Formando equipes de alto desempenho, parte 1: Início e fases de evolução
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Postado por Vikas Hazrati , traduzido por Rafael Buzon em 08 Nov 2011
Um estudo alarmante publicado na Harvard Business Review tem despertado grande interesse na comunidade. Os resultados indicam que projetos de TI são muito mais arriscados do que se pensa: entre os mais de 1.400 projetos pesquisados, uma média de 27% extrapolaram o orçamento. 16% dos projetos poderiam ser chamados de Cisnes Negros: excederam o custo em mais de 200% e tiveram atrasos de mais de 70%, um nível de fracasso grande o suficiente para levar empresas à falência.
Boris Gloger considera os resultados assustadores:
Ainda mais assustadora são as conclusões dos autores [...]: se você quer evitar a morte lenta causada pelos projetos de TI, precisa estar preparado para gastar 400% a mais do planejado, e obter somente 25% dos benefícios esperados. Se mantiver isso em mente, talvez você seja capaz de evitar que uma empresa seja destruída por um projeto de TI.
Paul Glen afirmou que seria esperada uma distribuição dos atrasos nos projetos em curva de sino, mas, supreendentemente, este não foi o caso. Um número desproporcional de projetos resultou em fracassos enormes, com potencial de destruir organizações inteiras.
No blog The Daily Standup, foi acrescentado que nos últimos 15 anos a indústria não melhorou a entrega de grandes projetos de TI.
Um dos possíveis motivos para a situação atual pode ser, segundo o autor, o fato de haver muitos projetos de migração de plataforma (re-platforming) apontados pelo estudo. Por outro lado, ele cita um projeto de migração de plataforma que foi bem sucedido, pois tinha todos os ingredientes de um bom projeto ágil.
Um exemplo de sucesso citado pelo artigo da HBR foi de um projeto do Banco Emirates, em 2006, que mostra um caminho de sucesso para conduzir um projeto grande e complexo. As lições aprendidas no projeto foram:
- Mantenha o cronograma;
- Resista a mudanças no escopo do projeto;
- Quebre o projeto em pequenos módulos;
- Monte a equipe certa;
- Evite rotatividade entre os membros da equipe;
- Enquadre a iniciativa como um esforço de negócio, não técnico;
- Mantenha o foco em um único objetivo (estar pronto para o release), medindo cada atividade contra este objetivo.
Boris acrescentou que outra razão para números tão decepcionantes, é estarmos tratando com as pessoas erradas.
Talvez estejamos lidando com as pessoas erradas, como Ken Schwaber disse em seu novo livro, prestes a ser publicado. Possivelmente clientes de TI, desenvolvedores de software e de produtos precisem simplesmente não aceitar mais que os departamentos de TI, de Qualidade e de Processos não possam criar resultados completos, tangíveis e mensuráveis a cada duas semanas.
Mary-Ann Massad adicionou nos comentários que um bom modelo de governança pode fazer a diferença em muitas organizações. De acordo com Mary-Ann,
Governança de verdade significa liderança. A verdadeira governança se trata de coragem, coragem de dizer a verdade mesmo quando não será bem recebida. Muitas empresas "bem gerenciadas" funcionam dentro de uma cultura de medo e “pensamento de grupo”. É este o motivo pelo qual projetos de TI, na verdade qualquer projeto, têm a capacidade de arrasar uma empresa. Precisamos trabalhar em empresas que cultivem a sinceridade, a diversidade de opiniões e o pensamento integrado.
Desse modo, poderíamos mergulhar mais fundo na ánalise de limitações e aprender a partir deles, porém os números indicam a necessidade de uma reavalição geral da forma como os projetos são executados.
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