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A inovação deve ser o foco das equipes de Arquitetura Corporativa?

por Richard Seroter , traduzido por Adalberto Zanata em 06 Jan 2012 |

Os Arquitetos Corporativos podem estar se preocupando desproporcionalmente com a consolidação do portfólio, e com padronização e simplificação, em vez de oferecer liderança na inovação tecnológica dos negócios, afirma Brian Hopkins, analista da Forrester Research, em um post recente de seu blog.

A afirmação de Hopkins foi baseada nos resultados do levantamento denominado "A Situação da Arquitetura Corporativa", realizado pela Forrest Research em setembro de 2011, que obteve o feedback de arquitetos sobre quais metas relacionadas a Arquitetura Corporativa (EA na abreviação em inglês) foram priorizadas e receberam investimentos. O item de maior destaque foi o crescente foco dos negócios na equipe de EA e essa priorização em particular coincide com o relatório anterior que já havia destacado essa tendência.

Outras tendências prioritárias identificadas pelo levantamento da Forrester incluem a simplificação de portfólio e de roteiros, e a eficácia dos processos e métodos de Arquitetura Corporativa. Hopkins destaca que apenas 37% dos entrevistados citam como prioritárias as "melhorias na forma como suas empresas identificam e integram novas tecnologias". Esse resultado contrasta com outros levantamentos realizados com CIOs e arquitetos, que reconhecem as inovações tecnológicas nos negócios como sendo um assunto de alta prioridade e em crescimento nas iniciativas de Arquitetura Corporativa.

Mas a arquitetura corporativa e a inovação combinam? Jude Umeh, da CapGemini, disponibilizou um webcast sobre esse tópico e destacou três circunstâncias onde a inovação normalmente ocorre: novos mercados e produtos, novos serviços e mudanças nos custos de produção. Também destacou tendências de tecnologias emergentes que podem causar impacto significativo em uma empresa.

Hopkins, por sua vez, usou o exemplo da Netflix, demonstrando como uma iniciativa impulsionada pela tecnologia usou tecnologias de computação em nuvem para fazer do streaming de vídeo um produto novo e viável, dando à empresa uma vantagem competitiva em um ramo emergente.

Qual papel desempenha uma organização baseada em Arquitetura Corporativa na promoção de um departamento de TI inovador? O anúncio recente do Prêmio de Arquitetura Corporativa de 2011 da InfoWorld fornece algumas dicas, pois muitos dos vencedores demonstraram valor através de roteiros e arquiteturas de referência. A empresa First Data utilizou esses artefatos para assumir um papel de liderança na coordenação de adoção de tecnologia. A descrição da sua premiação resume qual foi o seu papel no avanço da inovação através de roteiros (roadmaps) estratégicos.

Como proprietário dos roadmaps, o Arquiteto Corporativo é responsável por assegurar a colaboração efetiva do desenvolvimento com os canais de parceria para garantir que os benefícios das tecnologias emergentes estejam sendo efetivamente capturados. Garante também que a companhia continue a estender os limites da tecnologia no desenvolvimento de competências internas e na oferta de novos produtos. Isso inclui a alavancagem interna de nuvens privadas com automação do provisionamento, integração de serviços de comunicação em tempo real (mensagens instantâneas, encontros telepresenciais e vídeoconferências), implantação de tecnologias de consumo (iPads) e incorporação da tecnologia Watson da IBM para gerenciar os 120TB de dados corporativos a serem migrados para um data warehouse consolidado.

Embora as equipes de EA pareçam participar do avanço tecnológico, Hopkins modera as expectativas quanto ao seu papel nessa área. Em outro post do seu blog, Hopkins menciona que as organizações não devem esperar que as equipes de Arquitetura Corporativa sejam a fonte de inovação. Diz:

Os melhores agentes de inovação tecnológica são os usuários que têm um problema específico a ser resolvido. A motivação para solucionar uma questão que afeta as suas vidas é o ingrediente chave da inovação. Os Arquitetos Corporativos não têm problemas desse tipo, pois agem como uma ponte entre o negócio e a tecnologia, e na maioria das vezes tentam resolver coisas que afetam a vida de outras pessoas.

Hopkins não acredita que as equipes de Arquietura Corporativa devem ser a fonte das inovações; no entanto as encoraja a terem uma participação mais ativa na identificação de pessoas que fazem coisas inovadoras na organização. Considerando os vencedores do Prêmio de Arquitetura Corporativa, indica também que as equipes de EA que colaboram diretamente com os parceiros de negócio, e que têm modelos de referência de arquitetura consistentes, absorvem inovações e identificam áreas de impacto mais facilmente.

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