BT

Manifesto 501: pelo direito à vida pessoal no desenvolvimento

por Eder Ignatowicz em 18 Abr 2012 |

Um documento intitulado Manifesto 501, criado nos moldes dos manifestos Ágil e Software Craftsmanship, recentemente causou polêmica ao questionar o senso comum da comunidade de desenvolvimento de software. O Manifesto gerou dezenas de comentários entusiasmados no Hacker News e continua repercutindo na web.

Em oposição à dedicação e empenho profissional, proclamada pela comunidade de desenvolvimento, o autor do manifesto (que não se identifica claramente) defende a posição de que os desenvolvedores de software tenham orgulho do seu trabalho - mas que não vivam e sejam definidos somente pela sua vida profissional.

Abaixo, está a parte principal do manifesto:

Nossas famílias em vez de objetivos comerciais de empresários

Tempo livre, em vez de lanches grátis

Viver nossas vidas em vez de manter nossa marca pessoal

Ritmo sustentável em vez de heroísmo

Projetos pessoais em vez de produtos comerciais de que o mundo não precisa

Ter dinheiro para roupas de qualidade em vez de ganhar camisetas grátis da Microsoft

Jogar pebolim em um bar com amigos em vez de jogar na empresa com o seu líder de projeto

Procurar não ser um idiota, em vez de ser um desenvolvedor rockstar

Em seguida, o autor radicaliza, questionando algumas comportamentos comuns de desenvolvedores famosos (ou em busca da fama) na comunidade:

Se você mantém um blog técnico, contribui para projetos open source, participa de reuniões de grupos de usuários no seu tempo livre, lê principalmente livros relacionados à programação e à produtividade e sempre está comprometido à excelência em seus projetos... sentimos respeito por você, um pouco de pena também, mas o nosso sentimento é basicamente respeito.

O autor segue afirmando que, seguindo essa conduta, em que o trabalho toma conta da vida pessoal, a probabilidade de o profissional evoluir na hierarquia da empresa é alta. Por outro lado, é importante reconhecer que o sucesso dos projetos depende não só das capacidades técnicas, mas também do respeito aos indivíduos como pessoas autônomas e com vida própria. O autor provoca:

Acerte nisso, e faremos um grande trabalho. Erre e há grande chance de estragarmos sua festa. Há muitos mais de nós do que há de vocês.

O respeito a estas diferenças é essencial para o sucesso, pois, segundo o autor, o número de profissionais preocupados com o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é maior do que do que os viciados em trabalho.

Em tempo, o termo 501 foi criado por Paul Lockwood e tem origem na rotina de uma parcela dos desenvolvedores que deixam a empresa e a preocupação com seus projetos um minuto após as 5 horas da tarde (o final do expediente 'padrão' nos Estados Unidos).

E você? Em qual categoria se enquadra? O que deseja para o futuro? Ser um desenvolvedor rockstar ou 501?

Olá visitante

Você precisa cadastrar-se no InfoQ Brasil ou para enviar comentários. Há muitas vantagens em se cadastrar.

Obtenha o máximo da experiência do InfoQ Brasil.

Dê sua opinião

HTML é permitido: a,b,br,blockquote,i,li,pre,u,ul,p

Receber mensagens dessa discussão

Eu concordo PLENAMENTE... by Benjamim Marcos de Castro Junior

Eu concordo plenamente sobre o desenvolvedor ter uma vida própria, eu toco um projeto independente também, fora o da empresa onde trabalho, estou em busca do meu “ponto de rompimento”, mas atualmente onde estou trabalhando, assim como todas as demais empresas que trabalhei em 10 anos de carreira como desenvolvedor (hoje tenho 30 anos), lugares como Bolsa de Valores, RedeCard, Saae Guarulhos... todos os projetos onde eu e meus amigos estavam os prazos já estavam estourados, os chefes com prazos, que juro, até hoje eu não sei de onde eles vêm, são medidos não sei com que base, logo, todos estes prazos vieram da cabeças do nossos chefes. E eu já vi de tudo, chefe criando conflito entre desenvolvedores para conseguir mais produtividade, afinal, eles possuem as metas deles, que alcance a qualquer custo, e alguns desenvolvedores ficam nesta neura ae, eu acredito que é possível em um ambiente sustentável ter produtividade e ao mesmo tempo companheirismo e um verdadeiro trabalho em equipe, onde o resultado seja um conjunto de ações sem custar mais ou menos para alguns que ficam articulando situações “like O Aprendiz”. E tenho sorte de gostar do que faço, me dedico e sempre que acho que o local onde estou não está bom, eu aviso sobre a situação e procuro outro, por todos os lugares fiz muitos amigos e que concordam comigo. Sempre saímos, coisa de família mesmo, passo mais tempo com eles do que com minha própria família, por isso prefiro um ambiente mais sustentável.

A culpa é sempre dos gerentes? by Victor Tales

É impressinante como grande parte dos programadores ainda acham que a culpa é do "gerente". Isso parece o povo na rua "a culpa é do governo". Eu vejo na grande maioria dos projetos os prazos serem definidos de forma larga pelo cliente e depois os programadores se comprometem com tais prazos em propostas enviadas, ou seja, quem diz o prazo é o cliente e quem concorda com ele ou não é um conjunto de pessoas gerentes e equipe. Programador no Brasil faz muito corpo mole e muito mal formado isso sim, chega dessa choradeira e vão trabalhar =D.

pena e respeito? by Jairo Rodrigues

Ao meu ver, pena e respeito são antagônicos. Não é respeitoso sentir "um pouco de pena" de colegas de profissão que buscam excelência profissional e colaboram com a comunidade com seus pensamentos, pesquisas e habilidades. Se você não quer ou não pode ter o mesmo nível de dedicação que um profissional desse tipo, respeite-o de fato.

A culpa não é só dos gerentes. by Silvio de Oliveira

Querer sempre fazer um bom trabalho, evoluir profissional e intelectualmente todos os dias não pode ser chamado "vício". Mais concordo sim que para pessoas ligadas a tecnologia de uma forma geral, em certos momentos é difícil desligar-se dos "assuntos relacionados a sua profissão", (não propriamente do trabalho em si, aquele a que estamos realizando das 08:00h as 18:00h).

Isso é mais comum do que se imagina. Médicos quando juntos conversam sobre o que? Medicina. E quando separados, fazem o que? Estudam medicina. Advogados, magistrados, engenheiros, economistas... em fim, a lista é longa, mais a constante é a mesma. Se você gosta do que faz e se interessa muito sobre as "coisas da sua profissão", invariavelmente, em algum momento, pela família ou por terceiros, será chamado de WORKAHOLIC. Outro dia vi o Cielo (o nadador) dar uma entrevista e dizer: "O dia que eu pensar em treinar pelo 2º lugar... eu me aposento.". Quando gostamos do que fazemos, acho que é +/- assim que nos sentimos.

Só não podemos deixar de sentir prazer em estar com nossos filhos, nossas esposas, nossos pais, irmãos, amigos (desenvolvedores ou não). Leitura diversificada também faz muito bem.

Agora, gostaria de fazer um adendo a um dos comentários: A) Mal formados? Fale por você! A maioria dos que estudaram comigo são muito bem sucedidos hoje, graças a Deus. Educação no Brasil é uma questão força de vontade do estudante e não de condições de estudo. As condições foram ruins mais tive ótimos professores. B) Corpo mole? Fale por você ou então venha fazer nosso trabalho (talvez um dos que traz maior stress mental entre os demais) e cumprir nossas metas "possíveis". E cliente... bem, cliente que define prazo largo não existe, me desculpe. Cliente que é cliente mesmo, quer "tudo" e pra amanhã as 08:00h sem falta! Fdse o escopo, o prazo, o cronograma... o cliente paga e exige! O cliente coloca a faca no pescoço do gerente, que coloca a faca no pescoço do lider, que colcoa a faca no pescoço do desenvolvedor que coloca a faca no pescoço do PC... ops... PC não tem pescoço. E o prazo... hummm... o prazo pouco importa. Prazos são plenamente contornaveis. O que importa é deixar o cliente feliz e atender as demandas que ele gera o melhor possível. É nesse "tom" que banda toca, o resto é ilusão. Vamos engolir o choro e voltar ao trabalho né ;-|

Re: A culpa é sempre dos gerentes? by Thiago Ramos

Olá Victor! Tudo bem?
Não quero lhe faltar com o respeito. Mas você é gerente? É da área de desenvolvimento de software? Como nosso amigo (Silvio de Oliveira) mais abaixo deixou bem escrito, cliente não define prazo de forma larga. Aliás o cliente, muitas vezes, não entende nada sobre prazo. Aliás, você deveria ler um livro intitulado Rework e você, talvez, concorde com a opinião do autor quando ele diz que nós, seres humanos, somos péssimos em dar prazos.
Se você já trabalhou ou trabalha com desenvolvimento de software sabe que o cliente quer muito rápido seja lá o que for que ele pediu. O cliente paga e o dono da empresa balança a cabeça positivamente. E, sim, infelizmente, como diz o nosso amigo abaixo, computador não tem pescoço né. Fora que, invariavelmente o cliente modifica totalmente o escopo, mas os prazos não mudam. Se você acha que no Brasil se faz muito corpo mole, creio que você deva parar de olhar para o espelho.
Sempre trabalhei com excelentes profissionais e com exceção de um ou dois, todos eram extremamente competentes e heróis em conseguir salvar projetos fracassados e com prazos absurdamente fantasiosos.
Infelizmente esse tipo de atitude só mostra que você vive tão distante da realidade da nossa área profissional que não tem condições de avaliar o quanto precisamos mudar a forma como as coisas são à nossa volta.
Concordo com Silvio de Oliveira(texto abaixo) e me identifico muito com esse tipo de profissional. Mas acho que todos devemos tentar dividir o tempo de uma forma sábia para que possamos ter tempo de qualidade com nossa família.

Muito Obrigado!

Re: A culpa é sempre dos gerentes? by Danilo Cereda

Oi Victor,

Acho que temos que ter a visão de todos os lados envolvidos para atacar os problemas comuns a todos em projetos, por este motivo seu comentário pode ser visto como válido para gerar discussões mas cuidado com o modo como coloca sua opinião.
Percebi que sua visão, querendo fazer uma defesa do "gerente", esta muito reativa, acho que não precisaria tanto pois conheço ótimos GPs que não concordam com você.
Acho perigoso este tipo de comentário generalista de que o desenvolvedor brasileiro faz "corpo mole" e é "mal formado". Trabalho com times ágeis que não fazem corpo mole, são extremamente comprometidos com o resultado e tem sim "ótimo" skill técnico.
Talvez as empresas onde você trabalhou, ou olhando de modo menos "macro", os times com quem você trabalhou não tiveram chance de ter treinamentos adequados ou mesmo desenvolvimento de atitude. Não recebemos sempre pessoas 100% formadas, mesmo os gênios técnicos se não souberem trabalhar em equipe não mostram o resultado que poderiam mostrar.
O problema não é o cliente ou o fornecedor, é "do" cliente e "do" fornecedor. Porque não trabalhar juntos para definir planos reais, possíveis... humanos?
Acho importante buscar a humanização dentro do nosso trabalho, dentro de qualquer trabalho, mas para isso está errado quem aponta o dedo para o gerente, para o cliente, para o fornecedor... e na minha opinião está mais errado ainda um líder que aponta o dedo para o time de desenvolvimento em vez de trabalhar para que o time tenha condições de ser um time de alta performance.
Penso que todos já estão bem acostumados com a postura de comando e controle... chega de choradeira e vão trabalhar! Que tal tentar uma melhor?
Desejo a todos uma vida cheia de conquistas profissionais sem deixar de lado as conquistas pessoais, na correria profissional muitas pessoas estão esquecendo que a vida é muito mais do que trabalho.

Re: A culpa é sempre dos gerentes? by Victor Tales

Primeiro.

Sim eu sou gerente de projetos de software, precisamente de projetos de Arquitetura de Software e trabalho na área faz uns 16 anos. E como gerente a mais de 7.

Eu não vou responder outros comentários, pois vejo que eles foram "reativos" e extremamente grosseiros, mas vou deixar bem claro meu ponto de vista:

Eu não estou defendendo os gerentes, em suma eu não estou defendendo ninguém, eu não sou advogado de defesa eu sou Analista de Sistemas de formação. O que eu disse e continuo dizendo é que na grande maioria dos projetos em que estive envolvido o cliente sempre definiu seus prazos baseados no "time-to-market" que ele precisa. Nessa maioria os prazos eram validados e modificados ou não, conforme os times técnicos (gerente, programador e etc), achavam correto.

E muitas vezes no fim, esses prazos não foram respeitados pelo time que implementa (e eu já fui desse time por muitos anos) os projetos. Existem algumas síndromes comuns como:

1) Programador estudante
É aquele que fala que faz uma coisa em 5 dias, mas entrega somente no ÚLTIMO dia correndo e com qualidade duvidosa.

2) Programador com síndrome de parkinson
É aquele que sempre estende os prazos de entrega o máximo possível para preencher o tempo de uma atividade mesmo que ela só leve 10% do tempo para ser feita.

3) Programador héroi
É aquele que invariavelmente se acha o HÉROI, que sabe mais, que entende mais e que acha que vai salvar o projeto, mas nunca consegue abraçar o mundo porque os seus braços são pequenos.

Acredito que vocês já devem ter conhecido isso pessoalmente muitas vezes, lembrando que se 50% dos projetos de software falham são por motivos comuns como; Falta de Conhecimento Técnico, Clientes que pedem mais do que precisam (escopo primário confuso) e Falta de Comprometimento de ambos (cliente e time de projeto).

E volto a dizer que muitos das pessoas que atuam no mercado brasileiro são SIM mal formadas e despreparadas. Eu já fui professor universitário e já vi muitos alunos que se fossem para o mercado de trabalho só iriam fazer mais "cag....".

Agora, com relação a termos prazos humanos, ambientes humanos e etc. Meus amigos, vivemos em uma democracia capitalista. Se você não gosta vá procurar outra empresa que torne isso possível ou brigue por seus direitos. Eu faço isso para os meus times e faço isso por mim mesmo em todas as empresas que trabalho. Sempre estive do lado das pessoas que liderei, nunca fui chefe, isso quem tem é índio. Sou uma pessoa técnica por natureza e diga-se de passagem um ótimo técnico e sei muito bem o que aperta do outro lado, não me venha com esse discurso pequeno e inflamado achando que do outro lado existe algum infeliz formado em administração de empresas que virou gerente de projetos de software porque não tinham nenhum outro lugar para colocar ele.

Abraços!

Re: A culpa não é só dos gerentes. by Victor Tales

"O cliente coloca a faca no pescoço do gerente, que coloca a faca no pescoço do lider, que colcoa a faca no pescoço do desenvolvedor que coloca a faca no pescoço do PC... ops... PC não tem pescoço. E o prazo... hummm... o prazo pouco importa. "

Você está em uma empresa bem ruim viu, acho que você deveria buscar outras oportunidades. Já faz um bom tempo que não vejo mais empresas de qualidade aceitando esse discurso de clientes. =)

Abraços!

Re: A culpa é sempre dos gerentes? by Rodrigo Ramos Couto

Olá Victor,

Sei que temos que ver dos dois lados. Digamos que estou no meio do caminho, não sou gerente, nem sou desenvolvedor, sou arquiteto de software.

Mas não sei... olhando suas histórias, você me parece meio traumatizado com as equipes com as quais trabalhou. Sim, existem todos esses perfis que você citou e talvez muito mais. Mas a questão toda, e acho que é o cenário atual do desenvolvimento de software, é conseguir criar uma harmonia entre a vida profissional e pessoal das pessoas que trabalham com TI.

Nossa profissão é considerada uma das mais estressantes do mundo, por diversos motivos, mas com certeza um dos problemas é o prazo, que sim, é imposto pelo cliente. Já participei de vários projetos onde o cliente chega e fala: se não entregarem isso até dia X, vamos ter uma multa de milhôes por parte do governo (isso acontece muito quando trabalhamos com impostos ou regras tributárias), e por diversos motivos, tantos financeiros, quanto por parceria, as empresas de software acabam aceitando tais condições e por sua vez a equipe também acaba "aceitando".

Mas isso faz muito mal para os profissionais de software. Tudo bem, precisamos continuar nos atualizando, talvez ajudando algum projeto, estudando uma nova ferramenta no final de semana, mas também precisamos tocar nossas vidas, precisamos de tempo com nossas famílias e amigos. E para isso não podemos ficar todo o tempo dentro da empresa tocando os projetos heróicos.

Acima fizeram algumas comparações com outras profissões, acho válidas. Mas sinceramente, acho que a nossa profissão tem um grande defeito: somos apaixonados pelo que fazemos. Somos analistas, engenheiros, arquitetos, gerentes de software e quem de nós não fica tentado a ajudar um amigo com um problema no computador, desenvolver um projeto pessoal usando uma nova ferramenta ou ao menos trocar a versão do SO do celular? E isso nos faz presa fácil nessas situações onde o prazo é curto e o desafio é grande. Queremos sempre nos superar, provar que somos capazes. Então acho que você nunca trabalhou realmente com bons profissionais, pois até os estagiários que conheço são assim.

Acho que atualmente precisamos nos unir e mostrar para as empresas o quanto é importante termos uma qualidade de vida, isso reflete muito bem nos resultados dos projetos.

E outra, também precisamos começar a mostrar que por tras do software que a empresa comprou existem pessoas. Isso acontece com os médicos quando eles falam sobre a criticidade de uma cirurgia, com os advogados em um caso ou com os Eng. sobre uma obra. Por no nosso caso não existe esse respeito? Será por que sempre vai existir algum suícida que irá aceitar fazer por menos tempo e dinheiro? E até quando as empresas que adquirem software vão continuar aceitando essa situação?

Enquanto não nos respeitarmos isso vai continuar a acontecer!

Re: A culpa é sempre dos gerentes? by Victor Tales

Olá Rodrigo,

concordo com você em alguns pontos, mas em outros não:

1) Já trabalhei e trabalho hoje com ótimos, bons e ruins profissionais. Isso é inerente a qualquer área, não são todos bons, nem todos ótimos e nem todos ruins. Não sou traumatizado sou "experiente" risos!

2) Em relação a paixão pela profissão eu posso dizer que sou apaixonado pelo que faço e muito, minha mulher que o dia eu tento conversar com ela sobre resiliência de aplicações mesmo ela não entendendo bulufas do que eu estou falando. E isso realmente é importante para o sucesso e felicidade na careia, não só em TI, mas qualquer uma.

3) Essa situação de estresse em que vivemos é inerente a qualquer profissional moderna, em qualquer empresa, por mais ágil, divertida e bacana que seja isso ocorre. Mas não confunda analista de sistema com artista, não somos ROCK STARTS. Nós vivemos em um mundo capitalista e vai ter gente sim que é mais produtivo por menos dinheiro, acostume-se a isso e faça o seu trabalho. Realize seus objetivos, agregue valor ao negócio, torne sua experiência diferenciada.

4) Voltando a vaca fria, esse manisfesto é uma bobagem, se você entrou no barco meu caro você sabia em quais mares você iria navegar, se você não quer isso faça você mesmo. Isso que eu acho interessante na cultura americana o "self mande man", no Brasil nós exigimos de todos que estão ao nosso redor pelo nosso bem estar menos para nós mesmos. Isso não é só em TI, é em qualquer lugar, no condomínio do meu prédio na sua casa e etc.

Eu adoro o que faço e respeito muito o que estão do meu lado. Sem os times em que estive eu não chegaria a lugar nenhum, mas eu não aguento gente choramingando.

Um abraço!

Re: A culpa é de quem? by Giselle Prado

Não acredito em culpar gerentes, usuários, pares ou a mim mesmo. Acho que o mundo de TI está sim, cada vez mais louco, mais acelerado e depende de nós termos um pouco de maturidade e respeito a nós mesmos, senão iremos viver num manicomio e achar isso tudo natural.
Concordo e muito que temos que ter qualidade de vida no trabalho, tempo livre para ir aonde quisermos, hobbies pessoais e não profissionais, prioridade para ir a academia, ir ao salão, relaxar, ler, ver TV ao invés de ir trabalhar, voltar pra casa, dormir, acordar e continuar nesse ciclo 7 dias por semana.
Não quero, nem acho razoável acreditar que uma vez dentro do barco tenho que aceitar que as tempestades serão eternas. Há sempre outros mares para se navegar muito mais calmos. Não vou me acostumar, só porque escolher ser analista de sistemas. Isso não é evoluir, é sentar e remar direto pra cachoeira!

Re: A culpa é sempre dos gerentes? by Danilo Cereda

Na minha opinião os seus comentários que foram demasiadamente "reativos".
Acho que uma pessoa com tanto tempo de mercado (profissional e acadêmico) deveria ser mais aberta a críticas e pensar um pouco fora da curva.

Este tipo de comentário e estilo de conduta já se mostrou ultrapassado até para quem vive no passado:
"muitos alunos que se fossem para o mercado de trabalho só iriam fazer mais "cag...."."

Te garanto que O mercado mudou não adianta se valer só da experiência de 30 anos de serviço, foco no futuro...

Boa sorte na continuidade da sua carreira, muitas conquistas pessoais e profissionais.
[]´s

HTML é permitido: a,b,br,blockquote,i,li,pre,u,ul,p

Receber mensagens dessa discussão

HTML é permitido: a,b,br,blockquote,i,li,pre,u,ul,p

Receber mensagens dessa discussão

12 Dê sua opinião

Conteúdo educacional

Feedback geral
Bugs
Publicidade
Editorial
InfoQ Brasil e todo o seu conteúdo: todos os direitos reservados. © 2006-2014 C4Media Inc.
Política de privacidade
BT