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O estado atual do Agile

| por Shane Hastie Seguir 27 Seguidores , others Seguir 0 Seguidores , traduzido por Tulius Lima Seguir 0 Seguidores em 28 jan 2015. Tempo estimado de leitura: 5 minutos |

Dado a aproximação do final do ano, quando editores do InfoQ.com e outros foram questionados sobre o estado do Agile, os resultados foram compilados nessa notícia.

O "Agile" é hoje uma marca com reconhecimento global, o termo foi cunhado pela primeira vez no contexto de desenvolvimento de software em 2001 e tem sido o estímulo para uma mudança global na forma como o software é construído. No seu âmago, o Agile é sobre uma abordagem altamente disciplinada para construção de produtos, reconhecendo que o desenvolvimento de software é uma atividade colaborativa que exige criatividade humana, comunicação e imaginação para ser bem sucedida.

Recentemente, entrevistamos um pequeno grupo de editores do InfoQ.com, consultores e instrutores, perguntando-lhes o que pensam sobre o estado de adoção do Agile e quais idéias, práticas ou técnicas estão surgindo ou sendo reconhecidas como úteis no final de 2014. Este não é um estudo científico, apenas uma coleção informal de opiniões.

Aqui vão alguns highlights do feedback que recebemos:

  • Em termos da curva de adoção de inovação, a adoção Agile "cruzou o abismo" e está em fase de inicial de maioridade, a maioria das organizações estão usando técnicas ágeis para, pelo menos, alguns projetos de desenvolvimento de software, um pequeno número fizeram do ágil a sua principal (ou única) abordagem de desenvolvimento e aqueles que fizeram a mudança de mentalidade, juntamente com fortes práticas técnicas, têm definitivamente visto melhorias mensuráveis em tempo de comercialização, qualidade do produto e satisfação do cliente;
  • O artesão em software é um tema quente, com uma percepção de que está tentando fazer Agile sem sólidas práticas técnicas é receita para o desastre;
  • Em muitas organizações as camadas executivas e de gestão são vistas como impedimentos para uma eficaz adoção ágil - cultura de liderança, a mentalidade e estilos de gestão de comando e controle sufocam a criatividade;
  • Tecnologia web e móvel está trazendo desafios para alcançar as equipes de recursos multifuncionais (por exemplo, especializações em UX, desenvolvimento de UI front-end, plataformas móveis Android/iOS/Windows android, entre outros);
  • Para várias organizações uma segunda onda de adoção do Agile está começando a acontecer, com um foco em disciplinas e práticas técnicas e uma ênfase em "faça certo dessa vez";
  • O uso de retrospectivas para realmente inspecionar e adaptar possibilitará que equipes e organizações se transforme em entidades de aprendizado e adotem uma abordagem de melhoria contínua;
  • Atingir escala é um desafio em muitos níveis - descobrir a necessidade de escalar, o que isso significa em termos de amplitude e profundidade de adoção, e quais frameworks de escala concorrentes adotar, se forem adotados. As opções incluem Scrum de Scrums, SAFe, LeSS, DAD, o modelo Spotify de tribos, esquadrões e alianças;
  • A era do grande projeto está começando a morrer, com movimentos lentos indo em direção ao fluxo contínuo de entregas, contra entregas em única data big-bang ou agile iterativo;
  • Práticas e princípios ágeis estão começando a se espalhar para além do departamento de TI e agilidade em negócio será um tema quente durante os próximos anos;
  • Estimativa continua a ser um tema quente com #noestimates ganhando alguma tração, mas continua sendo visto como um grande desafio para a maioria das organizações;
  • Beyond Budgeting e a Stoos Network estão ganhando força como abordagens de gestão potencialmente viáveis;
  • Kanban está se tornando de uso comum, ou em conjunto com Agile (por exemplo Scrumban) ou como uma abordagem independente para melhorar o fluxo de trabalho através de equipes de desenvolvimento e além;
  • A maior parte da comunidade de gerenciamento de projeto está começando a entender como as abordagens ágeis podem ser aproveitadas para conseguir melhores resultados dos projetos. Eles estão vindo para lidar com as mudanças que a adoção de práticas ágeis terá sobre a forma tradicional de trabalho do gerenciamento de projetos e da medição de sucesso - se distanciando da tripla-restrição do Triangulo de Valor Agile;
  • Portfolio Kanban e outras abordagens de nível de PMO estão começando a fazer incursões para o processo de tomada de decisão em relação a priorização de projetos e financiamento;
  • Lean Startup está entrando na empresa e algumas organizações estão adotando o "Pensamento Experimental". Para projetar os experimentos que ágil, design thinking e projetos enxutos necessitam para testes hipotéticos e "Analytics" para a coleta de informações diretamente do sistema que está implementado;
  • Mais e mais programas de certificação estão aparecendo, com organismos de certificação que competem entre si e oferecem credenciais semelhantes: ICAgile, Scrum.org, PMI-ACP, Kanban University, SAFe, Scrum Alliance, DSDM, entre outros;
  • A Internet das Coisas, incluindo dos itens que podem ser vestidos (wearables), vai impactar as equipes de desenvolvimento de uma forma ainda não imaginada. Um dos maiores impactos será na comunidade de testes - a complexidade do teste vai aumentar em ordens de magnitude, e haverá um forte impulso para se automatizar ainda mais os testes, para ser capaz de lidar com a demanda;
  • Agile além das atividades de desenvolvimento significa mais pressão sobre a manutenção do fluxo de trabalho que entra para as equipes, que influenciarão o distanciamento de financiamento baseado em projetos em direção ao financiamento do produto ou funcionalidade;
  • Da mesma forma a capacidade de desenvolver mais rápido significa que DevOps vai se tornar uma obrigação para as organizações que querem tirar proveito do potencial para a agilidade que recebem de desenvolvimento rápido.

Resta saber o quanto disso é ilusão, mas 2015 pode ser um bom ano para a tecnologia da informação e agilidade nos negócios.

Com contribuições de: Shane Hastie, Glenda Mitchell, Horia Slușanschi, James King, Steve Barrett, Craig Smith, Katherine Kirk e Ben Linders.

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