Formando equipes de alto desempenho, parte 1: Início e fases de evolução
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Postado por Lucas Souza em 23 Fev 2010
Atualmente ser produtivo é uma tarefa cada vez mais exigida aos desenvolvedores. O problema é que as redes sociais, gtalk, email, msn e outros são coisas que atrapalham e desconcentram cada vez mais facilmente os desenvolvedores. Gerenciar nossa tarefas e controlar as interrupções voluntárias ou involuntárias é uma tarefa que exige muita força de vontade. Muitos desenvolvedores fazem o que chamados de procrastinação, como foi citado em um post no blog do Jeveaux. Ele diz que procrastinar é:
É diferir ou adiar uma ação. Para a pessoa que está procrastinando, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com suas responsabilidades e compromissos. Isso é uma coisa muito comum entre os desenvolvedores, principalmente quando não estão satisfeitos ou motivados em relação aos seus trabalhos. Ou popularmente conhecida como: “Deixar pra amanhã o que poderia ser feito hoje”
Existe uma técnica chamada Pomodoro Technique que é bem conhecida na comunidade e muito citada em diversos blogs brasileiros como o Áreas Criações, Adolfo Sousa, e dentro do próprio InfoQ. Essa técnica ajuda a não procastinar ações, a ser mais produtivo, evitando interrupções e perda de atenção por agentes externos.
A grande questão é: Será que os aproveita-se e utiliza-se a técnica dos tomates para tornar o desenvolvimento mais produtivo, quando ela deveria na verdade ser utilizada também para ver quais são os defeitos cometidos, o que tira atenção e evitar que esses fatos ocorram? Como o Ivan Sanchez disse em um post em seu blog, o grande poder do pomodoro é que ele expõe quais são os hábitos ruins dos desenvolvedores e quais as interrupções eles sofrem:
Mas o grande benefício da técnica no meu ponto de vista é que são expostas todas as interrupções e maus hábitos que nós temos quando fazemos nossos trabalhos. E esta é a minha razão para acreditar que a técnica deveria ser usada como uma ferramenta de aprendizagem ao invés de uma nova maneira de trabalhar.
Ele também diz que deve-se utilizar a técnica como um ferramenta temporária, algo que apenas ajude a encontrar os problemas que afetam a produtividade do desenvolvedor:
Isso significa usar a técnica como um assistente temporário, não uma solução final. Ao invés de usar a ferramenta para evitar fatores que diminuem nosso foco, nós usamos ela para torná-los visíveis e achar maneiras de evitá-los.
Existem outras questões pertinentes. Por exemplo, manter o foco durante os 25 minutos do seu pomodoro é realmente viável? Se algum desenvolvedor ao seu lado precisa de algo extramemente urgente, você pedirá para ele esperar terminar seu pomodoro e aí sim ajudá-lo? Se o diretor da empresa ligar em seu celular, você pedirá para ele aguardar 7 minutos porque seu pomodoro está acabando? Provavelmente não.
Talvez seja melhor identificar mesmo os problemas que atrapalham o desenvolvimento e a manutenção do foco e tentar resolvê-los. Muito provavelmente com a Pomodoro Technique, por que não?
E você leitor, o que pensa sobre isso?
Nós estamos utilizando Pomodoro aqui na empresa que trabalho à mais de 1 mes, e é visível a melhoria da concentração.
No livro oficial do Pomodoro ele fiz, PROTEJA O SEU POMODO, mas se for algo impossível de ser adiado, como por exemplo um cliente no telefone, você vai simplesmente cancelar o seu pomodoro, e começar de novo assim que for possível.
Não é porque você trabalha 8 horas por dia, que você precisa fazer 14 Pomodoros, aqui fazemos uma média de 10 Pomodoros por dia, e achamos que está de bom tamanho.
Concordo com você Fernando. Mas vc nao acha que deveriamos usar os Pomodoros apenas como um forma temporária de analisarmos o que tira nossa atenção?
Não acho que precisa ser temporário.
O Pomodoro pode nos oferecer uma métrica, não de produtividade, mas exatamente de desvio de atenção.
Acredito que com alguns meses de utilização em vários projetos, além de fazer com que a equipe se policie mais quanto a atenção, poderemos saber, por exemplo, em qual período o projeto tem mais interrupções, e com isso melhorarmos as nossa estimativas.
No caso da empresa onde trabalho, não temos produtos prontos, desenvolvemos aplicações sob medida para diversos clientes. Então, mensalmente, temos diversos projetos começando e finalizando, e com a técnica do pomodoro somos capazes de ver quando o processo se torna mais lento.
Eu tenho usado a técnica há pouco mais de dois meses e não havia me atentado para a possibilidade de usá-la temporariamente. Porém, para alguns trabalhos tenho preferido não usá-la, visto que as vezes considero o tempo de 25 minutos um pouco curto já para requerer uma pausa, visto que consigo me concentrar sem interrupções durante mais tempo e tirar uma pausa quanto terminar uma etapa ou me sentir cansado.
PS: trabalho junto com o Fernando e temos observado grandes ganhos com o uso da técnica, mas estamos também implantando várias práticas de desenvolvimento ágil e isso também colabora para uma melhoria nos resultados e principalmente na motivação da equipe.
Concordo com todos os pontos apontados por vocês. E também acho que por mais que tenhamos a sensibilidade de descobrir os nossos desvios de atenção, talvez precisemos de controlar esse tipo de coisa sempre. Além dos benefícios citados por vocês, sobre os pomodores servirem para estimarmos melhor e descobrirmos quais nossos pontos fracos.
Olá Lucas, estou desenvolvendo uma ferramenta de pomodoros online, gostaria que falasse sua opinião, tem um cronometro pre configurado para os tempos dos pomodoros, pf acesse pomodoros.com.br/
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