Representando testes ágeis
Vários membros da comunidade Agile têm explorado estilos para o registro ou declaração de testes. Charles Bradley descreve várias formas de expressar os testes de uma história, resumidos a seguir, começando com maneiras muito simples e aumentando gradualmente a sofisticação.
- Com marcadores – Escrever o comportamento do sistema real e o esperado como uma série de marcadores, em um cartão de história de usuário ou em uma página wiki. Esta técnica é útil para histórias pequenas ou simples.
- "Testar com..." – Registrar quaisquer cenários ou dados necessários para executar os testes. Por exemplo, "Testar a senha atual com entradas incorretas, corretas e vazia." De maneira similiar ao uso de marcadores, essa técnica funciona melhor com histórias mais curtas.
- "Testar que..." – Começar com "Testar que...", seguido pela sequência que deve ser verificada no comportamento do sistema. Este é um dos estilos mais simples para registro de testes, e pode funcionar bem para testes que não são bem representados usando os estilos anteriores.
- Estrutura "Dado que/Quando/Então" – Usar três seções com títulos "Dado que", "Quando" e "Então". Na seção "Dado que", relacionar as condições prévias, premissas, a configuração inicial do teste, dados de entrada e o estado do sistema antes do teste. Na seção "Quando" incluir a ação inicial ou o evento de transição de estado. E em "Então", descrever o comportamento do sistema, a saída esperada e/ou o próximo estado do sistema. Este estilo funciona bem para testes que exigem muitas pré-condições ou que têm ações iniciais específicas.
- Especificação através de exemplos: forma conceitual – Criar uma tabela de dados de entrada de testes e os resultados esperados e descrever conceitualmente os dados, ao invés de usar valores específicos. Testes que podem ser facilmente organizados em formato de tabela se beneficiarão muito do uso deste método.
- Combinações – Um estilo que combina vários dos estilos e métodos acima, para melhor atender a diversos aspectos de testes mais sofisticados.
Peter Stevens descreve outra forma para o registro de testes, que chama de "Como demonstrar". Trata-se essencialmente de um fluxo de atividades simples que descreve como fazer a demonstração de uma história completa para o Product Owner. Ele escreve:
A criação do "Como demonstrar" faz parte do refinamento do backlog do produto. Portanto, pode ser feita tanto na reunião de estimativa/release, ou no primeiro planejamento de sprint, ou ainda em algum momento intermediário. Faz parte da Conversação, por isso não deve acontecer com muita antecedência.
Lisa Crispin descreve o uso de um mapa mental (mindmap) para planejar testes necessários para concluir um tema completo. O tema descrito por ela precisou de cinco sprints para ser concluído, representando dez semanas de trabalho. Crispin e um engenheiro de testes começaram por desenhar em um quadro branco um mapa mental do teste a ser realizado. Discutiram, em seguida, o mapa com a equipe de desenvolvimento, o Product Owner, o controlador e outras partes interessadas.
Segundo Lisa, os testadores se referiram muitas vezes ao mapa mental durante o desenvolvimento do tema:
Ao final, nos sentimos confiantes de termos pensado e discutido todos os ângulos do processo, seus potenciais impactos em outras partes do sistema, além de ter conversado com todos os interessados sobre suas necessidades e preocupações, e feito um conjunto de testes adequado, não só no nível funcional, mas também com relação ao desempenho e à usabilidade.
Como você realiza a declaração de testes na sua equipe?
Conteúdo educacional
Lean na Globo.com
Bernardo Heynemann 24 Mai, 2013
Mobilidade: Frameworks, SOs e o Mercado
Ricardo Ogliari 23 Mai, 2013
Caminhos de uma estratégia mobile
Sérgio Lopes 23 Mai, 2013
Complexidade organizacional no Século 21
Alexandre Magno 16 Mai, 2013

Olá visitante
Você precisa cadastrar-se no InfoQ Brasil ou Login para enviar comentários. Há muitas vantagens em se cadastrar.Obtenha o máximo da experiência do InfoQ Brasil.
Dê sua opinião