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Design Thinking e Cultura de Colaboração

por Srini Penchikala , traduzido por Bernardo Rosmaninho em 27 Jan 2014 |

Design thinking diz respeito a criar o futuro não apenas gerenciar o presente. Também trata-se de investir mais tempo na criação de valores do que na captura de valores. Bill Burnett, Diretor Executivo do Programa de Design da Universidade de Stanford recentemente falou sobre Design Thinking e quais questões devemos fazer para mudar do Design para o Design thinking. Design thinking é uma forma de encontrar problemas novos de maneira estratégica através da reflexão sobre novas estratégias, novos sistemas e novos paradigmas.

Bill Burnett disse que na maioria dos casos, a definição do problema é incorreta. Esse é o contexto do sintoma, não a causa raiz. Ele disse que a abordagem do Design thinking ajuda na definição do problema no contexto de sua causa raiz.

Design thinking busca criar uma cultura que encoraje a criatividade e colaboração de modo radical (trazendo membros de grupos com experiências e especializações distintas para trabalharem juntos na resolução dos problemas).

Cultura de Ideias: Bill Burnett discutiu algumas técnicas como análise morfológica, e mapa mental para criar soluções para as ideias que estamos tentando resolver. Ele disse que se escolhêssemos uma dentre uma grande quantidade de ideias, escolheríamos melhor.

Cultura de Prototipagem: A cultura da prototipagem também é importante no universo do Design thinking. Construa uma versão muito básica, soluções simplificadas (elas não deve estar perfeitas) para ajudar com a criação de protótipos e perguntar aos clientes se essa é a forma como eles estão enxergando o produto.

Também precisamos de uma cultura que valorize ideias e a colaboração. Burnett citou Allan Mullally, CEO da Ford, dizendo "Cultura come processo no almoço", então a cultura é muito importante. Nunca devemos confundir com o processo de uma cultura. Burnett também descreveu a abordagem que usaram na escola que inclui passos como idealização, prototipação, processo de iteração e só então encontrar um novo ponto de vista.

Na apresentação Burnett discutiu as barreiras culturais para o Design thinking que incluem bloqueios pessoais na organização como perdas semânticas, na qual as pessoas usam as mesmas palavras para designar coisas diferentes e também utilizam palavras diferentes para designar as mesmas coisas o que leva a uma situação de confusão. Pequenas diferenças importantes que sujeitam as equipes a mal-entendidos. Existem também as barreiras sociais como desafios de network. Burnett disse que existem soluções para cada umas dessas restrições.

Burnett falou sobre o esforço da captura de valores usando técnicas como TQM, six sigma, lean startup e sistemas ágeis. Esse diferentes frameworks originam-se de diferentes pontos de vista e todos são valioso. Mas devemos forcar mais em criar valor ao invés de simplesmente capturar valor. Essa é hora que o Design thinking entra em ação. Empresas como Apple e BMW são vencedoras através do design. Ele perguntou quanto tempo foi gasto na captura de valor e quanto na criação de valor. Criação de valor se trata de perguntar o que é importante, qual o proposito do negócio e como vamos funcionar para dar vantagem e sermos sustentáveis.

Foi abordado como fazer as coisas da forma correta versus fazer as coisas certas. Fazer as coisas de forma correta se trata de questionar como se tivéssemos um bom processo, estivéssemos atingindo nossas metas, que todo mundo soubesse na qual eles estão no processo. Fazer as coisas certas é relativo a execução e fazer as coisas certas à redefinição do problema utilizando diferentes pontos de vista. Dessa ótica, perguntamos como redefinimos o problema para não ser do sintoma, mas a causa raiz.

A sugestão é que olhemos para quais padrões estão emergindo em nossa indústria que nos obrigam a dar um passo atrás e repensemos o big picture e os padrões correspondentes. Assim como quando se cria sua própria lista de tarefas, com uma categoria chamada de "fazer a coisa certa", ou seja a criação do futuro. Por outro lado, momento emergenciais vão consumir 100% do tempo. Liderança nesse âmbito é importante. A colaboração não somente é importante como também é esperada.

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