InfoQ

InfoQ

Notícias

Meus Favoritos

Faça oLogin ou Cadastre-se para ativar o recurso de favoritos por tempo ilimitado.

O conteúdo foi adicionado aos favoritos!

Houve um erro ao adicionar aos favoritos! Por favor, tente novamente.

Comando e controle: distribuindo o poder para fortalecer a liderança

Postado por Fernando Ultremare em 25 Jan 2012

Seções
Processos e Práticas
Tópicos
Gerenciamento de Projetos ,
Agile ,
Liderança

Esther Derby, coach de Agile e autora de livros sobre gerenciamento e técnicas ágeis, faz uma reflexão sobre as responsabilidades e a eficácia dos gestores, tendo como pano de fundo as estruturas de comando e controle nas organizações. 

Derby diz:

Quando o poder não está concentrado em um grupo de pessoas (gestores), existe muito mais possibilidades de parceria, criatividade e fortalecimento da liderança.

Com essa afirmação, ela destaca não estar propondo que os gerentes e as estruturas de controle deixaram de ser necessários nas organizações, mas adverte que manter estes controles não é o mesmo que dispor as pessoas em uma linha hierarquica de poder, que é a essência da gestão Taylorista.

Comando e controle não é apenas um tipo de mentalidade ou estilo de gestão (embora seja as duas coisas). O que geralmente não é destacado é o poder que repousa sobre as pessoas que estão em cargos de gerência... Gerentes tradicionais têm poder e esse poder vem de diferentes fontes. Parte daquilo que "irrita" as pessoas... é a forma que os gestores exercem esse poder.

Para Derby, a noção de que os gestores devem manter as pessoas em uma linha hierárquica parte do suposto que essas pessoas não sejam responsáveis nem inteligentes e que, se deixadas à própria sorte, irão cometer erros estúpidos. Segundo ela, em muitas organizações os gerentes dizem que querem pessoas e equipes responsáveis, mas as tratam como "verdadeiras crianças".

A autora cita um caso concreto:

Um gerente que conheço recomendava fortemente que os funcionários assumissem a responsabilidade pelo próprio desenvolvimento profissional. Mas quando um desenvolvedor pediu para participar de um treinamento, esse gerente questionou seriamente a qualidade do curso e pediu que fosse gerada documentação detalhada sobre ele - e no final rejeitou o pedido, alegando que ninguém "responsável" na empresa havia examinado o treinamento apropriadamente.

Esther Derby nos lembra que as equipes existem, é claro, dentro do contexto da organização e que os gestores possuem, sim, uma responsabilidade fiduciária; representam os interesses da empresa como um todo. Mas isso não significa que devem forçar outros adultos (a equipe) a "suplicarem" por aprovações para poder cumprir suas próprias responsabilidades.

Como conclusão, Derby apresenta um conjunto de sugestões que visam distribuir o poder e orientar aos gestores como obter maior comprometimento e maturidade das equipes. Aqui apresentamos uma compilação:

  1. Estabeleça diretrizes (por exemplo, "a capacitação deve ser relevante para os projetos atuais ou futuros"), e deixe a equipe avaliar qual a sua própria necessidade de treinamentos. Diretrizes funcionam como controles e estabelecem limites, dentro dos quais a equipe deve ter autonomia. Controle a autonomia, ambos são necessários.
  2. Compartilhe as decisões de contratação com as equipes com as quais a nova pessoa irá trabalhar;
  3. Ao invés de gerentes tomarem decisões individuais sobre promoções, crie um grupo responsável que busque analisar as necessidades de promoção de forma colaborativa;
  4. Estabeleça seu programa de desenvolvimento profissional e de carreira através do auxílio de mentores, em vez de deixá-lo sob responsabilidade do próprio gestor que acompanha o time.

A polêmica em torno da real necessidade de gerentes no contexto de projetos de software é bem recente. Derby traz uma visão abrangente, com base em uma análise das estruturas de poder e seus desdobramentos, e lança a provocação de que o poder deve primeiro ser distribuído para que no todo seja aumentado. Mas isso valeria em todos os casos?

Conteúdo Educacional

Formando equipes de alto desempenho, parte 1: Início e fases de evolução

Nesta primeira parte de uma série sobre equipes de alto desempenho e gerenciamento Agile, veja uma introdução geral e uma apresentação dos estágios de formação das equipes.

Business Model Canvas, passo a passo

O Business Model Canvas é uma ferramenta estratégica para a construção visual de novos produtos ou serviços. Conheça cada um dos seus elementos e como preencher o Canvas, passo a passo.

Google Apps Script, Parte 2: Google Docs, triggers e envio de emails

Nessa segunda e última parte de uma série sobre o Google Apps Script, conheça como funciona o envio de emails, a conversão de documentos e como criar menus e triggers.

Serviços de cloud computing PaaS: um guia para desenvolvedores Java

Este artigo avalia seis dos mais importantes fornecedores de serviços de cloud computing PaaS para desenvolvedores Java, analisando critérios como desempenho, escalabilidade e tecnologias suportadas.

Canvas de Modelo de Negócios: uma contribuição para o sucesso de Startups

O Canvas de Modelo de Negócios é um novo modo de comunicar e suportar a validação iterativa, incremental e empírica de modelos de negócio de startups e novos produtos substituindo o plano de negócios.

Entrevista com Rebecca Parsons Parte 2: Agile Distribuído, Arquitetura vs. Design e SOA

Nesta segunda e última parte de uma entrevista exclusiva para InfoQ Brasil, Rebecca Parsons, CTO da ThoughtWorks, fala sobre o Agile Distribuído e técnicas para definição de arquiteturas.

Entrevista com Rebecca Parsons Parte 1: Agile nas Empresas e Arquitetura Evolucionária

Nessa primeira parte de uma entrevista com a CTO da ThoughtWorks, veja recomendações sobre formas de construir e arquitetar sistemas para obter o máximo de flexibilidade e responsividade a mudanças.

Agile das equipes à organização: o papel do gerente, estratégias e dicas para a adoção

Os gerentes de projetos podem assumir o papel crítico de liderar a introdução do Agile. Vejas conceitos, dicas e técnicas para apoiar esse processo de mudanças.