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Usabilidade em Agile

Postado por Mark Levison , traduzido por Felipe Rodrigues em 21 Nov 2008

Seções
Processos e Práticas
Tópicos
Agile ,
Técnicas Ágeis
Tags
UX ,
Protótipo ,
Facilitação

O Guru de usabilidade e autor de Usability Engineering, Jakob Nielsen, expõe sua preocupação de que os métodos ágeis são uma ameaça para as abordagens tradicionais para design e usabilidade. Ele diz que a maior ameaça do Agile para a usabilidade é que esté é um metodo proposto por programadores e cobre principalmente a parte de implementação do desenvolvimento dos sistemas. Alistair Cockburn acredita que esta reclamação não é verdadeira:

  1. Não importa quem propôs uma boa idéia, somente se a idéia é boa.
  2. Isto inicia uma divisão do tipo "nós contra eles" na comunidade ao invés de "nós mais eles" caminhando juntos.
  3. Diferente de outras ameaças que o Nielsen identifica, ele não oferece uma solução, então ele nos deixa com este problema não resolvido de "nós contra eles", o que é inaceitável.

Solução proposta: Use apenas boas idéias - não se preocupe com de onde a idéia veio. Como Kurt Morris postou na lista agile usability, “É inacreditável o que se pode conseguir uma vez que você deixe para trás a mentalidade "nós vs eles".”

Nielsen avança disparando o problema que o hábito ágil de quebrar as estórias em pequenas tarefas ameaça encobrir a experiência total do usuário, permitindo que funcionalidades sejam desenvolvidas de forma inconsistente. Pior que isso, ele diz: "a interface do usuário pode acabar parecendo um monte de remendos". A solução de Nielsen:

  • Executar testes de usabilidade rapidamente e repetitivamente. Ele diz “Testes semanais são completamente factíveis e á a você uma certeza de integrar vários feedbacks dentro de um sprint.”
  • Fluxos de trabalho paralelos permitem que o trabalho de usabilidade possam ser feitos um passo a frente do trabalho de desenvolvimento.
  • Uso de protótipos de baixa fidelidade (como papel) que não requer código, minimizando o tempo gasto antecipadamente.

Jeff Patton destilou 12 boas praticas de usabilidade (ecoando muitas do Nielsen):

  1. Drive: praticantes de UX fazem parte do time do cliente ou product owner.
  2. Pesquisa, modelo, e design antecipado - mas apenas o mínimo necessário
  3. Comunique seu trabalho de design
  4. Use um fluxo de desenvolvimento paralelo avançado e acompanhe o avanço
  5. Ganhe tempo de design com estórias complexas de engenharia
  6. Cultive um grupo de usuários para validação que você possa usar para validação contínua
  7. Agende continuamente, pesquisas com usuários em um flxuo separado do desenvolvimento
  8. Aproveite o tempo do usuário para diversas atividades
  9. Use RITE para iterar com a UI antes do desenvolvimento
  10. Faça protótipos de baixa fidelidade
  11. Trate os protótipos como especificação
  12. Torne-se um facilitador de design

O método RITE (pdf) que o Jeff descreve vem do estúdio de jogos da Microsoft: "O RITE se diferencia dos testes de usabilidade “tradicionais” por enfatizar mudanças extremamente rápidas e verificação efetiva destas mudanças." Especificamente, os praticantes fazem alterações na UI (protótipo ou aplicação) assim que o problema é encontrado e a solução é apontada. Alterações como renomear botões, alterar o texto de itens de menu freqüentemente acontecem antes de outro participante chegar. Mudanças mais complicadas, porém obvias são feitas tão rápido quanto possível. Desta maneira a mudança pode ser testada rapidamente.

Além disso, Jeff percebe que seu papel mudou: “Como eu comecei a trabalhar com times ágeis, minha abordagem mudou em favor do design colaborativo. Cada vez mais eu me encontro atuando como um facilitador para coletar e modelar informação de grandes grupos de pessoas. Eu me vejo trabalhando com grupos de usuários e desenvolvedores para escrever cenários e esboçar o design da interface de usuário.”

Finalmente,  Alistair disse (em relação à divisão de desenvolvimento/usabilidade): "Apenas se lembre, há apenas nós"

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