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Otimização em cloud recebe destaque com serviços grátis da Microsoft e AWS

por Richard Seroter , traduzido por Marcelo Cenerino em 10 Mai 2013 |

Após uma pequena indústria ter se formado em torno da prestação de serviços para otimização de uso e custos da computação em nuvem, os grandes fornecedores começam a promover suas próprias ofertas de otimização. A Microsoft adquiriu recentemente uma empresa de gerenciamento de desempenho em nuvem e tornou seus produtos grátis para os clientes. Já sua competidora, a Amazon Web Services (AWS), está promovendo agressivamente seu serviço Trust Advisor, concedendo um período de avaliação gratuito.

A MetricsHub, empresa participante do programa de startups The Microsoft Accelerator, recentemente adquirida pela Microsoft, oferece um conjunto de serviços para escalar automaticamente ambientes em nuvem, monitorar servidores, enviar alertas quando problemas de desempenho são detectados e ajudar a entender os custos com os serviços do Windows Azure. Enquanto a TechCrunch dizia que a MetricsHub tinha apenas 374 usuários quando foi adquirida, a própria MetricsHub publicou em seu blog que já tinha processado "centenas de bilhões de registros e tomado milhares de ações automáticas para ajudar a gerenciar a saúde e os custos das aplicações em nuvem". A Microsoft anunciou essa aquisição em seu blog, onde descreveu os desafios da otimização da computação em nuvem e por que compraram a MetricsHub.

As soluções em nuvem são interessantes por uma variedade de razões (capacidade de escalar, flexibilidade e valor gerado), particularmente para empresas que buscam fazer mais por menos. Entretanto, é difícil de entender, monitorar e correlacionar todas as informações que alertam como e quando é preciso escalar a aplicação. Então, para se obter valor real dessas informações é necessário automatizar como as aplicações e a plataforma em nuvem devem responder, de forma inteligente. É nesse cenário que a tecnologia da MetricsHub se encaixa, com uma abordagem para automatizar a otimização de desempenho, com pouco esforço por parte dos clientes. Além disso, garante que os clientes paguem apenas pelo que eles precisam e maximizam os serviços que estiverem usando.

O pré-lançamento do serviço está disponível para todos os clientes da Microsoft, sem custos. Os clientes já existentes serão migrados para o plano gratuito.

A AWS também está oferecendo um serviço para otimizar o uso de recursos na nuvem e criando um ambiente seguro e eficiente em termos de custo/benefício. O serviço Trusted Advisor está disponível desde 2012. Ele monitora os serviços provisionados e faz uma série de recomendações de ações para melhorar o desempenho e economizar dinheiro. Esse serviço é oferecido a clientes que pagam pelo suporte premium. Em um post que fala sobre a avaliação gratuita, o time da AWS explica o valor e as características do serviço Trusted Advisor.

Devido ao Trusted Advisor se basear no histórico operacional agregado de centenas de milhares de clientes da AWS, os clientes desse serviço podem acreditar que as recomendações feitas realmente podem ajudar a economizar dinheiro, reforçar o perfil de segurança, tornar as aplicações mais tolerantes a falhas e melhorar o desempenho de maneira geral. Esse é um benefício único e poderoso que somente uma infraestrutura baseada em nuvem e com disponibilização de APIs possibilitaria.

Para dar uma ideia melhor do valor dessas recomendações, consideraremos os últimos noventa dias. Durante esse período, os clientes da AWS avaliaram 135 mil recomendações do Trusted Advisor e tomaram ações que resultaram em cerca de 18 milhões de dólares de economia anual.

As recomendações do Trusted Advisor abrangem quatro categorias: otimização de custos, segurança, tolerância a falhas e desempenho. Entre as recomendações para otimização de custos há "Instâncias EC2 sub-utilizadas" (utilização média de CPU menor que 10%, pelo menos em 4 dos últimos 14 dias) e "Instâncias RDS DB ociosas" (bancos de dados ativos sem nenhuma conexão nos últimos 7 dias). Há sete recomendações de segurança, incluindo aquelas que procuram permissões fracas em Buckets S3 (buckets são utilizados para organizar arquivos) e se o serviço de gestão de identidade e acesso (Identity and Access Management) é utilizado através dos serviços. As recomendações de tolerância a falhas visam redundância de tunelamento VPN, backup de banco de dados, bancos de dados distribuídos geograficamente e distribuição diferenciada de nós entre regiões. Por fim, as recomendações de otimização de desempenho visam identificar servidores superutilizados que estão consumindo em média mais de 90% de CPU, e grupos de segurança que possuem um número excessivo de regras.

Enquanto os clientes da Microsoft e da AWS comemoram a disponibilidade desses serviços gratuitamente, seus parceiros não estão tão contentes. A Microsoft tem fama de invadir o espaço ocupado por seus parceiros, e a AWS parece estar indo pelo mesmo caminho. Empresas como a Cloudability, Newvem, Cloudyn e CloudVertical oferecem serviços pagos para monitorar e otimizar o portfólio dos clientes na nuvem. Um artigo publicado no The Register trata da frustração dos parceiros e aponta os desafios para empresas que constroem complementos para softwares de grandes e ambiciosos fornecedores.

Lendo nas entrelinhas da declaração, parece que a Amazon vai continuar construindo novos serviços. Os parceiros precisarão afastar seus produtos cada vez mais da onda de comoditização vindo da Amazon.

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