Business Model Canvas, passo a passo
O Business Model Canvas é uma ferramenta estratégica para a construção visual de novos produtos ou serviços. Conheça cada um dos seus elementos e como preencher o Canvas, passo a passo.
Disseminando conhecimento e inovação em desenvolvimento de software corporativo
O conteúdo foi adicionado aos favoritos!
Houve um erro ao adicionar aos favoritos! Por favor, tente novamente.

Postado por Mukund Srinivasan , traduzido por Victor Hugo Germano em 12 Jan 2010
Normalmente, quando uma pessoa é questionada sobre a diferença entre o workflow Scrum e o "Processo Tradicional" conduzindo a execução de projetos, a resposta mais simples é a de que: planeja-se ao extremo na antiga abordagem antes de iniciar a execução, enquanto no modelo mais novo, planeja-se apenas o suficiente para iniciar a execução e vai-se refinando o plano à medida que o projeto segue. Uma resposta um pouco mais elaborada que vem à mente é - em Scrum, a profundidade do planejamento é menos granular à medida que se distancia no tempo. Em outras palavras, o sprint atual é planejado em extremos detalhes, enquanto você possui uma ideia do que alcançar nos próximos 3 sprints e muito além disso é apenas uma linha do tempo esparsa. Ótimo - isto faz muito sentido, não é? Mas olhando além da engenharia, é possível identificar que existem inúmeros outros fatores para executar um negócio - previsões, estratégia de produto, execução da estratégia definida - além de estabelecer uma linha do tempo de como os resultados se alinhariam e adicioná-los nos alvos de lucro. Se Scrum é sobre curto prazo, como então os caras da estratégia trabalham neste ecossistema? Mais importante, como isto ajudaria os líderes a fazerem e conviverem com compromissos acordados?
Perguntas interessantes, mas não existem respostas fáceis o suficiente. Entretanto, sem sombra de dúvida, estratégia é tão importante quanto a execução pois é a luz condutora que lidera o caminho para que seu negócio navegue em um túnel escuro. Nunca foi tão importante possuir uma boa estratégia quanto as condições atuais de mercado necessitam que seja. Tudo isto não faz Estratégia e Scrum parecerem dois pólos de um ímã, ou ainda mais - os dois extremos de um planeta?
Uma das idéias mal interpretadas do Scrum é que você não possui a menor idéia de quando o ciclo de release estará completo e quando o produto final (alinhado a todas as funcionalidades acordadas) está pronto para ser lançado. Este é o principal argumento que os proponentes mais ardentes de um processo não-Ágil tem a dizer sobre Scrum. Na realidade, isto não poderia ser mais distante da verdade. Tendo Scrum a qualidade definitiva de possuir uma natureza não prescritiva, acaba-se com este argumento justamente com tal característica de não ser prescritivo. Nem ao menos de forma remota Scrum sugere que se páre de realizar planejamentos de longo prazo. De fato, o planejamento de longo prazo é essencial para fornecer aos stakeholders uma idéia sobre as possibilidades do projeto, se ele é realizável ou não. As ferramentas tradicionais de negócio como análise de investimento de capital, análise break-even, etc. se tornam ainda mais relevantes em Scrum pois ajudam a determinar o valor não apenas do produto como um todo, mas também a soma de suas partes - a funcionalidade específica que fantasia o projeto. Isto auxilia product owners também a encontrar, e conseguir, o valor máximo de um investimento no projeto. Em suma, tudo o que a abordagem Scrum sugere é que se tenha um objetivo de alto nível em mente e que se vá refinando o planejamento para o nível de granularidade necessária para o curto prazo. De tal forma que, se houver necessidade de mudança na direção ou correção de curso do projeto, não apenas será menos doloroso mas dará ao negócio melhor controle sobre a reação da mudança.
Scrum, usando o jargão de negócio, é sobre execução "orientada a valor". Comparando dois cursos diferentes de ação: se uma ação espera fornecer um valor maior, ou ROI, em comparação a outra ação, Scrum será todo para o primeiro caso, e entregando-a alinha-se com os objetivos de longo prazo e une-se com as necessidades dos stakeholders. Todas essas ideias podem ser explicadas melhor através um desenho pictoresco ao qual fui exposto durante a certificação CSM: 
Apesar de autoexplicativo o diagrama acima, segue um sumário verbal dos pontos chave:
Assim, o foco está em como o Scrum coloca o negócio em estado de controle. As funcionalidades de maior valor são desenvolvidas primeiro, provendo ao negócio as oportunidades de:
Adotando a abordagem Scrum cercam-se os problemas que são tipicamente comuns ao planejamentos altamente granulares e de longo prazo:
Problemas com planejamento/estratégia tradicionais:
Para um leitor casual, pode parecer estranho como a primeira e a segunda parte da sessão acima se relacionam. Este é o ponto em que observar a estratégia num sentido holístico nos ajuda a unir os pontos - Estratégia, colocando em termos simples, é sobre olhar para o futuro em sentido teórico. De certa forma Scrum e Agile, em sua premissa são contrários a se olhar muito à frente. O senso de construir uma estratégia não como um conceito teórico, mas em fundações sólidas erguidas sobre os benefícios de negócio que apresenta o framework Scrum está na raiz desta filosofia. Em outras palavras, a arquitetura de um monumento apoia-se tanto na força de suas fundações, quanto na habilidade de visualmente agradar através de sua fachada exterior. Da mesma forma, os valores do Scrum são a fundação para uma estratégia sólida.
Iniciamos este artigo com algumas noções comumente percebidas do Scrum e descrevemos como Scrum apresenta-se congruente quando se fala em estratégia, seguindo logicamente deste ponto tentamos conectar todas as peças do quebra-cabeças. Em resumo, espero que este artigo ajude a endereçar o menos familiar e menos falado sobre a natureza do Scrum. Mais importante, execução e estratégia são como dois olhos - Scrum ocupa-se das especificidades da execução, enquanto a estratégia em um ambiente Ágil é menos cuidada, apesar de não menos importante. À medida que nós, como praticantes de Scrum, estamos cientes dos meandros intrinsecos do papel da estratégia no framework Scrum, estaremos fazendo justiça a nós mesmos. Como nota final, lembremos que desenvolvimento Ágil é não prescritivo e dadas as rédeas da liberdade, a flexibilidade para melhorar o processo está em nossas mãos!
O Business Model Canvas é uma ferramenta estratégica para a construção visual de novos produtos ou serviços. Conheça cada um dos seus elementos e como preencher o Canvas, passo a passo.
Nessa segunda e última parte de uma série sobre o Google Apps Script, conheça como funciona o envio de emails, a conversão de documentos e como criar menus e triggers.
Este artigo avalia seis dos mais importantes fornecedores de serviços de cloud computing PaaS para desenvolvedores Java, analisando critérios como desempenho, escalabilidade e tecnologias suportadas.
O Canvas de Modelo de Negócios é um novo modo de comunicar e suportar a validação iterativa, incremental e empírica de modelos de negócio de startups e novos produtos substituindo o plano de negócios.
Nesta segunda e última parte de uma entrevista exclusiva para InfoQ Brasil, Rebecca Parsons, CTO da ThoughtWorks, fala sobre o Agile Distribuído e técnicas para definição de arquiteturas.
Nessa primeira parte de uma entrevista com a CTO da ThoughtWorks, veja recomendações sobre formas de construir e arquitetar sistemas para obter o máximo de flexibilidade e responsividade a mudanças.
Os gerentes de projetos podem assumir o papel crítico de liderar a introdução do Agile. Vejas conceitos, dicas e técnicas para apoiar esse processo de mudanças.
A monitoração dos indicadores da saúde de um projeto ganham interpretações e prioridades diferentes nos projetos ágeis, que focam em transparência, visibilidade, simplicidade e medidas quantitativas.
Nenhum comentário
Acompanhar Discussão Responder