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Dicas para Melhorar as Retrospectivas

por Mark Levison , traduzido por Douglas Masson em 22 Dez 2008 |

Esther Derby, co-autora do "Agile Retrospectives: Making Good Teams Great", escreveu recentemente sobre algumas técnicas para melhorar as retrospectivas:

  1. Deixar os membros da equipe trabalharem - ficar em frente da sala e fazer todo o trabalho de escrever desencoraja os mebros da equipe de tomarem a iniciativa das idéias. Em vez disso faça-os escrevem tudo grandes post-it (usando marcadores escuros) - isso mantém todos envolvidos e encoraja ainda mais as pessoas quietas a participarem.
  2. Anotar fielmente - um facilitador (ou ScrumMaster) está aí para capturar idéias do grupo e não filtrar ou injetar sua própria idéia.
  3. Usar processamento paralelo - quando houver mais que uma ou duas áreas problemáticas para debater, quebre o grupo em dois ou três e faça uma análise das causas. Além de acelerar as coisas isso reduz a influência de uma ou duas vozes barulhentas na equipe.
  4. Deixar os membros da equipe tirarem conclusões - ocasionalmente os facilitadores (ou ScrumMaster) vão olhar para os dados brutos gerados pela equipe e dizer quais são suas conclusões sem permitir que a equipe faça seu próprio trabalho. Na verdade o facilitador está dizendo que não valoriza o feedback da equipe. Apesar de que pode levar algum tempo para que a equipe analise os dados por si só, eles chegam a melhores conclusões e tomam posse dos resultados e das ações a serem executadas.
  5. Teste de entendimento - após um curto período de debate é útil testar para ver se a equipe alcançou um entendimento comum (nem sempre na decisão final, algumas vezes apenas em algum ponto no meio do caminho). Uma decisão deve ser proposta e uma vez que todos tenham feito perguntas esclarecedoras, nós testamos isso usando o "Fist of Five". Com esta técnica o número de dedos indica o grau de apoio: Cinco - eu gostaria que essa idéia fosse minha pois vou ajudar a mudar; Três - eu posso viver com isso. É a vontade da equipe; Um - existem questões que eu preciso discutir; Mão fechada - Ausência de voto, eu quero impedir o consenso e forçar mais discussão.

George Dinwiddie sugere pegar as ações da retrospectiva, escrevê-las em story cards e colocá-las no product backlog. Isto os mantém visíveis e mais provável que elas serão realmente feitas. Além disso, ele sugere que às vezes você não deve enfrentar o problema maior ou o mais importante - eles podem ser assustadores. Em vez disso a equipe tem que escolher uma tarefa a qual eles tenham a energia para enfrentar.

Jo Geske propõe:

Ao invés de colocar post it com eventos significativos sobre linha de tempo bastante abstrata representando o Sprint, vamos pô-los diretamente sobre o respectivo gráfico Sprint Burndown.

Vantagens:

  • Incentiva a pensar (porque o gráfico estava alto/baixo naquele dia?)
  • Ajuda a concentrar os eventos relevantes para o Sprint e a equipe
  • Ajuda a ilustrar a correlação entre causa e efeito

Mike Sutton leva isso a um passo mais adiante: "você pode transformar o gráfico Burndown em um diário do Sprint, capturando não só o andamento das tarefas mas também os impedimentos (como sugerido acima) e os principais eventos que vão permitir a você melhorar sua retrospectiva" Mike ilustra uma equipe que teve problemas no monitoramento de impedimentos e dificuldade para lembrar quais erams esses problemas quando chagava a hora da retrospectiva.bdc_impediments_on_graph

Uma das abordagens que Mike tem usado:  Post it são postados para os impedimentos e incluem a data, motivo e outras dicas/contexto. Quando o problema é resolvido uma notação adicional é feita sobre no post it.

Além de ajudar na retrospectiva, Mike descobriu que esta abordagem pode ajudar a focar o daily Scrum a manter uma urgência balanceada.

Ilja Preuss disse que esta é definitivamente uma idéia interessante mas é provável que o foco da retrospectiva fique preso a coisas relacionadas ao gráfico Burndown, de forma que ele iria garantir que outras técnicas fossem usadas para levantar os problemas mais sutís e também as coisas boas do Sprint. Finalmente, ele modifica o formato de suas retrospectivas ao longo do tempo para que as equipes não fiquem presas em uma rotina.

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