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Gerenciando o Ambiente de um Time Ágil

por Vikas Hazrati , traduzido por Anderson Duarte Vaz em 23 Jul 2010 |

Um fato bem é conhecido é que pessoas deixam gerentes, não organizações. Com tudo, times Ágeis são conhecidos terem uma certa "camaradagem" entre seus membros, entretanto o relacionamento do gestor com os membros da equipe e o ecosistema da organização como um todo é o segredo para ser um gerente Ágil de sucesso.

Johanna Rothman disse que gerentes Ágeis não podem mais continuar a ser gerentes funcionais. Eles precisam ser os campeões para seus times. Isso significa que o gestor tem que conhecer todos os membros da equipe fazendo semanal ou bi-semanalmente uma conversa com cada um. Gestores devem ser capazes de prover feedback, meta-feedback (em outra palavras, feedback sobre como dar feedback) e meta-treinamento (em outras palavras treinamento sobre como treinar).

Gestores também devem fornecer desenvolvimento de carreira. Isso não só somente os ajuda a construírem um relacionamento de confiança com o time mas também fornece um ímpeto para atingir os objetivos da organização. De acordo com Johanna:

O desenvolvimento de carreiras raramente é linear. Pessoas experimentam diferentes papéis no trabalho. Isso é até mais fácil de perceber em um time ágil, onde os membros são generalistas. Um gerente - aquele que não é responsável por um objetivo específico de uma iteração mas é responsável para a organização - pode sugerir alternativas para que uma pessoa assuma diferentes responsabilidades.

Lyssa Adkins sugere que um gestor Ágil é reponsável por todas as atividades que acontecem em volta de um time Ágil. Ele é responsável por gerenciar times, gerenciar investimentos e gerenciar o ambiente organizacional. As subcategorias são:

  • Gerenciar Times
    • Gerenciamento ágil de times
    • Gerenciamento de recursos
    • Gerenciamento de performance
  • Gerenciamento de Investimentos
    • Gerenciamento através de métricas e relatórios
    • Gerenciamento de portfólio Ágil
  • Gerenciamento o Ambiente
    • Gerenciamento de parceiros internos
    • Gerenciamento de fornecedores e terceiros
  • Meta-Competência
    • Mudanças organizacionais

Igualmente, Jeffrey Palmero mencionou que independentemente do time, o gestor Ágil também deve gerenciar o cliente para que o ecossistema do time Ágil possa continuar funcionando sem problemas. De acordo com Jeffrey:

Parte do seu trabalho é gerenciar o time de desenvolvimento, mas você também deve gerenciar o cliente. A satisfação do cliente depende muito da gerência de expectativas. Clientes não gostam de surpresas. Você não deve criar surpresas.

Lyssa mencionou uma série de questões para ajudar um gestor Ágil a analisar se ele está de acordo com o papel de um gestor Ágil. Algumas dessas questões foram:

  • Você está catalizando as mudanças na organização para favorecer os valores ágeis, iniciando com uma cultura que valoriza a entrega?
  • Você promove a remoção de barreiras organizacionais para seus times ágeis? Eles vêem você mais como um mentor e um líder do que como um gerente?
  • Você usa métricas para ajudar os times a aprimorarem sua performance e ajudar os líderes sêniors a tomarem decisões que melhoram o valor da entrega?
  • Como os fornecedores são incentivados a trabalhar da maneira ágil? Seus terceiros ajudam ou empacam seu time ágil?

Assim, as expectativas de um gestor Ágil são muito mais abrangentes e de longo alcançe do que somente gerenciar um time e entregar um projeto. Elas vão desde o desenvolvimento de carreira dos membros dos times removendo barreiras organizacionais até ajudar os clientes a continuarem felizes e terem valor agregado ao seu negócio e investimentos.

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pessoas deixam gerentes, não organizações by Valdemar Júnior

Muito bom o assunto, pena que ainda é uma mudança de paradigma muito forte para os "antigos gerentes". Eles não tem essa percepção de mudança de se tornarem ágeis, ainda com pensamentos hierárquicos.

RE: pessoas deixam gerentes, não organizações by Fabio A. Dalonso

Concordo com o comentário do colega Valdemar Júnior. Estou vivendo isso na pele. (rs)
Mas o fato é, se fracassarmos na mudança do paradigma hierárquico, então penso que todo nosso esforço em mostrar para as organizações o quão melhor é ser ágil, terá sido em vão !

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