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Avaliando a "Facilidade de Uso"

Postado por Vikas Hazrati , traduzido por Samuel Carrijo em 26 Jun 2009

Seções
Processos e Práticas
Tópicos
Agile ,
Técnicas Ágeis
Tags
UX ,
Useability

A definição de usabilidade segundo o padrão ISO 9241 é: "A medida em que um produto pode ser utilizado por determinados usuários para atingir metas específicas com eficácia, eficiência e satisfação em um determinado contexto de utilização". Nesta definição, contudo, não são mencionadas formas concretas de avaliar a facilidade de uso, ou ainda mais, a usabilidade do sistema. Em um recente debate do grupo Agile Usability, os membros discutem várias formas de avaliar a usabilidade de um sistema.

Andrea começou a discussão sobre os critérios de avaliação, quando ela mencionou que ela teve de comparar a facilidade de uso de dois produtos de uma forma objetiva. Isto ajudaria a empresa dela a escolher um dos produtos em favor do outro.

Daniel Naumann sugeriu que, uma vez que os produtos eram produtos já estavam prontos, a melhor maneira de compará-los era comparar as tendências de cada um. Ele sugeriu,

Uma vez que estes são produtos que já estão no ar, você deve ter uma riqueza de informações, tais como arquivos de log, taxas de conclusão e tempo gasto para concluir determinadas tarefas, taxas e pontos de abandono, etc. E o melhor de tudo, você terá usuários que já tiveram experiência com o produto, com os quais espera-se que você possa falar para obter feedback.

Em linhas semelhantes Marjorie Pries sugeriu,

Gostaria de recomendar, em primeiro lugar, que se investigue tudo o que se crê que seja verdade em relação ao produto. Em seguida, faça algumas entrevistas com respostas abertas e observações ao vivo e não estruturadas com uma amostragem representativa de seus clientes. O que eles acham que é importante? Que produtos eles usam como base de comparação? Que funcionalidades eles evitam usar e onde eles estão fazendo gambiarras ou utilizando ajuda externa?

Whitney Quesenbery sugeriu que medir usabilidade vai além de medir somente facilidade de uso.Ela sugeriu que a usabilidade é uma função de cinco características (eficaz, eficiente, envolvente, tolerante a erros, fácil de aprender; em inglês, 5 E's). Ela resumiu o planejamento da avaliação da usabilidade utilizando a seguinte tabela:

Característica

Tipo de Avaliação da Usabilidade

Eficiente

Medida do tempo (ou contagem de cliques ou page views) para realizar tarefas realistas. Deve-se usar versões do software que estejam funcionando e uma amostra de dados plausível.

Eficaz

Avaliação da exatidão do modo como as tarefas foram realizadas, e quantas vezes elas incorrem em erros.

Envolvente

Pesquisas de satisfação e entrevistas qualitativas podem indicar a aceitação e as atitudes do usuário em relação ao software.

Tolerante a erros

Inclusão de cenários com problemas potenciais nos cenários utilizados para testes

Fácil de Aprender

Controle de quanta instrução é dada aos participantes do teste, ou recrutamento cuidadoso de usuários com diferentes níveis de conhecimento e experiência com o domínio.

Segundo ela, a avaliação da usabilidade segundo essas características resultaria em uma análise objetiva e justa.

Do mesmo modo, Jakob Nielsen sugere dez princípios gerais para o design da interface do usuário. Eles são chamados dez heurísticas para usabilidade, e a usabilidade pode ser medida segundo essas heurísticas.

Andy Edmonds mencionou o padrãoCommon Industry Format, que é o padrão para reportar as conclusões dos testes de usabilidade. Segundo ele,

Isto proporciona uma forma muito rigorosa de design, realização e até apresentação dos resultados de um teste.

Assim, existem várias formas de coletar estatísticas de usabilidade de um sistema. Alguns deles exigem mais do que outros em termos de esforço e tempo. Um time ágil pode escolher um método baseado no nível de detalhe necessário e verificar a usabilidade de forma objetiva.

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