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Novo Radar da Thoughtworks: tendências em testes, Agile, DevOps e mais para 2012

por Craig Smith , traduzido por Paulo Vitor Rendeiro em 31 Mar 2012 |

A ThoughtWorks publicou recentemente a mais nova atualização do seu Radar Tecnológico, que tem o objetivo de auxiliar tomadores de decisão na identificação de tendências em técnicas de desenvolvimento, ferramentas, linguagens e plataformas. O Radar traz também observações de interesse para equipes ágeis.

O radar tecnológico é divido em quatro quadrantes: Técnicas, Plataformas, Ferramentas e Linguagens. Os itens aparecem em anéis concêntricos, que refletem seu nível, segundo a Thoughtworks, de relevância e possibilidade de adoção. Os níveis são assim apresentados, nas palavras da empresa:

  • Adotar (Adopt): Sentimos fortemente que a indústria deve adotar esses itens, os quais usamos sempre que são apropriados aos nossos projetos;
  • Experimentar (Trial): Vale a pena investigar e testar esses itens, e é importante entender como construir competência neles. Recomendamos que as empresas experimentem com as tecnologias nesse nível, em um projeto que dê margem para os riscos inerentes à experimentação;
  • Investigar (Assess): Vale a pena explorar essas tecnologias para compreender como irão afetar a sua empresa e seus projetos;
  • Aguardar (Hold): Prossiga com cautela.

Com relação a técnicas, o Design Emergente e a Arquitetura Evolutiva encontram-se no início do nível de adoção.

Identificamos pelo menos dois aspectos do Design Emergente: o princípio, originado do Lean, de "Último momento responsável", que geralmente se aplica a projetos novos, e a descoberta e absorção de padrões de projeto idiomáticos, que são mais aplicáveis a projetos existentes. Recomendamos a adoção de arquiteturas evolutivas como uma alternativa ao tradicional e pesado Design Arquitetural feito pelas empresas no início dos projetos.

O DevOps e a Implantacão Contínua (Continuous Delivery) também são pontos apresentados no nível Adotar e estão guiando técnicas introduzidas no nível Investigar, como por exemplo o projeto de experiência do usuário (Experience Design - XD):

O Experience Design é um dos exemplos de como a agilidade deve evoluir para acomodar as restrições do mundo real. Estamos sempre dispostos a encontrar formas inovadoras de incorporar o que tem sido feito inicialmente em experimentos, em práticas como Implantação Contínua. O XD é um campo de estudo que pode trazer muitos frutos.

Também nos níveis de avaliação e de experimentação, encontram-se técnicas voltadas à Implantacão Contínua, incluindo implantação com um único comando, sistemas de produção imunes (com monitoração e checagens automáticas), automatização da infraestrutura das estações de trabalho para desenvolvimento, e a automatização de infraestruturas baseadas no Windows (com foco em ferramentas como PowerShell, Puppet e Chef).

Da perspectiva de testes, testar no nível apropriado aparece diretamente no nível Adotar. A mudança reflete o alto nível de ferramentas de testes baseadas em navegadores web criadas pela comunidade. As ferramentas de testes automatizados também aparecem no nível Adotar do Radar. As Jornadas de Usuários subiram dentro do nível Experimentar:

Jornadas de Usuários são agrupamentos de histórias de usuários em conjuntos de interações de usuário. Elas fornecem valor tanto para os usuários quanto para o negócio. Automatizar estas interações em blocos leva a testes que mantêm seus objetivos por mais tempo, e cujas falhas revelam incapacidades da aplicação em entregar valor concreto para seus usuários.

Neste novo radar tecnológico, o Data Warehousing Iterativo desapareceu, sendo substituído pelo Agile analytics, no nível Experimentar. Já a certificação em Scrum se manteve estável no nível Aguardar.

No quadrante de ferramentas, tratando da infraestrutura de código e ferramentas de controle de versão, o Git e o Github permaneceram no nível Adotar do radar. O Maven, uma ferramenta de build popular no universo Java, apareceu no nível Aguardar:

O Maven tem sido por muito tempo uma ferramenta de grande importância na automação de builds no universo Java. Entretanto, devido à sua baixa flexibilidade e pouco suporte para melhores práticas em automação, especialmente no contexto de Implantação Contínua, o uso de alternativas como o Gradle deve ser considerado.

Um dos itens principais no quadrante de Plataformas é a comunicação entre as equipes de infraestrutura e as de desenvolvimento, que aparece no nível Adotar:

Um ciclo vicioso que temos observado é a falta de comunicação entre os responsáveis por hardware e os responsáveis por software. O resultado final é a geração de custos e não de valor. Deve-se tratar a arquitetura de forma abrangente: nem a equipes de infraestrutura nem a de desenvolvimento possuem perspectivas completas para serem bem sucedidas sozinhas.

Na área das Linguagens, as observações aparecem no nível Adotar:

É o momento de começar a avaliar quais outras linguagens irão ajudar sua empresa, e ao mesmo tempo fazer um balanço da vida útil restante para suas atuais escolhas... Empresas estruturadas de forma tradicional, com equipes independentes de suporte, podem descobrir que as atuais competências limitam suas escolhas. Nesses casos, o DevOps oferece um bom caminho para evolução.

A versão completa do radar tecnológico (incluindo cópias dos relatórios anteriores) está disponível no site da ThoughtWorks.

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