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Nova tendência ágil: Transformando o Negócio

por Christopher Goldsbury , traduzido por Aline Imai em 28 Fev 2012 |

À medida que a comunidade de desenvolvimento de software continua a amadurecer as práticas e técnicas ágeis, o mundo dos negócios vem sentindo o forte impacto causado por estes novos conceitos. Um recente relatório do Forrester Research destaca que o Agile de ontem visava a melhoria no desenvolvimento de software, porém o desafio atual está na transformação completa da cadeia de valor do software, focada na obtenção de maiores benefícios. Essa mudança de direcionamento causa impacto no orçamento, gerenciamento de fornecedores e produtos, feedback das partes interessadas e operações. De acordo com o relatório:

Desde o início, o objetivo da filosofia ágil foi entregar software com maior valor, mas para atingir esse objetivo, os praticantes do Agile devem primeiramente desenvolver equipes melhores na construção de software, sem considerar o seu valor. Essas mudanças criaram distúrbios no restante da cadeia. Assim, o objetivo da segunda fase da história do Agile, a era em que vivemos, consiste em novas diretrizes que definem como a equipe de desenvolvimento e outros grupos trabalham juntos. O pensamento Lean tem se destacado nessa fase, pois propõe novas práticas como a entrega contínua e melhorias na experiência do usuário (UX - User Experience).

O VentureBeat também comentou sobre o relatório:

Há ainda muito foco sobre como as equipes podem ser melhores em construir software, mas cresce o pensamento sobre como fazer para o restante do negócio avançar. Hoje, portanto, existem duas fases concomitantes no Agile. Há a fase tradicional em que a maioria das empresas estão olhando para o Agile como uma nova abordagem de desenvolvimento de software, e fazendo considerações como 'precisamos ir para o Agile'. E existe a fase em que as empresas estão aplicando o Agile em áreas dentro da organização, como: gerenciamento de portfólio, projetos e fornecedores, contratantes, etc.

Os dez anos de manisfesto ágil, o subsequente conjunto de reflexões e as quatro principais áreas de foco para o futuro, mostram este novo paradigma:

O futuro do Agile é expandir para além da criação do software e além dos limites de TI. Quase todas as empresas dizem que adotarão práticas ágeis. A oportunidade está em aplicar o que o movimento ágil aprendeu sobre a organização de equipes, colaboração em projetos complexos e resposta às mudanças contínuas dos requisitos, e aplicar esses princípios para redesenhar completamente a maneira como as empresas operam.

Conforme o Agile avança no mundo dos negócios... será que sobreviverá sem alterações? É pouco provável. O próprio manifesto passou por uma proposta de alteração, feita por Scott W. Amblerand, a fim de refazê-lo com menos foco em software, tornando-o em uma aplicação mais genérica. Todavia foi decidido manter o manifesto "assim como está", por enquanto.

Capacidades e habilidades também estão sob avaliação. O crescimento do coaching de Agile desde o final dos anos 2000, o reconhecimento e a introdução de uma certificação agile pelo PMI, e a expansão da certificação em Agile para outros papéis, organizados por grupos como ICAgile, ilustram como a comunidade ágil está comprometida em abraçar esta nova e emergente causa.

Enquanto o mundo dos negócios reflete sobre a novidade de se fazer reuniões stand-up (reuniões diárias, em pé, de curta duração), a terra pode estar se movendo sob seus pés. O recente evento Stoos pode revelar-se um encontro produtivo que catalisa os valores ágeis nos negócios e na cultura corporativa como um todo.

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