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Homeopatia Arquitetural: você devia ter feito como eu disse

por Mark Little , traduzido por Gabriel Ozeas em 25 Mar 2013 |

Em 2012, Steve Jones, da Capgemini, publicou no InfoQ.com um artigo afirmando que "pensar está em desuso", e como  a TI valoriza mais a tecnologia do que pensamentos. Na época, o artigo gerou longas discussões, em que muitos concordaram com Steve. Recentemente, Jones se deparou com outro aspecto dessa abordagem "sem pensamento", com um exemplo bem real:

Ouvi uma coisa brilhante numa reunião: "Estamos doentes; vamos parar de fingir que somos cirurgiões?". Historicamente, naquela empresa, eram comuns opiniões e críticas quanto a decisões tomadas sem base em dados, e sem identificar quais implementações obtiveram sucesso.

Para o mundo de TI, Steve chamou essa situação de "Homeopatia Arquitetural", em que se tomam decisões arquiteturais baseadas puramente em opiniões pessoais, sem apoio em fatos ou exemplos do porquê a decisão tomada resultará em sucesso e onde o sucesso das implementações não é medido, exceto na sua implantação. É nessa falta de fatos para direcionar decisões que Steve foca para ilustrar o seu ponto de vista:

Um bom desafio arquitetural é dizer que "X não vai funcionar porque não trabalhamos de modo centralizado; precisamos fazer Y porque temos equipes distribuídas e Y já provou que funciona aqui". Já na Homeopatia Arquitetural funciona mais ou menos assim: "X não vai funcionar, devemos usar Y". E se algum problema ocorrer, o Homeopata Arquitetural dirá "Você devia ter feito como eu disse".

Steve Jones acredita que os chamados Homeopatas Arquiteturais podem construir uma carreira inteira baseada nessa abordagem, argumentando algo como "funcionou para mim", e continuar sem compreender as escolhas maiores que podem ter impulsionado o sucesso. Também acredita que essas pessoas tipicamente criticam as abordagens comprovadas. com base em falhas conhecidas. O autor argumenta também que os Homeopatas Arquiteturais são exatamente aqueles que questionam o uso de REST na integração corporativa, sem entender completamente o domínio do problema ou o razão de outras tecnologias serem muito mais adequadas.

São essas pessoas que propõem visões arquiteturais sem realmente colocá-las em produção, e treinam outras pessoas para que sigam a mesma abordagem.

Levando ou não em conta a existência da Homeopatas Arquiteturais, dentre os pontos principais levantados por Steve estão o embasamento em fatos (dados) na tomada de decisão; e, quando as escolhas feitas não funcionam, a adição desses dados para que se possa aprender com eles.

Não concordo com a promoção de abordagens arquiteturais (ou mesmo abordagens de negócio) que sejam baseadas em uma série de PPTs e opiniões com sinais fortes de Homeopatia. Esses Homeopatas lançam comentários baseados na ignorância e em crenças pessoais; atrapalham o progresso e adoram dizer que "teria sido melhor do meu jeito", sem explicar em detalhes o que significa o "jeito" deles.

Veja o post original de Steve Jones e o mais recente.

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concordo, e a empresa que instiga isso by Carlos Guilherme V. Hager

eu concordo plenamente com o Steve.

um grande fato pra esse fenômeno também é a preguiça das pessoas de estudarem um assunto, cansei de ver analistas "sênior", que pega uma revista na banca lê algo e já quer sair implementando ou dizendo que deve ser assim ou assado, sem nunca ter dominado o minimo do assunto; ou desenvolvedores que dizem "desenvolvo sistemas a 20 anos" mas nunca pegou um livro de Java ou C# pra estudar a fundo a tecnologia; pessoas que não querem se atualizar ou se envolver a fundo no mundo arquitetural;

e existe algo sutil que ao meu ver leva a esse tipo de pessoas, e que acho de grande importância, a empresa da muito mais valor a "técnicos meia boca" mas que conhecem do negócio do que bom especialistas na tecnologia, isso gera uma série de problemas nas aplicações; diversas vezes passei por isso, mesmo com embasamento técnico e fundamentado não aceitaram simplesmente porque achavam mais interessante a solução dada por um técnico que conhecia de negocio (isso é aquela velha história de saber vender a ideia).

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