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Adobe e Apache anunciam o PhoneGap 1.6

por Fernando Lozano em 24 Abr 2012 |

A comunidade PhoneGap anunciou a liberação da versão 1.6 da sua plataforma para desenvolvimento de aplicações móveis. A proposta do PhoneGap é prover um ambiente de programação uniforme para várias plataformas móveis, baseado em HTML5, CSS e Javascript. A principal novidade da nova versão é o Cordova-JS, uma API JavaScript unificada para acesso a recursos específicos de dispositivos e plataformas móveis como celulares e tablets, por exemplo GPS e acelerômetro.

Mas, ao contrário de plataformas como o OWD da Mozilla/Telefonica ou o Tizen da Intel, que se posicionam como alternativas para as plataformas nativas como iOS e Android, o PhoneGap gera aplicações nativas para a instalação dos dispositivos ou publicação nas respectivas lojas de aplicações (ex.: Android Market e Appstore da Apple). Uma mesma aplicação PhoneGap pode ser compilada e empacotada para gerar binários específicos para Android, iOS, Blackberry, Windows Phone, WebOS, Symbian e Bada.

Em versões anteriores, o PhoneGap fornecia várias biblioteca de código nativo, cada uma específica para uma plataforma, implementando também seus próprios objetos de acesso em JavaScript. Isto resultava em inconsistências que aumentavam o esforço do desenvolvedor interessado em escrever aplicações portáveis. Agora, existe uma única implementação dos objetos de acesso, embora cada plataforma ainda necessite de sua própria biblioteca nativa para fazer a ponte entre os objetos JavaScript e os recursos da própria plataforma.

Origens

O PhoneGap era um produto da Nitobi, empresa que foi adquirida pela Adobe. Especula-se que será a base da nova geração de ferramentas da empresa para desenvolvimento web, assumindo o lugar do AIR e e do Flash como principal plataforma para web da Adobe. Pouco depois da aquisição da empresa, a Adobe iniciou o processo de incubação do código dentro da Fundação Apache, e o projeto segue em ritmo acelerado de desenvolvimento e evolução.

O projeto open source foi chamado inicialmente de Callback e depois renomeado pela comunidade para Cordova. O nome PhoneGap permanece para a versão suportada comercialmente, mas o repositório de código e o bugtraker já estão dentro da infraestrutura da Fundação Apache.

Como obter e utilizar

Um download de 13.5 MB inclui o PhoneGap e a bibliotecas para todas as plataformas suportadas; o desenvolvedor necessita também do SDK nativo para as plataformas desejadas. Em vez de criar um ambiente que abstrai totalmente a plataforma subjacente, o PhoneGap tenta se adaptar ao ambiente de desenvolvimento da plataforma, por exemplo o XCode pra iOS ou o Eclipse para o Android.

Em tempo, a versão 1.6 foi rapidamente sucedida pela 1.6.1, que é apenas uma correção de bugs, pois a versão 1.6 foi empacotada com um erro em um documento XML que impedia a utilização da API de rede na plataforma Android.

Os que ainda estão reticentes quanto ao uso de uma ferramenta portável para desenvolvimento móvel podem ver exemplos de aplicações reais desenvolvidas utilizando o PhoneGap, e encontrar na wiki do projeto vários tutoriais sobre como desenvolver aplicações e explorar as particularidades das várias plataformas suportadas.

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Cordoba-JS = Cordova-JS? by Paulo Porto

Não seria Cordova-JS?

Re: Cordoba-JS = Cordova-JS? by Fernando Lozano

Você está correto. Obrigado pelo aviso, já corrigi no texto da notícia.

dúvida by Marcio Gouvea Silva

Ele gera controles nativos como o Titanium ou uma aplicação Web rodando no componente WebView dos dispositivos?

Re: dúvida by Sandro Cavalcanti

Testamos aqui em nossa empresa e tivemos a sensação (devido ao lento processamento) de que era webview mesmo.

Re: dúvida by Fernando Lozano

É webview sim (webkit)

Arriscado para apps complexas by helder da rocha

Eu usei o PhoneGap em desenvolvimento de uma aplicação para iPad. Acho que é boa para aplicações não muito complexas. O problema é transferir a complexidade do Objective-C (que é orientado a objetos, modular, tem boas ferramentas de depuração, frameworks estáveis) para JavaScript, que é muito mais difícil de manter. Na segunda versão, refizemos todo o desenvolvimento em Objective-C, já que os novos recursos iriam ficar muito mais complexos com JavaScript. Como tínhamos páginas interativas cujo conteúdo o cliente gostaria de enviar em HTML5 + CSS, tivemos que criar um ViewController baseado no WebView com comunicação JavaScript. Seria interessante não toda uma plataforma PhoneGap, mas um componente que poderia ser usado como parte de uma aplicação iOS, quando fosse mais adequado em determinados Views, usar HTML5, CSS, SVG, etc.

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