeff Sutherland. Esta é a Parte 2 de várias partes de uma entrevista com Ken, abrangendo certificações, testes, treinamentos do Scrum, a influência do método Kanban para gestão de trabalho, e as idéias de Ken sobre o futuro do Scrum, e muito mais.

A Parte 1 da entrevista é encontrada aqui.

Ken é fundador da Scrum.org, uma organização credenciada em oferecer treinamentos, certificações e avaliações de habilidades do Scrum.

Ken, as normas em organizações comuns tendem a possuir um baixo nível de colaboração. Ausente de um alto nível de colaboração, a autoridade de fazer essas importantes decisões de implementações do Scrum (como quem vem a se tornar um Product Owner ou um Scrum Master) é destinada às pessoas que possuem cargos de trabalhos formais como o CEO, CFO, vice-presidente, entre outros. Muitas vezes, as políticas criadas pelas pessoas desses cargos, são muitas vezes o que torna necessário a implantação do Scrum em um primeiro momento. Isso não seria um bom argumento prescritivo que regula a execução do Scrum definido no Guia?

Mais uma vez, um terreno incerto em que não podemos confiar em uma fórmula pronta como uma receita médica, por isso nossos velhos costumes tem nos trazido muitos problemas. Um guia prescritivo é por definição limitado: faça isso, não faça aquilo. Como o Scrum é um processo de circunstâncias complexas (mais desconhecido do que conhecido), isso significa que a nossa própria prescrição poderá se provar errada muitas vezes. Então isso irá gerar consequências não planejadas, bem como fornecer desculpas para coisas que não funcionam. Por exemplo, se o Scrum disse: “Os gerentes de projetos devem ser a fonte dos Scrum Masters.” Isso poderá acarretar no seguinte: “Nós gostaríamos de escolher um outro Scrum Master, mas o Scrum diz que ele deve ser o gerente do projeto. Scrum é uma porcaria, nosso Scrum Master é uma porcaria, o que vocês esperam?”

Então, a intenção do Scrum é permitir que as pessoas façam o melhor, incluindo as tomadas de decisões, e então avaliar as suas consequências. Se a consequência for algo diferente do esperado, deve-se fazer uma adaptação para melhorar o resultado, assim a prescrição cobra a responsabilidade das pessoas.

Nós queremos ficar livres de metodologias e outros que dizem que o Scrum seria mais simples se as pessoas que o usam não precisassem ser inteligentes e não precisassem descobrir seus próprios problemas.

Nos fale sobre o processo de credenciamento da Scrum.Org. Por exemplo, como uma pessoa se torna um certificado Profissional Scrum Master pela Scrum.Org?

Credenciamento ou avaliação, iniciado com uma ampla aceitação do conhecimento. No Scrum, é o Guia do Scrum, definido pelos próprios criadores, eu e Jeff Sutherland. A avaliação é formada por uma série de questões que verifica se a pessoa possui conhecimento no Scrum, sendo certificada a pessoa que demonstrar um nível de conhecimento de 85% ou superior na avaliação.

Também temos avaliações de conhecimento de uma pessoa utilizando o Scrum para criar produtos de Software, essa é a avaliação PSM II. A terceira avaliação é verificar se uma pessoa tem conhecimentos em criar softwares incrementais em uma equipe de Scrum, utilizando uma tecnologia específica (.Net e Java). A Scrum.Org possui parceiros que possuem programas de treinamentos que ajudam as pessoas a adquirirem esses conhecimentos, mas o treinamento é completamente separado da avaliação.

As pessoas podem obter o conhecimento, sem ao menos fazerem o treinamento.

Os mais competentes Scrum Masters possuem um Backlog de impedimentos, adicionando artefatos personalizados na implementação do Scrum. A mais nova versão do Guia do Scrum um novo artefato, o Release Burndown. Assim, uma possível incorporação de um Backlog de Impedimentos ao guia está longe?

Certamente, essa é a ideia. No meu livro “Empresas e o Scrum” (Enterprise and Scrum), eu sugiro um backlog de produto da empresa, que é simplesmente um Backlog de Impedimentos da organização. Eu acredito que possam existir muitos artefatos que são necessários e utilizados por muitas pessoas e empresas que utilizam o Scrum, mas que não fazem parte de uma definição formal, como o Guia do Scrum.

Nota do artigo:

Esta é a parte 02 da entrevista com Ken Schwaber. Fique atento a próxima parte da entrevista, onde Ken discute alguns tópicos atuais e controversos, como o a relação entre o Scrum e o Kanban, nível de maturidade da comunidade Scrum, o que vem para a comunidade ágil, e muito mais.

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